A 24 de Setembro, durante uma conversa telefónica, Vilhena disse:
"Espero que me vejam hoje, na RTPN, por volta das 22:30, no programa Hora de Baco"
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China 1996. Não é Macau. Não sei se autografava ou se dava explicações sobre a posição de Portugal no mapa mundi
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Etiquetas: Memórias - viagens
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Das outras artes andavam actores como o Miguel Guilherme, a Graça Lobo, aquele moço que é pasteleiro em Belém e que deve ter um problema capilar grave ou um eczema de pele porque nunca tira a boina. E mais, muito mais, como aquele comentador de futebol que também faz uns filmes. A Aida Tavares, pessoa que muito estimamos. As lindas famílias do Manel e do Monge. A Paula e o Jorge. Estava lá tudo à conversa, a beberricar e a mastigar porque a fome àquela hora apertava e muito. Também andava a imprensa de várias cores.
Ficam-me as cores da Ana Rita, conterrânea que esteve nesse marco da televisão que se chamou NTV e que agora se mudou para a SIC. Infelizmente não trocámos ideias. Fomos sempre acompanhados de perto pelo Rui Santos, falando de música, tecendo comentários e acima de tudo, tentando ficar-lhe com o programa. Nós somos jovens necessitados e não comprámos programas. Estávamos quase a cair em tentação mas acabámos por lhe confessar. Ele, bondoso, ficou de tirar fotocópias lá na rádio e mandar por correio.Aqui está João Monge, alentejano e boa pessoa, apesar de por vezes ser visto com más-companhias. Como aqui, que tenta em vão ser fotografado a fumar com Joca perante o sinal de proibição que se encontra atrás pouco visivel... Nem chega a ser uma provocação. É só uma idiotice
À meia-noite o telefone retine. Pensei que pela hora poderia ser a Cinderela, mas ela anda longe daqui. Era o Maestro Cesário Costa que tinha acabado a récita das Bodas de Fígaro mesmo ali ao lado no Trindade e juntou-se aos amigos do Porto. Fez ele muito bem. Era quase uma e resolvemos sair já com o estômago forradinho e com o bafo de Baco a aquecer-nos. Despedimo-nos e saímos com destino marcado: a casa do Nuno, nosso técnico de som e que foi persuadido a dar-nos guarida. Mas ao despedirmo-nos do nosso querido Maestro, não resistimos e fomos agasalhar com ele um bifinho na Trindade. No fim, tolos, ainda fomos passear para o bairro alto.
Ora cá está o bife devidamente montado por um ovo. O Cesário preferiu o bacalhau que tinha bom aspecto. Esqueci-me de lhe perguntar se estava bom... mas ele não fez má cara.
Já tarde fomos ter com o Nuno. Deu-nos cama, toalhas para o banho, uma gata e ainda uma experiência única: ouvir os sinos da Igreja da Penha de França às 8 da manhã. Fica a atenção do
Sr. Prior: um dos sinos está desafinado meio-tom. O grave é que essa desafinação faz com que se crie uma quarta aumentada com a tónica. Este intervalo era chamado de “Diabulus in musicae” na Idade Média e soa muito mal no hino de Fátima que o Sr. Prior nos deu o prazer de ouvir. De certeza que estas coisas não são agradáveis aos ouvidos do Senhor. Quanto mais aos meus.
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Desde o início que só os 4 caucasianos estavam decididos a ir a Lisboa. O Vilhas assim que soube que o musical não é em Kimbundu, nem que não tem tradução simultânea, amuou e disse que não ia. No entanto, por desígnios errantes desta vida, só eu e o Jony seguimos viagem. Os melhores, portanto.

Jony, Rui Santos e Joca depois de uma bifana. O fascínio pela capital continuava
O apetite era muito e as bifanas não calafetaram, de forma alguma, as falhas do estômago. Mas muito maior era a expectativa de ver o “Assobio da Cobra”. A toque de caixa lá fomos para o São Luiz. A entrada não poderia ser mais gloriosa: Monge num brado forte exclama “Olhó Prendinácio!”. Respondo na mesma medida “Ganda Mongex”. Segue-se o abraço da ordem e continuação da euforia com os demais que rodeavam tão brilhante letrista.
Subimos. Esperamos. O ar começava a aquecer. Demasiado e ainda nem tinha começado. “O ar condicionado está avariado há 2 anos” disse-me no fim a Ana Bola. Há problemas insolúveis neste país.
Até que começa o espectáculo. E dele nada vos conto porque os artistas querem é o público na sala. Apenas digo que foi excelente ouvir e ver as canções do disco “Assobio da Cobra”, mais três da Ala dos Namorados a serem cantadas, dançadas e representadas. Também é sabido que sou e serei sempre suspeito a falar do trabalho do Manel e do Monge. São dos melhores e está tudo dito. Mas aos dois (também eles) suspeitos, juntou-se um trabalho fantástico dos actores (e tenho mesmo que dizer que o Diogo Infante é enorme em palco: representa e canta como ninguém), um texto que conseguiu aquilo que eu achava impossível fazer, que é a partir de canções avulsas construir uma peça, uma história, um cenário muito bem conseguido e o vídeo muito bem trabalhado. A ideia de um espelho mágico é simplesmente brilhante. Notável é o trabalho dos músicos em palco.
Sai toda a gente a trautear o “samba do acento” ou o “olha por ti” e leva lá dentro as “malhas caídas” ou o “nunca parto inteiramente” (bem cantado pelo João Reis. Não é como o Manel Cruz, mas Deus pôs-lhe à escolha, ou cantas como o Manel ou ficas com a Catarina. Ele, é obvio, fez a opção certa).
Chegados ao final fomos para o Jardim de Inverno para um beberete. Essa parte será contada num escrito à parte porque tenho que despir o papel de crítico teatral e vestir o de cronista social. Trabalho difícil este…
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Nada contra, antes pelo contrário. Se calhar é mesmo uma questão de feitio, ou de oportunidade. Não deu na altura. Agora, só mesmo o Mokas e a Migui para me porem lá no meio. Por isso fica a noite de 16 de Setembro marcada pela minha primeira e última actuação com uma Tuna. E claro só podia ser com a Tuna da Portucalense.
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O final dos aperitivos soava já a fim de festa. Joe sabiamente disse que já não era preciso jantar, com tanta comida ainda ali. Pois estavas certo, índio Joe. O que se seguiu já foi mais uma prova de resistência. E nós fomos bravos combatentes.
O jantar
Jantar? Sim, pelas horas. Para mim seria almoço, mas ninguém almoça às 7 da tarde.
Bem comportados lá fomos ver as mesas. Fiquei na extraordinária companhia dos tunos Darth, Mari Carmen e Mário mais as suas respectivas. Ficou também na nossa mesa o prof. João Campos de guitarra e o Sérgio.
Sopa, peixe e carne como manda a tradição. Li a ementa e estava lá tudo. Entraram músicos cubanos e ao som de Besame Mucho entrou o casal.
Toda a gente gabou a qualidade dos pratos servidos. Toda a gente bebeu na medida das suas possibilidades. Descobri ao fim de vários anos que o Darth afinal é Bruno e que o Mari Carmen tem como graça João. Entrecortámos pratos com umas cigarradas e à sobremesa fomos presenteados com uma selecção fotográfica com cenas da vida dos noivos. A banda sonora foi do melhor e começou logo a cappella com o Trio Esperança a cantar o corcovado. Nem sabes como eu gosto desta música Tó! 
O jantar estava no fim. Não pude deixar de reparar na garrafa que nos foi acompanhando antes das carnes: “o final de boca é agradavelmente longo”. Lancei a questão aos comensais e senti algum gelo. No fundo foi o meu momento sapatilha cor-de-rosa. Ninguém se quis pronunciar sobre isto. Hoje eu percebi o que quer dizer. O final prolongou-se pelo dia de hoje. O que não é, é muito agradável. Acho que chamam ressaca.
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Há quinze dias relatei aqui a despedida de solteiro do Tó. Seria uma enorme lacuna não contar agora o casamento. Por ter sido um dia intenso e cheio de peripécias vou dividir a narrativa em pequenos episódios
A viagem
Lamego foi o local do enlace. Já fiz a estrada até lá centenas de vezes, mas desde a inauguração da A24 que se coloca sempre o dilema: por Vila Real ou por Mesão Frio? Acabo sempre por escolher Vila Real e a tal auto-estrada. As vistas do Douro são fantásticas, o ziguezaguear pelos socalcos é delicioso e as pontes sobre o Douro e o Balsemão imponentes. Quem ainda por lá não passou, não sabe o que perde!
Eis que chego à cidade. Estaciono perto da Sé mas topo logo no Café Maia com velhos conhecidos. Estavam em plena preparação para acolherem a palavra do Senhor da forma como Ele quer: em festa! Juntei-me ao Adélio, ao Mezenga, ao Atila, ao Joe e ao Darth mas como aspirava apenas manter-me acordado tomei café, o que me distinguiu das cervejas dos demais. Eles, numa atitude sapiente, tinham também mastigado algo. Com casamento às 14h é preciso saber fazer a gestão do estômago. E eles souberam-no. Levantámos ferros e fomos para a Sé.
A cerimónia
Na porta da Sé reencontrei muitos dos que 15 dias antes tinham andado na farra. E que diferença, meus amigos! As roupas andrajosas deram lugar a fatos caros, o cheiro a bebida aos finos perfumes, o monco caído do fim da noite a sorrisos radiantes.
Fui interpelado por um autóctone que iniciou um monólogo sobre a cidade de Lamego. Não sei se o senhor está a soldo do turismo local, mas pareceu-me estar necessitado de acompanhamento psicológico. Lembrei-me logo das estudantes de psicologia brasileiras com quem tínhamos estado na despedida de solteiro. Bem podiam elas estar a prestar serviço social e cívico a casos como o deste senhor, nas horas em que o sol não se traveste de lua.
Vem o noivo. Resplandecente, sorriso largo, cabelo aparado. Entrámos na nave da igreja e esperámos pela noiva. Entretanto um coro e um pequeno agrupamento instrumental preenchem os tempos mortos. Chega a noiva, salta a marcha nupcial. Ofuscando o já brilhante noivo, a Migui avança decidida para o altar. O Sr. Padre começa a função e logo sinto o perfume da pronúncia beirã com os esses muito sibilantes. Gosto desta sonoridade.
O tempo vai avançando. A fome também. Eram 15h18m e cantava-se “Pai-nosso em Ti cremos…”. Também eu já queria àquela hora enfiar algo para a blusa. Confesso que prestei pouca atenção à cerimónia. São já dezenas e dezenas de casamentos e o argumento não tem variado muito nos últimos anos. O corpo estava lá mas o espírito planava, nem sei bem por onde. Aterrava sempre que ouvia música. Também desceu na altura das leituras. Estávamos às portas das 16h quando saímos da Sé.
A música
Visto agora o papel de crítico musical. O pequeno coro e quarteto de cordas com trompete e teclado esteve muito bem. Boa afinação, bem musical, à altura dos acontecimentos. O repertório muito eclético. Talvez demais para o meu gosto. Ter no mesmo disco o Aleluia de Haendel, o Minuete de Boccherini, o Can´t help falling in love e o Avé Maria de Schubert faz-me lembrar aqueles pratos de sobremesa em que se mistura tudo que há no frigorífico, vulgo pijama. Mas foi óptimo ver ali o Manuel Soares nos gorjeios, o Jaime na trompete, o Ernesto no teclado e direcção e rever a viola d’arco com os olhos mais azuis que eu conheço, a Lúcia, simpática e bonita como aliás sempre foi.
A saída
Já falei do brilho dos noivos e dos lindos fatos em desfile.Mas algo à saída da Sé me ofuscou de forma violenta e provavelmente vai mudar a minha existência daqui para a frente. Os pés do Bragança.
Não propriamente o pé, nunca o vi, nem tenciono ver, mas o que ele tinha calçado! Uma sapatilha cor-de-rosa. Metrosexual, daltónico… foram algumas das explicações. Mas eu percebo-te, Bragança. És apenas um provocador e eu gosto disso. Também o sou à minha medida. No entanto não calçava aquela sapatilha num casamento… ia descalço!
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Joca
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Joca
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Hoje o ensaio foi diferente. Mais curto que o normal. Penso que se está a priorizar o fim dos ensaios que propriamente o conteúdo musical. Portanto passo já para a parte mais importante.





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