26 setembro 2006
Sai um duplo
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Citação III
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24 setembro 2006
Best Buyer Award
Refiro-me, é óbvio, às histórias mal contadas e às biltres insinuações que colegas meus aqui escrevem sobre a minha pessoa, comportando-se como aves de rapina em voo picado para bicarem uma presa que apesar de tudo está em grande forma para se defender.
Para equilibrar o barco aqui vai uma história real que tem como protagonista o já vosso conhecido Miúdo.
Não há muito tempo encontrámo-nos no aeroporto Sá Carneiro para mais uma saída. O normal entusiasmo destas viagens estava patente na cara de cada um de nós. Havia no entanto uma face que irradiava uma alegria acrescida. O puto (também assim chamado no seio desta família) tinha com ele uma câmara digital novinha, pronta a apanhar os melhores momentos da viagem.
O voo parou em Lisboa e seguiram-se as habituais horas de seca na zona de embarque passadas deambulando de loja em loja, de tasco em tasco. Estava eu e o menino (igualmente assim tratado) sentados quando me levanto e digo: “vou tomar mais um café”. Ele, solícito e simpático acompanha-me apesar de não ser consumidor. Chamada para embarcar, entrámos no avião e estamos nós a arrumar os nossos saquinhos quando o efebo (ele mesmo) repara que o saco com a máquina digital tinha ficado na sala do aeroporto. Toca de incomodar toda a gente, tripulação, torre de controlo e… nada. A máquina, sentindo-se abandonada, procurou novo dono e fugiu.
Foi vê-lo acabrunhado o resto da viagem. Ao aterrar o avião, o seu humor mudou. Tinha esquecido a perda e agora interessava aproveitar. Fez bem.
De volta à terra natal, regressa à loja. Aqui confesso que vou dar azo à minha imaginação. Imagino-o a entrar na loja e a pedir outra máquina igual àquela que tinha levado pouco tempo antes. O ar surpreso do funcionário, contrasta com a alegria do nosso mancebo com novo brinquedo nas mãos.
O nosso jovem tem no entanto ideias que não passam pela cabeça do comum dos mortais. Com o fito de ajudar a sua mãezinha na lide de casa, resolve usar a mala do seu carro como sala de arrumos e assim evitar a desarrumação normal dos quartos dos teenagers. E na mala do seu Megane (que nós carinhosamente chamamos de ferro de engomar) habitam (ou habitavam) em total harmonia o clarinete, a guitarra, a máquina digital, a placa de som e microfones, o discman, o walkman, cd’s, as colunas e até o portátil. O mais incompreensível de tudo isto é que o oligofrénico nem sequer tem garagem. Na noite que tirou o portátil, os outros hóspedes da mala ficaram tristes e com a ajuda de um transeunte libertaram-se da posse do nosso néscio.
Nova ida à loja. Imagino o diálogo. “Olá Sr. Tiago. Mais uma maquinazinha?” “Sim, sai mais uma maquinazinha”, resposta com o sorriso franco e aberto que todos nós lhe conhecemos.Por este motivo a Sony vai instituir este ano o “Best Buyer Award for Stooge People” e o nosso Miúdo é dos mais bem cotados para o ganhar. Neste momento apenas lhe fazem frente um vietnamita amblíope e um porto-riquenho amnésico.
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O remédio para a doença


Vilhas, imitando o Brutus. Pontuação-SOFRÍVEL
Tomi, imitando o duende dos Lucky Charms. Pontuação: SUFICIENTE +

Aqui está o nosso brilhante técnico de som. Não está a imitar ninguém, é simplesmente ele! O Nuninho consegue transformar um dia cinzento numa aguarela gigante! Pontuação: EXCELENTE
Obrigado amiguinhos, por contribuirem para a minha felicidade.
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Citação II
A 24 de Setembro, durante uma conversa telefónica, Vilhena disse:
"Espero que me vejam hoje, na RTPN, por volta das 22:30, no programa Hora de Baco"
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vilhas
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23 setembro 2006
Robert Plant e as Vozes da Rádio
Em 1996 fomos pela primeira vez a Macau. A comitiva era grande e incluía também o Rui Veloso e sua banda e os Gaiteiros de Lisboa. Tudo para o Festival Internacional de Música de Macau. Foram 10 dias no outro lado do mundo muito bem passados e pouco dormidos.
Certa tarde passeávamos nós pelo Leal Senado, vimos um ser que era tal e qual o Robert Plant que conhecíamos das capas dos Led Zeppelin. Tão parecido o tipo era, que o fomos seguindo atrás a ver se tirávamos dúvidas. O Mário atalhou esforços e gritou “Hey Robert Plant”. À segunda, olha um tipo cabeludo já com um ar envelhecido, que ia ao lado do “nosso” Robert Plant. Parou e cumprimentou-nos. O velhinho era o verdadeiro Robert Plant. O outro era o filho!
Foram uns minutos de conversa. Quem éramos, o que fazíamos ali, ele também nos contou que andava ali às compras, que estava em Hong-Kong para uns concertos, falámos das parecenças do filho, de Portugal, dos Led Zeppelin… Perdemo-nos no entusiasmo e apesar de carregarmos todo o material necessário, nem filmámos, nem fotografámos, nem sequer pedimos um sarrabisco ao homem. Até agora era apenas uma história de memória. Fica agora aqui escrita não vá o Alzheimer tecê-las…
China 1996. Não é Macau. Não sei se autografava ou se dava explicações sobre a posição de Portugal no mapa mundi
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Etiquetas: Memórias - viagens
Memórias da Rádio III - Só para contextualizar
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22 setembro 2006
A cobra come e bebe... também muito bem
Terminado o espectáculo a populaça começou a juntar-se às portas do Jardim de Inverno. Populaça não! Estava a nata das artes cénicas e musicais. Estavam igualmente pessoas.
O primeiro encontro foi com a nossa querida Ana Bola com quem trabalhámos por alturas da Débora. O que conversamos será agora transcrito.

Entrámos no salão. Os encontros foram imediatos e de vários graus. Os colegas e amigos andavam por lá: o Veloso, o Gil, o Represas, o Camané, o Palma, o Vitorino, o Sérgio, o José Martins, a Amélia Muge, o Carlos Martins, o Tê.
Das outras artes andavam actores como o Miguel Guilherme, a Graça Lobo, aquele moço que é pasteleiro em Belém e que deve ter um problema capilar grave ou um eczema de pele porque nunca tira a boina. E mais, muito mais, como aquele comentador de futebol que também faz uns filmes. A Aida Tavares, pessoa que muito estimamos. As lindas famílias do Manel e do Monge. A Paula e o Jorge. Estava lá tudo à conversa, a beberricar e a mastigar porque a fome àquela hora apertava e muito. Também andava a imprensa de várias cores.
Ficam-me as cores da Ana Rita, conterrânea que esteve nesse marco da televisão que se chamou NTV e que agora se mudou para a SIC. Infelizmente não trocámos ideias. Fomos sempre acompanhados de perto pelo Rui Santos, falando de música, tecendo comentários e acima de tudo, tentando ficar-lhe com o programa. Nós somos jovens necessitados e não comprámos programas. Estávamos quase a cair em tentação mas acabámos por lhe confessar. Ele, bondoso, ficou de tirar fotocópias lá na rádio e mandar por correio.Aqui está João Monge, alentejano e boa pessoa, apesar de por vezes ser visto com más-companhias. Como aqui, que tenta em vão ser fotografado a fumar com Joca perante o sinal de proibição que se encontra atrás pouco visivel... Nem chega a ser uma provocação. É só uma idiotice
À meia-noite o telefone retine. Pensei que pela hora poderia ser a Cinderela, mas ela anda longe daqui. Era o Maestro Cesário Costa que tinha acabado a récita das Bodas de Fígaro mesmo ali ao lado no Trindade e juntou-se aos amigos do Porto. Fez ele muito bem. Era quase uma e resolvemos sair já com o estômago forradinho e com o bafo de Baco a aquecer-nos. Despedimo-nos e saímos com destino marcado: a casa do Nuno, nosso técnico de som e que foi persuadido a dar-nos guarida. Mas ao despedirmo-nos do nosso querido Maestro, não resistimos e fomos agasalhar com ele um bifinho na Trindade. No fim, tolos, ainda fomos passear para o bairro alto.
Ora cá está o bife devidamente montado por um ovo. O Cesário preferiu o bacalhau que tinha bom aspecto. Esqueci-me de lhe perguntar se estava bom... mas ele não fez má cara.
Já tarde fomos ter com o Nuno. Deu-nos cama, toalhas para o banho, uma gata e ainda uma experiência única: ouvir os sinos da Igreja da Penha de França às 8 da manhã. Fica a atenção do
Sr. Prior: um dos sinos está desafinado meio-tom. O grave é que essa desafinação faz com que se crie uma quarta aumentada com a tónica. Este intervalo era chamado de “Diabulus in musicae” na Idade Média e soa muito mal no hino de Fátima que o Sr. Prior nos deu o prazer de ouvir. De certeza que estas coisas não são agradáveis aos ouvidos do Senhor. Quanto mais aos meus.
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Joca
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A cobra assobia... e bem
Desde o início que só os 4 caucasianos estavam decididos a ir a Lisboa. O Vilhas assim que soube que o musical não é em Kimbundu, nem que não tem tradução simultânea, amuou e disse que não ia. No entanto, por desígnios errantes desta vida, só eu e o Jony seguimos viagem. Os melhores, portanto.É histórico que as grandes estreias provocam agitação, tumultos, por vezes até a histeria descontrolada. Desta vez nem a mãe natureza se quis alhear de tal facto, apareceu para o espectáculo e brindou-nos com um Gordon (também já varias vezes brindei com ele mas misturado com água tónica) causando o pandemónio rodoviário durante o dia e com ele os inevitáveis atrasos.
Rumámos a Lisboa numa viatura completamente recuperada (vide o meu popó) e, como é sagrado, lá parámos para ler a melhor imprensa. Soubemos pelo 24 horas que a Merche confessou que se culpa por muita coisa. Deixa lá Merche, fica só entre nós.

Lisboa. Trânsito. Estacionámos quase junto ao rio, na Rua do Corpo Santo. Paradoxal, pois em frente estava o bar Viking com 2 corpos bem pecadores à porta.
reparai no olhar extasiado de Joca e Jony perante o brilho da grande cidade. Há experiencias irrepetíveis

Jony, Rui Santos e Joca depois de uma bifana. O fascínio pela capital continuava
O apetite era muito e as bifanas não calafetaram, de forma alguma, as falhas do estômago. Mas muito maior era a expectativa de ver o “Assobio da Cobra”. A toque de caixa lá fomos para o São Luiz. A entrada não poderia ser mais gloriosa: Monge num brado forte exclama “Olhó Prendinácio!”. Respondo na mesma medida “Ganda Mongex”. Segue-se o abraço da ordem e continuação da euforia com os demais que rodeavam tão brilhante letrista.
Subimos. Esperamos. O ar começava a aquecer. Demasiado e ainda nem tinha começado. “O ar condicionado está avariado há 2 anos” disse-me no fim a Ana Bola. Há problemas insolúveis neste país.
Até que começa o espectáculo. E dele nada vos conto porque os artistas querem é o público na sala. Apenas digo que foi excelente ouvir e ver as canções do disco “Assobio da Cobra”, mais três da Ala dos Namorados a serem cantadas, dançadas e representadas. Também é sabido que sou e serei sempre suspeito a falar do trabalho do Manel e do Monge. São dos melhores e está tudo dito. Mas aos dois (também eles) suspeitos, juntou-se um trabalho fantástico dos actores (e tenho mesmo que dizer que o Diogo Infante é enorme em palco: representa e canta como ninguém), um texto que conseguiu aquilo que eu achava impossível fazer, que é a partir de canções avulsas construir uma peça, uma história, um cenário muito bem conseguido e o vídeo muito bem trabalhado. A ideia de um espelho mágico é simplesmente brilhante. Notável é o trabalho dos músicos em palco.
Sai toda a gente a trautear o “samba do acento” ou o “olha por ti” e leva lá dentro as “malhas caídas” ou o “nunca parto inteiramente” (bem cantado pelo João Reis. Não é como o Manel Cruz, mas Deus pôs-lhe à escolha, ou cantas como o Manel ou ficas com a Catarina. Ele, é obvio, fez a opção certa).
Chegados ao final fomos para o Jardim de Inverno para um beberete. Essa parte será contada num escrito à parte porque tenho que despir o papel de crítico teatral e vestir o de cronista social. Trabalho difícil este…
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Joca
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21 setembro 2006
A Cobra Assobia Hoje!
Precisamente a esta hora, o Assobio da Cobra sobe ao palco. Infelizmente não pude assistir à estreia, ao contrário dos meus colegas Joca e Jony. Estou ansioso por saber como tudo correu.
Parece que foi ontem, quando nos encontrámos em Lisboa para gravar.

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20 setembro 2006
Memórias de Viagens III
Quem é que traça o roteiro das viagens privilegiando as paisagens e a boa comida? Quem é que, quando dizemos “daqui a duas horas temos que estar em Lisboa”, consegue chegar 5 minutos antes? Quem é que escolhe os restaurantes, os vinhos, os digestivos e até as sobremesas? Quem é que, protegendo sempre a boa forma vocal dos meninos, compra as cigarrilhas da melhor qualidade? Quem é que se preocupa com os camarins, vê as águas, o catering, o palco? Quem é que sai a correr para ir a uma farmácia se alguém precisa de um analgésico ou uma qualquer panaceia para dores de garganta, dentes, sinusite, músculos ou até intoxicações alimentares? Quem é que faz a escolha musical para nos acompanhar nas viagens? Quem prepara o melhor catering do mundo quando as produções são nossas? Quem leva literatura variada e outros entretenimentos, como uma bola de futebol, para as viagens? Quem, certa noite em que as ovelhas andavam tresmalhadas e desnorteadas, as levou para o respectivo curral e assegurou que elas não sairiam mais? Quem? O nosso Zé António.
Esta imagem tem história. Fevereiro 2003. Cedo acordámos. Estávamos no Estoril. Encontrámo-nos ao pequeno-almoço e zarpámos rumo a norte. Antes a religiosa paragem em Belém para os pasteis e reforço de cafeína. Almoçámos em Celorico da Beira no “Escorropicha, Ana!” que diligentemente foi marcado por telefone pelo nosso Zé, durante a viagem. Seguimos para norte até Torre de Moncorvo. Aqui, estávamos parados em plena estrada, provavelmente num espectáculo privado de idiotices. Depois foi o concerto mais frio que fizemos ao ar livre, até hoje. 2 Graus negativos. No final gelados tínhamos o Zé com casacos para assegurar que a carreira das Vozes não ficava por ali.
Todos os grupos têm o seu anjinho da guarda. O nosso é o melhor do mundo. Pelo menos para nós.
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Aparições Televisivas I
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19 setembro 2006
Outra desilusão
A partir de hoje penso que vai ser difícil fazer um acompanhamento total dos ensaios regulares da banda. Isto porque tenho de me levantar todos os dias muito cedo e não me posso deitar no horário pornográfico que me tenho deitado, em dias de ensaios. Posso, no entanto, acompanhar a parte menos interessante, a musical. A observação e comentários a pica-paus e afins podem ser feitos pelo Tomi, visto ser o único caucasiano a postar menos.


Depois de cantar um pouco, lá fomos ao Convívio, perto do Shopping Bom Sucesso. O que nos salta logo à vista é a faixa etária dos garçons... entre 65 e 70 anos. "É bom sinal, pelo menos devem ter muita experiência", pensava eu, inocentemente. Por incrível que pareça, o sr. que nos atendeu nem sabia o que era um pica-pau. Falha enorme. Teve de chamar um colega, curiosamente mais novo, o qual nos explicou que ali se denominava "carnes mistas à chefe". Aos omnívoros, soou-lhes muito bem. Lá mandaram vir uma dose para os 3. O Vilhas optou por um prego, porque, segundo ele, está de dieta... Eu fui no habitual.



Apesar do aspecto até ser jeitoso, neste caso seria preferível só se ter comido com os olhos. Logro é a palavra que me surge para avaliar os petiscos. A dose de pica-pau era curtíssima para o andamento em presto das mandíbulas dos nossos 3 amigos. O Vilhas não emitiu opinião sobre a qualidade do prego. Apenas comentou o valor que pagou no fim, comentário esse impróprio de ser transcrito, pois a minha mãezinha lê o blog e ia ficar com pior impressão do jovem cabidela. A tosta de queijo foi das mais sumíticas que alguma vez provei.

Portanto, não há muito mais a dizer. Para este tipo de petiscos, esta casa é para esquecer.
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Vamos à Capital do Império!
Falta decidir onde dormem e até se dormem, mas isso logo se vê.
Fica aqui o cartaz com o elenco e tudo...
A crítica severa, imparcial e incisiva aparecerá aqui depois do evento.

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Joca
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Poesia
Poema de Rufino Duarte, natural de Vale, Vila da Feira.
NINFA
Ela querelava junto do flúmen silente,
Quando a titónia undiflava e rorífera
Encheu a natura obducta e paínfera
De um punício tão pátulo quão furente.
Sob o sinceiral fluctígero e sedente,
A progne lúrida e a mariposa lucífera
Brincavam com uma incude opífera,
Alheias à tágide serícea de tridente.
Muita lectícia desde aí me tropeçou
Por este víndice e pático averno;
Mas nenhuma tão hiulca me ficou
Como aquela nutriz semota e morígera,
Levada pela amaritude do hesterno,
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Jony
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DOSSIER: HOTEIS - outra história de violência
Antes demais, tenho que me defender da publicação de uma fotografia exibida num post no dia de ontem. Essa alma pura que a publicou, tirou a fotografia do contexto. Tal como fizeram com Sua Santidade o Papa Bento. Exijo que se retrate e peça desculpas publicamente.
Para que não restem dúvidas:
Macau 1996. Hotel Sintra??? Não interessa, era um hotel. Em Macau quase ninguém fala português, facto do qual nos apercebemos pouco depois de lá chegarmos. Numa descida de elevador, vamos os cinco, entra um senhor asiático muito bem posto. Joca começa sem demoras a adjectivá-lo em voz alta: "olha-me o penteado deste.....", " olha que cara de ......", " gosta de.....", (penso que a mãe do senhor també foi agraciada). O elevador pára, o senhor sai, não sem antes desejar "Boa tarde", no mais correcto português.
Outra descida de elevador, outro senhor asiático, outra paragem e diz o senhor: "Bye, Bye!". Responde Vilhas: " Bye, bye, bai para a p........".
Histórias destas nunca vão ouvir acerca da minha pessoa.
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Jony
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Citação I
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vilhas
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18 setembro 2006
Raiva e dor
Quem nunca se interessou pela história da Roma antiga, não percebe por certo, o que um homem (com h minúsculo) é capaz de fazer para ascender a um lugar que pertence a quem, por antiguidade, por tradição, obra, equilíbrio, autoridade e lealdade o ocupa.
É verdade, falo de mim e da posição de único elemento das Vozes que ainda por cá anda desde a sua criação e que por isso mesmo assumo a postura de chefezinho déspota, de ditador irascível, de comandante tirano.
Falo daqueles que aqui relataram histórias que pouco dignificam a minha credibilidade (vide Dossier: Hotéis – uma história de violência) ou que lançam o anátema sobre mim, recorrendo à injuria e falsidade, associando-me a Cacia e a comportamentos sociais reprováveis (vide Concertos I).
Poderia contar-vos memórias de fazer corar o menos inocente. Mas é sabido que as imagens falam mais que mil palavras.
Estávamos em Vila Franca do Campo, São Miguel, Maio 2004. Eu, feliz e ingénuo, quis com a minha Lomo captar um momento terno de família. Atrás, os meus colegas de grupo mais o técnico de luzes Pedro Cabral, aqueles a quem tenho por irmãos, comportam-se de forma condenável. Atentai bem nos dedinhos deles... Lamentável!
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Joca
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O casamento - capítulo III
Nada contra, antes pelo contrário. Se calhar é mesmo uma questão de feitio, ou de oportunidade. Não deu na altura. Agora, só mesmo o Mokas e a Migui para me porem lá no meio. Por isso fica a noite de 16 de Setembro marcada pela minha primeira e última actuação com uma Tuna. E claro só podia ser com a Tuna da Portucalense.Antes, o ensaio cá fora. Copos e cigarros para o aquecimento. A certa altura dei comigo a pensar que se fosse instrumento musical nunca seria um de sopro. Vi o bafo letal que saía do Cavadas em direcção à flauta. Eu oxidaria, baixaria de tom, se calhar até derretia. Ele lá continuava com os trinados e a pobre da flauta respondia. Ao meu lado o Vanessa afina afincadamente o violino. “Para quê? Para destoares?” perguntei. Ele sorriu. Passa por mim e pelo Mari Carmen o Scotch a rir. A bom rir. Infelizmente não tínhamos câmara para captar. Nunca ninguém se vai acreditar nisto. O Adélio está em grande forma no bandolim. Ele como um dos fundadores da tuna puxa a carroça com empenho. O Bragança tenta ordenar as tropas. Chega uma camioneta cheia de meninas. Ao longe julguei que o Tomadas tinha sido diligente desta vez. Mas não. Era a tuna feminina da Católica que estava a chegar para abrilhantar a festa.
As meninas tocaram e pelos relatos muitíssimo bem. Eu não as ouvi porque estava empenhadíssimo no ensaio com a rapaziada. Afinal conhecia o que cantavam, mas já não contactava com aquelas músicas há mais de 2 anos.
Lá fomos cantar. Deu-me muito gozo ouvi-los outra vez. As grandes vozes do Hélder e do Mário. O Tó a cantar como nunca cantou. O Mari Carmen brilhante no solo e nas percussões. O resto da rapaziada: o Chaves, o Tomadas, o Darth, o Cromo, o Atila, o Joker, o Bijou, o Renato (mau demais escrever aqui o nome de guerra dele), o Vanessa, o Cavadas, o Rui Barros, o Cremalheira, o Fafe, o Garret, o Scotch, o Securas, o Bragança e outros que a memória já não me ajuda a estas horas. Confesso até que os meus olhos marejaram quando ouvi o rouca vai a campainha, uma cançoneta parida por mim e pelo Mário Alves há uns anos para o Museu dos Transportes.
Com o fim da brilhante actuação, chegou também ao fim o meu dia. Havia que regressar e começava a ser dificil.
Qual Prof. Marcelo aqui deixo as notas finais:
20 valores
Ao Tó e à Migui. À festa. À companhia. À “minha” tuna. Ao simpático senhor que me serviu os camarões de forma personalizada e que repetiu o feito com os 3 cafés antes da viagem de regresso.
8 valores
Ao ter que fazer a viagem de regresso àquela hora. À camisa daquele senhor que estava quase à minha frente e que fazia da mira técnica de uma qualquer televisão um esbatido quadro a pastel. Ao carro da BT que estava parado no IP4 não possibilitando a transgressão de forma livre e espontânea.
… e para terminar, afinal a banda não era cubana. Não! Olhem para o violino. Sim é ele! É português! É o Obikwelu.
Dia 5 de Outubro tenho mais um casamento! Até lá.
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Joca
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17 setembro 2006
Concertos I
Claro está, que após cantarmos para todos os apreciadores de música gregoriana (seguramente mais de 4), estivemos a fazer horas para os restantes músicos acabarem. Enquanto isso, como quem espera desespera, existe sempre espaço para a palhaçada. Não é por acaso que o meu nick é miúdo...
No entanto, mal o concerto acabou, foi ver resmas de modelos a correrem para ter um autógrafo nosso... Será que foi pela nossa brilhante actuação? Será pelo nosso incontornável charme? Terá sido pelo paleio nos bastidores? Fica apenas o registo... (ó pra elas, todas cheias de pressa...)
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Miúdo
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