24 janeiro 2007

Quem quer um chupa?

Não sou fumador. Não nego, no entanto, que algumas vezes depois do jantar uma cigarrilha, ou à falta desta, um cigarro, cai muito bem. Curiosamente faço-o muitas vezes em alturas que o bom senso o desaconselharia: antes de concertos, tendo sempre como companhia o nosso amigo Tomi.
Mas ontem, lamentei não ser um fumador inveterado. Vi o substituto ideal para quem quer deixar de fumar: a nova embalagem de Chupa Chups com invólucro igual ao clássico Marlboro e com uma frase choque capaz de seduzir qualquer um, pois acaba por ter uma utilização universal. Diria até, duas frases choque, se bem que uma delas me toca mais.
Ao ler o apelo publicitário senti que o mesmo pode ser usado na indústria dos gelados, na promoção de esparguete (quem não se lembra da ternura do filme “A Dama e o Vagabundo”, na cena do esparguete?), na venda de citrinos, na apresentação de palhinhas para bebidas… Um sem número de utilizações, onde este grito de marketing pode seduzir de forma imediata o cliente.
Assim, aqui vos deixo a caixinha da Chupa Chups, frente e verso, e usem e abusem destas mensagens de rodapé. Eu por mim comprei uma caixa e ando com ela no bolso, pois nunca se sabe quando pode aparecer alguém a quem possamos oferecer com todo o gosto um chupa. E nada mais subliminar do que a seguir mostrar a caixa…

"chupar não mata" e "chupar relaxa" só podem ter saído de uma mente iluminada. Depois disto, nada será igual. Já não há desculpas para recusar um bom chupa. Chamo igualmente a vossa atenção para o bilingue do invólucro: português e castelhano. Faz sentido, no dia em que ouvi na televisão os gritos de alerta da OCDE pelo facto de dependermos muito da economia espanhola (nunca tinha reparado) e de aqui ao lado se estarem a preparar para bater no fundo (chega a todos...)

21 janeiro 2007

Ai, Margarida!

Este esgalhanço vai direitinho para o Bernardo, discípulo brilhante, com quem tenho partilhado além de aulas de música, muitos cafés e conversas sobre tudo.
Um dia (talvez já há uns dois anos) diz-me o Bernardo: “tenho uma enorme recordação de infância, tinha eu uns 4 anos, e vi um grupo na televisão que cantava sem instrumentos. Acima de tudo lembro-me perfeitamente que numa certa altura simulavam tocar nas cordas do mais escurinho.” Expliquei ao Bernardo que não somos tão racistas assim, que não possamos tocar no nosso querido Vilhas. O Bernardo além da cena dispensável que o marcou tanto (e que poderão ver aqui em baixo) lembrava-se até da roupa assinada pelo Nuno Gama. Os fatos que um dia baptizei de fatos EDP, por motivo que terá direito a esgalhanço um destes dias.
Quem é a Margarida? Esta pergunta já foi nos feita centenas de vezes. A verdade é que só o Mário poderá responder com precisão, visto ser ele o pai da letra e música. Será a nossa amiga Margarida dos tempos de Conservatório? Ela carrega todas as qualidades para nos deixar… assim, como se fala na música. Será a Margarida Pinto Correia, que um dia nos confessou adorar esta música por tomá-la para si? Será a Margarida do Pato Donald? Para mim, cada um tem a(s) sua(s) Margarida(s). E ainda bem porque se o seu “olhar está impregnado de sal”, é esse o sal que precisamos nas nossas vidas. Continuemos pois a humedecermo-nos “só de olhar para ti!”
Esta versão foi cantada numa manhã de Junho de 94, nas vésperas do concerto “Filhos da Madrugada” em Alvalade e não é exactamente igual àquela que gravámos no nosso primeiro disco. Nesta altura éramos sexteto, tínhamos nos pés uns sapatos-socas também do Nuno Gama e estávamos mais magros. Já passaram quase 13 anos! Meu Deus, estamos a ficar velhos…

20 janeiro 2007

Acidentes de trabalho

Na senda da cadeirinha e dos azares do meu amigo Tomi, passo a relatar-vos um dos maiores acidentes de trabalho que já se passaram por aqui nas Vozes, tendo mais uma vez o nosso rapaz da perna pisada como protagonista. Se o faço é porque sei que ele, por força do caricato da situação, nunca irá ter coragem para contar na primeira pessoa.
Estávamos em Macau, no ano de 1996. Um dos concertos que fizemos do outro lado do mundo foi no clube de jazz de Macau. Este clube era, na altura, um verdadeiro clube de jazz. Luz muito coada, uma cortina espessa de fumo, ar irrespirável e localização obscura, numa rua estreita e também ela pouco iluminada. O verdadeiro e convidativo clube de jazz. Quando lá voltámos em 2001 já o clube de jazz estava situado noutra parte da cidade, na marginal, bem iluminado, airoso. Mais cómodo, mas menos clube.
Mas voltemos a 96. Cantámos e como não seria de esperar outra coisa a coisa correu bem. Muito bem até e isso reteve-nos mais umas horas por aquela cave. Tal como o concerto, a noite continuou bilingue sempre entre o português e o inglês para chinos de Hong-Kong que não perdiam uma noite de jazz em Macau.
Já bem tarde reparo no ar de pânico do meu amigo Tomi. “Que se passa?” – perguntei com ar de preocupação, vendo o semblante dele. “Olha para ali. É que já nem disfarça. Estou a ser seguido há horas!”. E eu seguindo as indicações, lá atiro o meu olhar para o ponto que ele me indicou e de onde vinha todo o medo do jovem português atirado às feras do oriente.
O Tomi tinha colado nele dois olhos de uma ocidental, mais balzaquiana que o próprio Balzac. A senhora ostentava na cara o mostruário completo das tintas Cin para esse ano e, visão do inferno, esfregava a língua nos lábios e piscava os olhos, tudo em direcção ao jovem luso. Inacreditável, nunca visto por mim num clube de música, tinha a mão direita pousada no seu colo. Aliás, um pouquinho mais abaixo, e não escondia movimentos dignos de um filme com a Ginger Lynn ou o eterno herói John Holmes.
Mesmo àquela hora, com tudo que se havia consumido, não havia explicação, nem forma de considerar aquela cena como perfeitamente normal. Não, de forma alguma!
Foi o mote para o nosso regresso ao hotel. Deixámos a senhora lá no canto do clube, sentada, desconsolada, e fomos a correr para o Beverly Hotel, não fosse sermos seguidos. Tudo acabou em bem!
Mais, muitos mais acidentes de trabalho já por cá aconteceram. Mas isso fica para outros esgalhanços… e para outros esgalhadores!

cá está o herói do assédio em Macau, desta vez, ele próprio de língua de fora! Naquela noite de 96 não fez ele este papel. Desta forma, aproveito e mostro mais um excelente momento artístico da nossa Diana, captado em pleno ensaio. Ah, grande fotógrafa!

17 janeiro 2007

Desculpar o quê?

Este blog virou um depósito de lamechices, com colegas pedindo desculpa a colegas, pelas desculpas que ainda hão-de pedir, desculpando-se todos mutuamente, parecendo mais um ritual de acasalamento tribal das margens do Rovuma do que um grupo de homens, viris e machos como se espera de puros sangue lusitano. Abro o nosso blog e sinto estar numa quermesse de beneficência num qualquer salão paroquial dirigido por jovens e diligentes escutas, que distribuem sorrisos e carícias seja a homens, seja a mulheres! Mas afinal onde estamos? Afinal que blog é este? O das Vozes da Rádio? O das minhas Vozes da Rádio que há 16 anos comecei a edificar? Estou no nosso blog ou na fila para entrar no Boy’r’Us? Estou na nossa casa ou numa happy hour de uma qualquer discoteca colorida?

Tudo isto reflexo sabem de quê, senhores leitores? De uma gripe que na segunda me reteve em casa. Não houve ensaio para o Joca (fiquei inspirado pelas recentes entrevistas do Luisão. Eu gostava de ser futebolista, mas como não consegui ser, vou falar como eles, está bem?) e o Joca ficou de molho em casa. Enquanto isso, faltou a voz de comando, a voz da autoridade na sala de ensaio. Faltou o Joca, entenda-se. E quando falta o patrão, dia santo na loja! Imagino, deve ter virado um regabofe, uma verdadeira festa do farfalho, como o Vilhas baptizou há uns anos. Cada um a mostrar a perninha ao outro, se está negra, se está depilada, se está lisa, ou enrugada… a desculpar-se do que disse, do que fez, do que queria fazer. Meus colegas, tenham vergonha na cara! Têm de ser homens!

Para esclarecer de uma vez por todas o que se passou na RTP, e para não cairmos num ciclo de desculpas infertil, o Joca diz-vos que foi apenas azar! O Tomi há 5 anos já o anunciava no Dia dos Senhores Alive, gravado no b-flat em Matosinhos, conhecida casa de fados do subúrbio do Porto. Ora ouçam a magnifica interpretação do homem da perna pisada, seguido dos não menos brilhantes colegas onde se inclui o Joca no piano, o Vilhas na guitarra, o Miúdo no coro e animação cultural e Jony no coro e órgão Casiotone. Extra Vozes, também Sérgio Sousa brilhava, porque isto já se sabe, se está connosco, está a brilhar.

Quanto à gripe do Joca, ela está melhor. Está cada vez mais forte e robusta pelo que até pode ser que ganhe a batalha ao Joca. Se assim for, o Joca pede desde já que não levem flores para a capela mortuária, porque o Joca tem rinite alérgica.


a ideia não era um vídeo, era só pôr o audio, mas o tasco onde alojávamos os mp3 já fechou. Por isso aproveitei a arte de Sérgio Sousa e dos magnificos cartazes promocionais ao Dia dos Senhores que saíam ao domingo no Público, para vos proporcionar uma audição com imagem, isto obviamente se não vos faltar a vistinha.

16 janeiro 2007

Eu desculpo III

Esta minha aceitação de um pedido de desculpas é antecipada. Para muitos fará pouco sentido. Para mim, sinto que pode salvar-me a vida... Perante as fortes ameaças que recebi, no último ensaio, de dois dos meus colegas, que colocaram em cheque a minha integridade, quer moral, quer física, penso que esta aceitação precoce poderá amenizar os espíritos hediondos que tão mal me desejam. Assim, apesar de todo o mal que me vão fazer, eles saberão que estou pronto a perdoar-lhes. É de fácil entendimento que a verdade por vezes dói. Acredito também que o Tomi, ao autoflagelar-se só para "não ficar mal na fotografia", se deve ter magoado bastante. Tomi, isso é feio... E ficou feio (a julgar pela foto da nódoa negra). A mentira não leva a lado nenhum. Mesmo assim, já sabes: eu desculpo.


Os 3 meninos em Mafra, quando a sanidade parecia reinar (apesar da aparente e recorrente ausência de espírito do Jony). Aquele olhar distante disfarçado pelos apêndices abrunheiros revelam muito da sua infância complicada, nomeadamente a fase do vício em poesia sul-americana e do consequente refúgio na inalação de cola de sapateiro. Felizmente já consegue controlar os músculos faciais de forma a não babar tanto...

15 janeiro 2007

Eu Desculpo II


Pois também eu desculpo as palavras pouco reflectidas e inebriadas pelas imagens que mostram muito mas não explicam nada. Só assim posso perceber e perdoar tamanha infâmia e “miudisse”.
É óbvio que homem pequeno não percebe a grandeza artística captada por máquina fotográfica em modo de filme.
A poesia corporal, a expressão dos movimentos a dedicação entusiástica é, sem dúvida, algo que Miúdo novo não percebe.
Reduzir ao “cresce e aparece” parece-me ineficaz perante uma mente minimalista. Assim, deixo mais uma imagem, pois assim nos conseguimos entender, Miúdo.

Eu desculpo

Olá

Em resposta ao ataque vil de que fui alvo, e dedicado aos meus queridos Joca e Miúdo, que através da calúnia e da manipulação de imagens me enxovalham. Têm o meu perdão.
Pensem nisto:

Do meu bom velho AMIGO, nascido em Santo Domingo- República Dominicana, Lupo Hernandez Rueda.


Estos hombres cabalgan,
encorvados de afanes,
como si el tiempo les faltara.

Piensan alguna vez
lo que es ser hombre?

13 janeiro 2007

Portugal no Coração - behind the scene

Como já devem ter reparado (a julgar pelos 2 posts anteriores), sempre que os meninos se juntam, independentemente do local, contexto ou dia da semana, existem novos desenvolvimentos de insanidade. Não quero com isto dizer que, por exemplo, falar de sexo seja insano... pelo contrário. O problema é gritar em directo para milhões de pessoas, não se sendo, de todo, especialista em; recomendar leitura russa? Realmente aquelas brocas que alguém fumou na sala Nasa, num dos famosos concertos pela Galiza, começa finalmente a fazer efeito! (ou terá sido das empanadas?) Bem, o que é certo é que, mais uma vez, eu cumpro com o prometido. E se prometi registar momentos bonitos nos bastidores do Portugal no Coração, aqui estou eu com bom material, digno de se mostrar a todos vós.
Sabendo de antemão que o camarim recorrente dos estúdios da RTP do Porto possuí uma cadeira com rodinhas, e que essa mesma cadeira foi já elemento principal de várias pantominas, questionei-vos para saber quem é que deveria ser o próximo a agasalhar o animal com rodas. Aproveitando a sugestão de alguém com "sqs(mst)" como nickname, tentámos adivinhar quem seria mais piloso nos nadegueiros. Não foi difícil chegar a uma conclusão, quando se tem no grupo alguém apelidado de "Tony Ramos da Prelada".
Quem chegou a assistir o programa, sabe bem que tivemos a oportunidade de provar dois docinhos macrobióticos, oferecidos pelos apresentadores. Não sei se foi do queque de alfarroba ou dos brigadeiros sem açúcar, mas o que é certo é que alguma substância daquelas que desclassificam ciclistas ou jogadores de futebol argentinos com cabelos encaracolados foi ingerida em doses não recomendadas por dois dos nossos colegas. Duvidam? Então comecemos pelo aquecimento...




Foi tudo como o previsto... Tomi, de joelhos na cadeira, tendo múltiplas alucinações, imaginando estar sentado numa potente Harley-Davidson, enquanto Joca, empurrando o amigo, revivendo momentos bonitos do último Natal dos Hospitais. Até aqui, tudo normal.
Eis que chegou o momento de trocar de posição. Numa relação de amizade tão profunda como a que envolve os intervenientes em cena, mudar de posição é algo imperativo. No fundo, é desejar ao próximo aquilo que gostamos que nos façam. No entanto, fruto da inexperiência do Tomi, algo correu mal. O que vão assistir é profundamente lamentável, principalmente quando os artistas da pequena metragem já são pais de, pelo menos, uma mão cheia de rebentos (que se saiba)... Apreciem.



Agora reparem nos tristes pormenores:
  • a carinha do Tomi quando bate com a moleirinha na parede;
  • a carinha do Joca quando sente o estrondo;
  • mais uma vez o efeito dos alucinogénios a corroer a pouca massa cinzenta do Tomi depois de um embate digno de testes do Euro Ncap (quanto ganhará um crash test dummie? Pode ser o teu futuro, Tomi...), fazendo-o imitar de novo a moto;
  • a mudança de expressão do Tomi quando a produtora entra e o vê naquela figurinha;
  • o agarrar do joelho, para disfarçar, quando o que magoou foi a cabeça!
Depois de tudo isto, o que me apraz dizer? Viva o 25 de Abril!

Sexo

Têm com certeza seguido a forma como o meu colega Jony justifica os seus comportamentos sacudindo a sua responsabilidade e justificando-os com aquilo que ele considera de “nefasta influência dos meus amigos de grupo”. Pois nada mais falso. O Jony, apesar do seu comportamento discreto e às vezes até sorumbático, é das mentes mais perversas e distorcidas que conheço. Por isso o seu comportamento perante a D. Merche no programa “Portugal no Coração”.
No seio do grupo e sempre que eu estou presente o tema sexo é raramente aflorado e quando é, é sempre feito de forma séria, respeitosa e tendo em vista em vista a edificação e elevação do ser humano. Não há lugar ao brejeiro, ao facilitismo rasca, à ordinarice nem à vulgarização. Tudo é falado numa perspectiva de vida, de encontro amoroso, de estado humano de plenitude. Foi com este espírito que em certa noite de Julho marcámos presença num jantar no Degusto em Matosinhos para falar sobre sexo, juntamente com a Joana Amaral Dias, o Edgar Pêra e o Carlos Magno. Palavras com nível, pensadores brilhantes…
A presença da Dra. Marta Crawford, conhecida sexóloga, no “Portugal no Coração” deu mote a uma conversa entre nós, mais centrada em mim e no Tomi. A grande questão que ali se levantou foi como será ter uma relação com uma sexóloga.
O tema foi esmiuçado, deu lugar à especulação, à simulação pélvica por parte de alguns colegas cantores. Tudo, é claro, com máximo respeito e tendo em conta os mais altos valores humanos.
Como em todas as grandes discussões não se chegou a conclusão alguma. Para mim deve ser algo extremamente difícil. Bem pior do que convidar o Chefe Silva para experimentar um bacalhau cozinhado por nós, bem mais humilhante que cantar um fado para o Camané ouvir, bem mais vergonhoso que pintar um quadro para oferecer à Paula Rego.
Uma boa sexóloga sabe tudo sobre… aquilo. Imagino logo um intróito, um longo prefácio pré-acto onde ela explica de forma científica e minuciosa tudo que se irá passar. Só aqui, há logo um desanimar das tropas, um convite a sair de campo. Mas imaginemos que se ultrapassa esta fase. Avança-se determinado e tudo é consumado. O acto em si irá parecer uma prova de patinagem artística com direito a nota técnica e artística. O que se deve privilegiar? A técnica (marcação certa, compassada, postura firme, respiração controlada)? Ou a arte (o improviso, a criação, o efeito surpresa)?
No fim, a avaliação. Os aspectos positivos, os negativos, aqueles onde podemos melhorar e aqueles que são estruturais e que revelam uma terrível falta de bases. Planos de recuperação, estratégias de trabalho, trabalho individual, tudo pode ficar ali naquele momento definido com vista a melhorar a performance. Cada acto de amor é um verdadeiro exame. Cada momento de intimidade pode traumatizar para todo o sempre o examinando. Pode como consequência drástica levá-lo a recorrer aos serviços de uma sexóloga! O que convenhamos, não é bom sinal…

Faço aqui ligação com o primeiro parágrafo. Estava eu, pai extremoso, a tirar um fotografia a um globo de pinchonas para mostrar aos meus filhos e aparece o Jony que tapa a letra H. Porquê? Nem eu percebi...

11 janeiro 2007

Penitência

Olá.

Venho hoje aqui, perante vós, pedir desculpa pelo meu comportamento animalesco, que ontem demonstrei no programa "Portugal no Coração". Para quem não viu, passo a descrever.

A primeira convidada do programa era a Sra. Dra. Marta Crawford, prima afastada daquela beldade americana. Encontrava-se lá a promover uma obra literária de sua autoria " Sexo sem tabus". A palavra sexo, exerce em meus colegas um efeito nefasto, demoníaco, ficam completamente transtornados, e nos bastidores só sussurravam anormalidades. Antes de entrarmos em cena, diziam em meus ouvidos "sexo, sexo, muito", pois sabem da minha natureza delicada e pura. Transtornado entrei no plateau.
Depois de uma belissima interpretação do "Presépio de lata", por parte dos meninos, de uma afinação impecável, com dinâmica, com sentimento,( não fosse playback seria histórica), Merche Romero vem falar com os meninos. Fala com Jojo, com Tomi, com o Miúdo, chega a minha vez, pergunta-me quais os meus votos para 2007, e eu ainda perturbado respondo: "Muito sexo!!!"
Eu queria responder "muito sucesso", mas não estava em mim por culpa dos meus colegas.

Tenho que cumprir penitência nos próximos dias, para purificar minha alma poluída por seres que se dizem amigos. Irei cumprir penitência, não em relação ao sexo, pois então seria penistência, mas em relação ao que mais de bonito tem o ser humano, a mente, o interior.
Irei penitenciar-me com literatura russa do século XIX, que aproveito e recomendo a quem queira durante o fim de semana, crescer para um nível superior. Recomendo três autores:

-Gontcharov
-Aleksei Maksimovich Pechkov
-Gogol

Leiam principalmente "Almas mortas" de Gogol, romance de uma transparência e sensibilidade avassaladoras. Caso não tenham obras destes autores em casa, dirijam-se à FNAC ou outra livraria minimamente completa, e perguntem aos técnicos de vendas por obras destes autores em voz alta e colocada, e façam boa figura perante os clientes da loja.

Desejo desde já boas leituras, um bom fim de semana, e as minhas mais sinceras desculpas pelo meu comportamento de ontem.

10 janeiro 2007

Balada do Anónimo

Alguma sobrecarga de início de ano tem-me afastado da escrita. Assim, deixei passar ao lado grandes mudanças do mundo como por exemplo a forma lamentável como os amigos de Saddam o deixaram pendurado na noite de passagem de ano ou de como a ETA mudou de estratégia política passando agora a combater o povo equatoriano. A nível nacional não pude esgalhar sobre a forma como o Atlético faz mais e melhor pelo ânimo e pela produtividade do país do que muitos, muitos Sócrates juntos. E como “águas passadas, não movem moinhos” sigo para o que de mais relevante vai acontecer nos próximos tempos.
No calor do blog e seus comentários surgiu uma letra fabricada por anónimos. Eu comprometi-me a pegar em tão suculenta poesia e fazer dela uma cançoneta. Na viagem para Viseu, e apenas sobre uma quadra, fiz três abordagens: a sambista, a standardista e a Lopes-Graciana, em ano de centenário. Não conseguimos ainda tempo para gravar e colocar à mercê dos senhores leitores-ouvintes estas amostras. Nos comentários também se discutiu os direitos de autor e para quem seriam. Questão séria e pertinente mas que encontrou eco no nosso lado mais Marxista.
Meus amigos, isto é do povo e para o povo! Nasce, brota das mãos de quem trabalha e a essas mãos e ouvidos regressará sob a forma de canção. Comprometemo-nos a compor, ensaiar, gravar e disponibilizar graciosamente esta anunciada pérola por alturas da inauguração oficial do site. É só esperar mais um pouco. Trabalhadores de todo o mundo, uninde-vos!

O anónimo tem direito
a tudo o que ele quiser
até um botão de peito
seja homem ou mulher
Ele nunca se declara
Nem pra mim, nem para tu
Não dá o nome nem a cara
Mas gosta de dar palpites
Tem o dom da geografia
Na da mãe e na da tia
Sem ter graça anda feliz
porque o nome nunca diz
Talvez seja só pudor
Ou quem sabe um garanhão
Ou donzela sem amor
À procura dum quinhão

Carol, oh oh oh oh
Quero ser o teu anónimo
Anónimo de serviço
Oh oh oh Carol
Queres uma sandes de chouriço?
P.S. - Confesso que a ideia de botão de peito me toca de forma particular. De igual modo a invocação de chouriço faz renascer em mim as distantes recordações do PREC e da canção do chouriço (alguém possui essa relíquia? Dão-se alvíssaras a quem me disponiblizar uma gravação)

Citação VI

No passado dia 8 de Janeiro, durante o ensaio (dedicado em exclusivo a terapia grupal), Rui Vilhena exacerbou:

"Não me faças rir que estou com cieiro!"


08 janeiro 2007

Portugal no Coração

Próxima 4ª feira, a partir das 15 horas, os meninos deslocar-se-ão até Monte da Virgem para participarem mais uma vez num dos programas-referência do horário pobre. A emoção já nos invade o peito, não só por rever gente bonita, que tanto nos diz, mas sobretudo pela continuação da saga da cadeirinha. Fica a pergunta: qual dos meninos deve agasalhar a cadeira? Aceitamos sugestões.

06 janeiro 2007

Dia de Reis

Este blog prima pela seriedade, pela sobriedade e pela actualidade. Por isso, em dia de Reis, é nosso dever colocar aqui uma canção que fale exactamente sobre esses homens que guiados pela estrela visitaram o Menino na gruta de Belém.
Há, em nome do rigor, que dizer, que afinal ninguém sabe ao certo se eles eram mesmo três Reis. Nada nos evangelhos nos diz sobre o número de indivíduos com coroa na cabeça que frequentaram a gruta onde Maria deu à luz, nem sequer há apócrifos que apontem nesse caminho. E com bom raciocínio chegamos igualmente à conclusão que um deles ser negro é apenas para a história de Belém ser em tudo politicamente correcta. Mais lógico seria haver um sul-coreano como nas Nações Unidas, porque a oriente de Belém não há negros. Há amarelos, mais claros ou mais escuros, sejam eles do norte ou do sul. Cá para mim, tal como a Coca-Cola está por trás do Pai Natal, os Reis Magos tem o suporte da Benetton.
Em Portugal desde 1910 que os Reis deixaram de ser festejados… bom, não é bem assim. Andava eu na minha primeira classe e ainda se festejava os Reis prolongando as férias até depois do dia 6. Bons tempos, e só por este motivo, julgo que seria de retomar a tradição.
Países civilizacionalmente mais atrasados, vivendo ainda o medievalismo monárquico, festejam este dia com toda a pompa. O mais tribal nesses festejos é o arremesso de caramelos sobre uma multidão em festa, lembrando-me a minha primeira ida a Lisboa e concomitante visita ao zoo onde presenteei macacos da mesma forma, mudando apenas os caramelos para amendoins. Há ainda outra diferença. Ao contrário do povo que aguarda os caramelos com guarda-chuvas e sacos para fazer espólio, os macacos são mais comedidos e apenas comem o que o apetite lhes pede.
Para marcar o dia, tal como acima está dito, nada como vos deixar uma canção tradicional inglesa (outro recanto que ainda presta vassalagem à coroa), como foi cantada em Viseu e com dois elementos que merecem chamada de atenção: o adufe nas mãos do Vilhas (que recusa ser chamado de adufeira de Monsanto) e ainda um bocado de Seal. Não nos perguntem porquê. Um dia saiu assim em ensaio e ficou. Até porque é sempre bom evocar um homem que faz a barba com um martelo pneumático.

05 janeiro 2007

O regresso do facilitismo

A bola. Essa marota que nos acompanhou durante muitos e bons momentos... Chegou a ditar todos os nossos passos. E por isso mesmo, foi posta de lado, porque a vida já não tinha piada. Qual tarot, qual carta astrológica, qual pau de cabinda... esta bola é mesmo de confiança! Para este novo ano que entrou, desejo tudo de bom para todos. Se quiserem saber o que o futuro vos reserva, façam todo o tipo de perguntas. A bola responder-vos-á.















Ps: é óbvio que perguntei à bola se poderia postar aqui a sua foto e disponibilizar os seus serviços. A resposta foi elucidativa: YOU CAN COUNT ON IT

01 janeiro 2007

Primeiro dia do ano

Ao olhar aqui para baixo no blog, sinto estar mais na presença de uma página de uma trupe circense, ou de jongleurs com subsídio de desemprego, do que propriamente na de um grupo musical.
Por isso pareceu-me bem voltar à raiz e esgalhar agora aqui umas palavras sob fundo musical.
Confesso que a passagem de ano nunca me disse muito. Para mim a única diferença entre o dia 31 e o dia 1 são as 24 horas a mais que vivi. Apenas e só isto. Há uns anos atrás ainda frequentei umas festas, ainda andei de casa em casa. Dessas andanças recordo agora uma passagem de ano (qual? Não sei) em que em casa de um amigo, já ia alta a noite, insisti em querer esganar uma rola para fazer um arroz, até porque a desgraçada não se calava e estava a incomodar-me… houve bom senso e a rola lá acabou por poder gozar o novo ano. Essa mesma noite acabou em minha casa, com alguns amigos em estado de euforia total e com a minha pobre irmã a tentar manter as coisas nos sítios. Felizmente já passou e não tenciono fazer nenhum remake com nova tecnologia digital.
Para aqueles que acreditam que as coisas más se enterram no ano velho, que o dia que hoje se vive é início de um ciclo novo, para os que desejam mudar e servem-se da folha do calendário para o fazer, para os que, como eu, se borrifam para o incremento de uma unidade no ano, fica aqui o Primeiro dia do Mundo, tal e qual o cantámos em Viseu no passado dia 20. Para que o primeiro dia do ano traga a alegria da nova vida. A todos um excelente 2007.

Previsões para 2004 - Tomi

Fim da saga. Tomi e o Becas. O futuro da música portuguesa passou por eles. Grandes previsões, apesar de uma delas se ter concretizado apenas no ano a seguir. Mas a isto se chama um homem de visão, um homem sem barreiras. Previu-se que o disco Mulheres iria sair em Maio de 2004. Só o ano não estava certo. Foi em 2005. Mas o essencial está lá.

Para este ano não arriscamos previsões. Cada vez mais o mundo é imprevisível. Cada vez mais o dia-a-dia nos finta as previsões. Por isso, vamos é tentar contar os 365 dias de 2007 e daqui a um ano estar outra vez aqui no blog a escrever uma outra qualquer imbecilidade. Só isso já me chega. Um bom ano!

Previsões para 2004 - Jony

O Jony a ler o futuro num portátil, como a Cristina Candeias o faz na Praça da Alegria. Mas há diferenças entre os dois: o Jony faz profecias com crédito e não tem uma tatuagem nas costas. Haverá mais com certeza, mas fiquemo-nos por aqui.
No entanto, nesta noite, ele não estava muito inspirado. Estava com a cabeça na Isabel de Herédia (será algo platónico?) e na indubitável esperança do regresso da monarquia, o que acabou por baralhar todas as suas previsões. Apesar de eu certa vez o ter cognominado de Conde Diospiro, em virtude das suas opções políticas, o Jony é um acérrimo defensor da monarquia e anseia o dia em que o povo em uníssono grite vivas a El-rei de Portugal e dos Algarves e o exulte cantando com alegria “O dia em que Rei fez anos” pelas ruas de Condeixa, de Odeceixe e Aljustrel.

31 dezembro 2006

Previsões para 2004 - Joca

Sou eu, o vidente de serviço, com um baralho made in Hong-Kong, mas pleno de ocidentais. As fotografias são de excelente qualidade em estilo technicolor, o que joga bem com o conteúdo. Acho até que este baralho é do início dos anos 60 e julgo que foi oferecido ao meu avô. As modelos parecem todas Marilyns na primeira Playboy.
Chamo a atenção para o discurso inicial onde refiro o problema das ilegais. Também já aqui escrevi sobre isso, porque me inquieta, mexe comigo. E em três anos não mudei a retórica. A isto chama-se coerência!

Previsões para 2004 - Miúdo

A vez do Miúdo com a sua bola enigmática. Ele, melhor do que eu, pode contar a história desta bola de bilhar com poderes mágicos. A verdade é que a nossa insanidade levou-nos ao ponto de consultarmos a bola em estúdio, enquanto gravávamos o disco “Natal” e logo a seguir o “Mulheres”, para saber se devíamos parar para jantar, prosseguir, para saber se o take estava bom… divertíamo-nos com aquilo, a bola acompanhava-nos para todo o lado, desabafávamos com ela e não há muito mais a dizer…
Um dia o Miúdo guardou a bola e nunca mais nos deixou jogar com ela. Foi uma pena, até porque para a história fica um fim de noite, depois de um concerto, em que alguém que nós conhecemos, com alguma credulidade, perguntou à bola se a filha iria ser feliz no casamento. A bola disse NO. A verdade é que se concretizou a profecia.

Previsões para 2004 - Vilhas

Inicio agora uma saga que terá 5 episódios, qual guerra das estrelas, onde recordo as previsões que fizemos exactamente há 3 anos na já saudosa NTV. O programa era o XPTO já aqui falado, com os anfitriões Ana e Luís, e nós fomos os bobos da corte do último programa de 2003.
As primeiras previsões ficaram a cargo do Rui Vilhena, o nosso Vilhas. E se fizermos agora o balanço, podemos atribuir ao nosso Prof. Caramba das Vozes, uma taxa de sucesso bem superior àquela que a Maya ou mesmo o saudoso Zandinga costumam ter (presumo que o Zandinga já não tenha). Senão vejamos: o Porto campeão europeu em 2004… e não é que foi? Portugal na final do Euro com a subtileza por parte do Rui de não dizer quem iria ser o vencedor… e não é que bate certo?
Pois é amigos, que se cuidem os tarólogos, as ciberbruxas, os videntes das estrelas e os professores feiticeiros, que num grupo a cappella há gente com poderes bem mais fortes que eles todos juntos.

30 dezembro 2006

Todos os nomes

Desde novo que os nomes, as marcas e os logótipos me cativam. Por isso ainda hoje quando passo por um nome estranho tento perceber o que se esconde atrás daquela sigla. Um exemplo? As camionetas que ostentam AVIC em letras grandes. Não descansei enquanto não descobri. E foi o José António, já aqui falado, que me elucidou: Auto Viação Irmãos Cunha. Genial. Reparem que se fosse só irmãos Cunha seríamos logo remetidos para uma salsicharia, ou para uma oficina de automóveis. AVIC permite viajar pela Europa sem vergonha, com a certeza de se ter ali uma carapaça para as misérias encerradas em auto viação ou até mesmo em irmãos Cunha.
Uma das técnicas que mais me fascina na invenção de marcas é aquilo que em música chamamos de retrógrado. Ainda pequeno, vi uma publicidade aos cofres Zamot. Nome sem significado e até muito pouco musical. Mas lendo ao contrário, descobri que o senhor da iluminada ideia se chama Tomáz! A partir daqui abriu-se um mundo novo para deslindar os enigmas que se escondem em nomes de lojas, marcas e até mesmo em nomes artísticos de ilusionistas (felizmente o nosso amigo Luís de Matos não foi por aqui. Seria horrível conhecê-lo por Siul ed Sotam). Assim, em Castanheiro do Ouro, para os lados de Lamego, passei por uma fábrica de camisas Rotiv que é do senhor Vítor, aqui no Porto são conhecidas as cozinhas Osnofa que pertencem ao senhor Afonso e nas estradas rolam autocarros com letras gordas “Viagens Solrac” que obviamente são pertença do senhor Carlos. Devo dizer que mais depressa viajava numa AVIC sem embraiagem e travões do que numa Solrac zero quilómetros. Solrac não inspira confiança a ninguém…
Numa estrada secundária para os lados de Paredes dei de caras com uma placa Assievom. Outro enigma, outro exercício mental. Na curva à frente tinha matado a charada: Móveis Sá. Um Sá destes merecia ser Gomes para ter um bacalhau em sua honra. Mas a mais fantástica utilização da técnica de retrógrado estava à vista de todos na Rua da Constituição, quem chega ao Marquês, em frente ao Gato Verde e Arpoador (quem é do burgo sabe onde é). Café ALEUZENEV. Podia ser um nome eslavo, podia, mas há 20 anos atrás não havia emigração de leste. Podia até ser um nome ditado por um proprietário com necessidades de terapia da fala e escrito sem correcção pelo notário, podia… mas não: técnica de retrógrado e lá temos Venezuela!
Venezuela é um daqueles sítios para onde não se vai. É um sítio onde se cai. É quando já não há Europa civilizada para ir, nem Estados Unidos menos civilizados que nos alberguem. É quando da Austrália já não nos dão visto e nem sequer há vagas nos voos da Varig para o Brasil. É quando se entra já na zona abaixo da linha de água e ficam as sobras. É tão mau que Deus depois de o fazer, de o ter destinado a falar castelhano e de ter programado para ter o Sr. Chavez como presidente, resolveu compensá-los com umas jazidas de petróleo para não ser acusado de parcial.
Por isso compreendo o nome e a necessidade de o ocultar tão bem. Mas convenhamos que marcar um encontro no aleuzenev e dizer o nome do café a um amigo é uma tarefa hercúlea. Quase impossível.Ou como diria o nosso querido Vilhas perante tal situação: !es-adof

28 dezembro 2006

A banana

Olá.

Depois de ausência prolongada, volto a este ninho.
Saúdo os meus colegas Joca e Miúdo por sagazmente e contra tudo e todos, paulatinamente, terem feito deste blog, uma referência nacional. Agradeço as centenas de comments, a expressarem a falta da faceta poética deste blog, anteriormente liderada por mim.
No entanto, hoje não irei postar um poema. Lembrei-me do P.U.N.-Projecto de Unidade Nacional. Intervenientes: Vozes da Rádio e Gaiteiros de Lisboa. Concerto histórico ocorrido no badalado Rivoli, em que para além da excelente música, foram denunciados vários assuntos polémicos da actualidade de então. Um dos quais o fiambrino. A qualidade deste. O sabor deste. A côr deste. O cheiro deste. O...
Actualmente a sociedade defronta-se com problema semelhante, com um sujeito diferente: A BANANA.
Fui alertado para este facto por um especialista que pediu o anonimato com medo de represálias. O comum dos mortais não faz ideia do que é o universo da banana. Parece que as bananas são todas iguais, que só varia o tamanho, se está verde ou madura, mas não. Temos que estar muito atentos ao comprar bananas, por isso, tentarei levantar apenas a ponta do véu, do mundo misterioso da banana.

Marcas de banana encontradas no mercado:

-Dolar
-Bonita
-Del Monte
-Chiquita
-Exelban
-Goldfinger
-Adria
-Bouba
-Pinalinda, mais conhecida por banana grande
-Martinique, conhecida por francesa ou banana dos pobres
-Flanbo
-Gipan
-Cipan
-Guadalupe
-Favorita

Nunca consumir a dos pobres que chega em mau estado.
Dentro destas marcas existem duas qualidades: 1ª extra, 2ªpremium (como nos automóveis).

Melhor banana:
Marca Canárias com 3 qualidades, acrescenta a 3ªsuper extra.
E ainda a banana da Madeira que é a melhor de todas, sendo apenas ultrapassada pela super extra das Canárias.

Há que ter cuidado com a banana francesa, há que consumir banana da Madeira.

Já diz o ditado, "mais vale pequena e trabalhadeira, do que grande e preguiçosa".

26 dezembro 2006

Distinção

Foi com muita honra e alegria que descobri que o nosso blog foi distinguido, neste universo blogosferico, pelo Conde de Abrunhos.
Apesar de mais republicanos que monárquicos, mais democratas que oligarcas, aceitamos de coração aberto o título de Duques do Porto com que fomos presenteados. Toda e qualquer comenda é sempre recebida com satisfação por estes cantores a vozes, sobretudo se der para derreter e trocar por psicotrópicos.
Com menos de 4 meses este espaço de opinião, promoção gratuita e imbecilidade colectiva começa a mostrar-se e a ser reconhecido pelos seus frequentadores.
A todos o nosso muito obrigado e um feliz 2007!

24 dezembro 2006

À espera do Natal II

Já aqui se disse que este ano para a reedição do álbum Natal resolvemos acrescentar dois temas. Um deles um clássico, o “Jingle Bells”, e outro um original.
O original “À espera do Natal” tem pouco mais de um mês, o que significa que ainda está verde nas nossas leves cabecinhas. Daí que, enquanto se montam luzes, microfones, colunas, se faz o som e se acertam níveis, aproveitemos para ir exercitando a canção.
O que aqui se vê passou-se em Viseu, na última quarta-feira, durante os ensaios da tarde. São 3 momentos diferentes para a mesma música. Chamo a atenção para 2 particularidades: a técnica hand in hand, que usamos com a handicam, fazendo-a circular enquanto cantávamos. Outra, está mesmo no finalzinho, e que é uma constante de há uns anos a esta parte. O Miúdo gosta de cantar um êxito do momento (que curiosamente já tem alguns anos) sempre bem perto de mim, porque sabe que não acho grande piada à música. Uma estranha forma de mostrar a sua amizade por mim, talvez.
Quanto ao Natal… ele aí vem a caminho. Chega hoje. A espera acabou. Vamos pois recebê-lo de braços abertos. Um Feliz Natal para todos!

23 dezembro 2006

Compras de Natal

O Natal é, entre muitas outras coisas, a febre consumista que nos afecta a todos, sem excepção. Mais do que o gastar compulsivamente, gosto de surpreender, nem que seja pela negativa.
Este ano a ânsia de ser diferente levou-me à Rua do Almada. O Jony, tão determinado no efeito surpresa quanto eu, apresentou-me uma loja de produtos russos!
O grande encanto é que podemos comprar produtos sem sabermos o que são, para que servem, como se usam. O rótulo é tudo, com aqueles caracteres todos torcidinhos como eles para aquelas bandas gostam de escrever. Depois o preço também pode ser determinante, mas esse está em euros o que facilita as coisas. Desta forma de certeza surpreendemos quem recebe.
Igualmente fascinante é o supermercado chinês (não confundir com o supermercado do chinês) que fica na Praça da República. Os rótulos são mais bonitos e os caracteres mais artísticos. O Jony já mais do que uma vez nos presenteou com produtos supostamente comestíveis desse supermercado. Lembro-me de uns rebuçados de gengibre que só não fizeram mais estragos porque nenhum de nós usa placa. Eram intragaveis e colavam melhor que supercola 3. Mas o encanto da descoberta é sempre o mais bonito.
Por isso, e porque amanhã ainda é dia de últimas compras, aqui fica a sugestão. A placa da loja é esta, para não entrarem numa loja de ferragens por engano.

Loja Russos! Lindo, não há que enganar. Podem até comprar o jornal desportivo lá da terra. Há lá melhor prenda neste Natal. Bom haver há... o nosso disco, mas esse já todos têm.

Elf yourself a merry little christmas


O natal consegue pôr o incauto cidadão assim!
Elfem-se também, e partilhem connosco a vossa figurinha. Feliz Natal para todos vós.

22 dezembro 2006

No regresso de Viseu


Como com certeza foram seguindo aqui no blog, estivemos na passada quarta-feira em Viseu a cantar o Natal, e não só. O concerto foi na aula magna do Instituto Politécnico e foi uma excelente noite, pelo menos para nós. Divertimo-nos, que é sempre o mais importante.
O Instituto tem uma televisão online que fez uma reportagem com os Senhores e filmou duas cançonetas. Podem ver-nos em www.ipv.pt/vtv ou ainda podem ler a crónica no blog www.politecnicodeviseu.blogspot.com.
Entretanto vou sair. Vou fazer umas comprinhas de Natal. Façam o mesmo e não se esqueçam do disco surpresa deste Natal!

O frio foi completamente dominado com o Dão servido durante o jantar. À saída do restaurante deparámo-nos com estes dois indigentes que nos cantaram as Janeiras. A troco de 1 moeda de 50 cents e uns cigarritos deixaram-nos em paz!

20 dezembro 2006

Memórias do Natal V

Esta memória é de 1999. Talvez por ser um ano mítico em termos de ficção científica, este foi o ano em que pior vestimos. Basta um rápido olhar pelas indumentárias dos Senhores para pensarmos logo em filmes de temática espacial com low-budget, ou em hardcore italiano dos anos 70. Há ainda a hipótese de se tratar de uma banda sueca da década de 80 com insuficiência de gosto.
Mas não. São portugueses mesmo no fim dos 90 com extrema necessidade de mudar de guarda-roupa.
Quanto à música, é mais um clássico de Natal que anos mais tarde seria gravado no disco Natal, já sem o Mário Alves, mas com o Miúdo em grande forma.
Resta ainda acrescentar que este foi um programa de Natal gravado em Miramar, ou na Granja aqui perto do Porto. Lembro-me que teve como apresentador o sr. Goucha e como convidado entre outros, o Quim Barreiros. Foi transmitido a 24 de Dezembro à noite, o dia em que não se liga a televisão à hora de jantar. Ainda bem!

19 dezembro 2006

Encontro histórico

Tinha doze anos quando ouvi pela primeira vez cantada uma zona que conhecia e perto de onde vivia. Foi uma alegria perceber que o Lima 5 tinha já direito a canção e ainda para mais com pronúncia. Assim conheci os “Trabalhadores do Comércio” e estávamos em 1980. Depois vieram o “Chamem a Pulissia” e o “Taquetinhu ou lebas no fucinho”. O humor, a ironia, os lugares e a pronúncia eram aqueles a que eu estava habituado. A música tinha proximidade com o Zappa que começava a conhecer e a admirar.
Depois, em 2001, nós, a Manuela, o Veloso, o Reininho e o Godinho fizemos o grand finale do Porto Cantado com o “Sim, soue um gaijo do Porto”, hino de todo o bem-nascido aqui no burgo: “sim, sou um gaijo do Porto / olha a grande nobidade / represento, bibo ou morto / o mau jeito da cidade”.
No domingo, dia 10, deu-se o nosso encontro histórico no estúdio The vault em Matosinhos. Fomos gravar no novo disco dos Trabalhadores do Comércio, o primeiro do século XXI, e com título Ebuloçom.
Mais do que poder cantar em Nortuguês e trocar os vês pelos bês, foi para mim um voltar aos 80s e à minha adolescência, e recordar os amigos, os colegas, os freaks, os passados, os punks, os flipados e os ganzados do Marquês, da Constituição, da Filipa, do Ofir e do Cenáculo.
Gravámos umas vozes de classe, melhores que as dos outros gaijos do Norte de Inglaterra. Aquilo tá melhor que o Dear Prudence! E mais ainda, tivemos que repetir um take, não por estar desafinado, mas porque algum traidor pronunciou salvar em vez de salbar! Biba os Trabalhadores do Comércio!

Final da sessão. Da esquerda para a direita como no futebol: Jony, Serjão, eu, Miúdo, Tomi e Jorge Filipe. Por motivos óbvios o Vilhas não está presente. Este é um trabalho só para gaijos do Porto. Ah! o miúdo deles, o João, esteve no estúdio mas à hora da foto já tinha bazado!

18 dezembro 2006

Próximos concertos de Natal

Hoje vi, pela primeira vez, os cartazes a anunciar os concertos de Natal. Estavam lindos, colados por baixo de um semi-tunel entre o Bom Sucesso e o mítico Shopping Brasília. Infelizmente estes não têm a última data correcta. Como já foi aqui anunciado, o próximo concerto de natal, no Porto, realizar-se-á no dia 21, próxima 5ª feira, no Auditório da Junta de Freguesia de Paranhos, pelas 21h30m. Mais, a norte: jogaremos em Viseu no dia 20, 4ª feira, na Aula Magna do Instituto Superior Politécnico. Pelos vistos, este concerto está esgotado, mas quem fizer questão, pode ser que se consiga arranjar alguma coisa... em troca de um presente!

17 dezembro 2006

Memórias do Natal IV

Mais uma recordação televisiva de Natal. Esta de 2003 e num canal que já não existe: a NTV. O programa chamava-se XPTO e supostamente era para os jovens malucos e inconscientes. Estávamos ali a apresentar o nosso disco Natal, que tinha sido editado por aqueles dias. Tudo cantado ao vivo, num espaço onde não caberia nem mais um, e com a apresentação de dois amigos: a Ana Rita e o Luís Oliveira. Neste momento quer ela, quer ele, deixaram esta nossa terra onde se gosta de viver e mudaram-se para a terra onde se tem de viver. Ela está na SIC e ele (companheiro de noites na Rádio Nova, durante a gravação do Dia dos Senhores) está na RTP. Para os nossos amiguinhos beijinhos, abraços e um Feliz Natal!

Última hora

Por motivos de força maior, o concerto previsto para hoje às 18h no Auditório da Junta de Freguesia de Paranhos foi adiado para quinta-feira às 21h30m. Até lá.

16 dezembro 2006

Disco de Natal


Respondendo a perguntas feitas quer aqui no blog, quer para o mail da página das Vozes da Rádio geral@vdr.com.pt, informa-se que o disco Natal, reedição 2006, encontra-se disponivel nas lojas Fnac do Grande Porto (Gaiashopping, Santa Catarina e Norteshopping), ou ainda através de envio à cobrança. Mais informações através do mail bezidroglio@gmail.com.
Feliz Natal.

15 dezembro 2006

Só para relembrar






















in jornal destak, essa maravilha da informação, que tanta e tão boa companhia faz a quem gosta de ler no w.c.

Como o Joca teve oportunidade de postar, estes vão ser os próximos locais onde estaremos para festejar o Natal, da forma mais harmoniosa possível. Portanto, não se esqueçam do bolo-rei, da oferta (e não "troca") de presentes, do espumante e da aclamação festiva. Estamos a contar convosco.

14 dezembro 2006

Concertos

Este fim-de-semana jogamos em casa e vamos cantar 3 dias seguidos aqui no Porto. Sexta-feira começamos no Auditório da Pasteleira, no sábado estaremos no Auditório de Aldoar e domingo no Auditório de Paranhos. Sexta e sábado às 21h30m e domingo às 18h00. A organização é do pelouro de Habitação e Acção Social da Câmara do Porto. O mote é o Natal e os lindos cânticos desta época tal e qual estão no nosso disco, mas com o calor do espectáculo logo se vê…
Prometemos, como de costume, animação, luz, cor (pelo menos 2 cores a julgar pela tez dos cantores do quinteto) e fantasia.

Na falta de ilustração mais decente coloco aqui estas fotos com apenas 1 semana. Referem-se ao concerto da semana passada. Lá em cima a mesa antes do ataque dos sefarditas. Em baixo o fim da refeição, já à espera do toque para cantar.

Postal de Natal

Aqui fica o lindo postal de Natal das Vozes da Rádio para este ano de 2006. Não foi pintado com a boca, nem com os pés, não ajuda nenhuma instituição de caridade, nem organização não governamental. Pode ajudar a nossa emérita obra, se quiserem depositar alguma gratificaçãozinha na conta com nib 0018 00031387 7147 02046
“Heresia, não te diz nada?” perguntou-me o Vilhas quando lhe mostrei esta obra de arte. Não, sinceramente não. A grande graça de ser um europeu ocidental civilizado é a de poder livremente divertir-me com a minha religião. Não é popular o ditado que diz que um “santo triste é um triste santo”? Pois eu até acredito que Ele lá em cima, também se diverte com este lindo presépio.
Entretanto e se quiserem enviar esta preciosidade a um qualquer inimigo podem ir a http://www.vdr.com.pt/ que o postal está lá para download.
Bom Natal!

10 dezembro 2006

Memórias do Natal III

Cá vai, tal como o prometido, mais uma memória de Natal. Esta, bem do fundinho do baú. Estávamos em 1991 e pela segunda vez apresentávamo-nos televisivamente. A versão do Silent Night aqui cantada é quase igual à que temos gravada no nosso disco “Natal”. Mudam uma meia dúzia de notas e o idioma. No “Natal” puxamos do nosso melhor alemão e cantamos na língua de Goethe, Beckenbauer e Werner Herzog.
Deste tempo resto eu. Os outros, quais Trotskis, foram sendo selectivamente apagados da fotografia. Para eles, um Feliz Natal! Ah, e para ver e rever está o Goucha e seu bigode estilo 91 e o nosso amigo Juca Magalhães quando ainda praticava basquete e apresentava programas de entretenimento. Foi mesmo há muito tempo.

Indignação

Este trabalho de escrever no blog transformou-me num rapaz mais atento ao mundo. Fazer um blogjob todos os dias, ou quase todos, espicaçou a minha consciência crítica e a intervenção social.
Por isso, foi com indignação que li no Público do dia 6, e ouvi na rádio, que mais dezanove cidadãs brasileiras que trabalham em casas de alterne de Trás-os-Montes, tinham sido identificadas pelo SEF como sendo ilegais, e poderão sofrer processos de expulsão do nosso país.
Estas cidadãs, que honestamente trabalham, são responsáveis pela estabilidade emocional no lar de muito construtor civil e autarca português. São o conforto de dirigentes desportivos. São o aconchego de muito capachinho e de muita unha feita na barbearia. Diria mesmo que são o esteio de muita família lusitana.
O SEF, que não sei quem é, anda constantemente a importunar quem apenas produz o amor e o bem. Em contrapartida deixa soltos, ilegalmente soltos, magotes de romenos nos semáforos. Estes ilegais que nada produzem, além do lixo que espalham junto ao seu posto de ataque, tentam-nos impingir fotocópias de orações ao Sagrado Coração de Jesus, purificadores do ar para carro ou pensos. Outras vezes riscam-nos os vidros dos carros, simulando estarem a lavá-los, sem o solicitarmos. Pior ainda, fazem o dantesco espectáculo de andarem com crianças com deficit de limpeza ao colo, e com cartazes escritos em português macarrónico.
Porque não são estes os deportados? Porque não são estes os identificados? Será que o tal de SEF não anda de carro? Será que só sai à noite e com destino a bares de alterne? Porque a minha consciência não me deixa calar, lavro aqui a minha indignação. Pronto, já está.

09 dezembro 2006

Memórias do Natal II

Este podia ser apenas mais um playback, num programa de Natal. Tão normal, que nem deveria constar aqui. Há, no entanto, particularidades que fazem dele um momento televisivo diferente.
Em primeiro lugar o apresentador. Sim, é ele, o Fernando Rocha. Se me contassem, mais depressa me acreditaria na participação do Pe. Vítor Melícias no júri da miss Playboy portuguesa, que na angélica apresentação do Fernando Rocha num programa de Natal. Mas eu estava lá e vi. O nosso conterrâneo deixou a rica e literária verve por cá e articulou um discurso próprio da época. Foi lindo.
Depois, se atentarem bem, há o fato que eu envergo, que não é igual aos demais. Na hora de nos vestirmos, abro o meu porta-fatos e reparo que as calças tinham ficado 300 kms a norte. Ainda propus irmos de cuecas, mas não foi acolhida com muito agrado a minha intenção. Nessa altura a Cristina Pereira, promotora da editora a quem estávamos ligados na altura, desata a bater em todos camarins a ver se alguma alma caridosa me podia valer. A solução foi rápida. O José Figueiras, outros dos apresentadores do programa, cedeu-me temporariamente o fatuncho dele e assim descobrimos que vestimos exactamente o mesmo número. A única diferença foi só a cor. Bem visto, o fato do Figueiras é castanho. Mas que me assentou bem, lá isso assentou…

06 dezembro 2006

Momento de união

Beija-me
na mão
e ficarei
como nadar
sem pé

ps: dedico este post ao Vilhas, jovem na flor da idade e que tem sido consumido pela paixão (a julgar pela aparente perda de peso e volume)

05 dezembro 2006

Comezainas

Dedicado à Tuna Meliches e à atenção do nosso Miúdo
“O bem que me sabe, pelo mal que me faz”. Ouvi esta frase já várias vezes, sobretudo a pessoas mais velhas. Nunca lhe atribui grande importância até à altura das primeiras fraquezas do fígado e do estômago.
Fui educado no princípio de bem comer e bem beber. Aprendizagem lenta e consolidada em lautos almoços e jantares que continua por essa vida fora. Estou constantemente a ser alvo de avaliação continua. O prazer de uma boa refeição e de uma boa companhia é único. E em grupo, como muitas vezes fazemos, sai a inspiração para os melhores momentos musicais.
Por isso não consigo perceber uma turma que vem a crescer de modo exponencial que se nega aos gostos da carne e do peixe. Ora, o nosso Miúdo é desta seita, o que mais do que me entristecer, preocupa-me imenso. Que homem teremos amanhã? Pois ninguém sabe…
Não entendo que prazer se pode ter num jantar de tofu ou de seitan mesmo que regado com um Douro de excepção. Que raio de gozo alimentar se consegue com a soja, seja estufada, seja sob a forma de sumo ou de leite. A justificação é sempre, não o sabor (se alguém o fizesse seria nesse mesmo instante rotulado por mim de disfuncional), mas o cuidarmos do nosso corpo, da nossa saúde.
Certa vez, um primo meu, rendido às maravilhas da medicina chinesa e da cozinha alternativa tentava, em vão, convencer o meu pai à conversão. O homem, do alto dos seus 70 anos, disse: “Alex, eu não quero morrer com saúde”. Sempre a aprender contigo, velho Prendas! Mas é obvio… que interesse existe em nos entregarmos ao coveiro com uma saúde de ferro? Faz-me lembrar os vendedores de automóveis em segunda mão que dizem sempre “tem 80 mil quilómetros mas está como novo”. Quem acredita? Para quê?
Tal como o faço em relação aos carros que fui tendo, também vou usando e abusando do meu cadáver… com moderação, é claro. O mal que me vem fazendo tem compensado o bem que me sabe.
Se um dia, esticado na mesa das autopsias, estiverem a ver o que se aproveita para outro mortal, quero que concluam que o meu fígado nem para iscas, que qualquer esponja do Continente funcionaria melhor que os meus rins, que os pulmões estão negros como “os teus olhos negros, negros, são gentios da Guiné” e que, se por acaso o médico tiver que aproveitar o que vou escondendo na bolsa escrotal, diga ao infeliz que os herda que “isto está aí, mas só dá mesmo para coçar. E com cuidado, senão desfazem-se”.
A vida é mesmo para ser vivida a cores. Bem aproveitada, no limite, algumas vezes, para se tirar proveito dela, sem escorregar para o outro lado. É para comer, beber… e dar azo à imaginação! Com moderação, é claro.

Cá estão os Senhores quando foram presenteados com umas sopas do Espírito Santo, acto gentil de boa gente do Faial.

04 dezembro 2006

Questões

A minutos de mais um ensaio, questiono-me:

  • escrevo um post mais elaborado e chego tarde ao ensaio?
  • escrevo um mísero de um post e chego a horas?
  • edito alguns vídeos de ensaios anteriores e nem sequer apareço lá?

Às vezes a vida consegue ser mesmo complicada...

03 dezembro 2006

Memórias do Natal I

Já submersos em Dezembro, aproveito para mostrar algumas das nossas apresentações natalícias.
O ano passado participámos no programa “Que Nadal!!” da Televisão da Galiza. O programa foi emitido na noite de Natal e a gravação ocorreu uns 3 dias antes. Passámos 2 dias de turismo cultural e religioso em Santiago de Compostela, com um salto até à Corunha. Nos intervalos gravámos o “Rudolph, the red nose reeinder” (que se pode ver aqui) e mais três excertos de canções de Natal.
Particularidades: esta é uma das últimas apresentações públicas do clarinete Prestige do Miúdo. Como aqui já foi relatado, este instrumento desapareceu misteriosamente uma noite, tendo abandonado o seu habitual local de repouso, a mala do carro do Tiago. Talvez já prenunciando o final dramático, o nosso clarinetista tem um final sem dó. Ou melhor, com dós a mais! Outra particularidade: estamos todos de cabelo curto, o que não devia acontecer desde 1995.
Bom Natal!

02 dezembro 2006

Um lindo conto de Natal

O Jony, já aqui o disse, é o meu colega das Vozes mais calado e mais discreto. Nas viagens cansamo-nos de não o ouvir falar. Nos dias mais eufóricos lá articula monossílabos como sim, não e humm (este com variadíssimas interpretações, conforme a entoação). É no entanto rapaz para nos surpreender em actos e acções, só ao alcance de pequenos demos.
Há 3 anos estávamos num daqueles habituais programas de Natal. Este era da tvi e julgo que se chamava “Há festa no hospital”. O local do crime foi o hospital da Estefânia em Lisboa.
Nas horas que antecederam a nossa entrada em cena, com o habitual desfile de toda a fauna e flora musical portuguesa, fomos instruídos para o seguinte: depois do playback deveríamos por um nariz de esponja e eu deveria dizer “as Vozes da Rádio apoiam a Missão Sorriso”. No entanto, o Jony tem um grande problema: é alérgico a esponja! Por isso ficou com a missão especial de mostrar para as câmaras o cd da Leopoldina. Como o cd era exemplar único naquela maratona, fomos massacrados horas a fio pelas meninas da produção e pela promotora da editora para que assim que saíssemos devolvêssemos o disquinho.
A apresentação esteve a cargo do mítico Carlos Ribeiro, também conhecido como o Júlio Isidro português, e depois do playback, lá pus eu o nariz de palhaço, e disse as palavras mágicas. O Jony, como as assistentes do Preço Certo, mostrou o disco e saímos a correr do palco.
De regresso e ao passar no posto de serviço de Santarém, Jony articula muitas palavras. Uma espécie de acto de contrição onde a frase “foi mais forte do que eu” foi repetida várias vezes, seguido de um ir ao bolso do casaco para nos dar o prazer de ouvirmos o disco da Leopoldina durante o resto da viagem. E assim foi durante algumas viagens. “Brinquedos, brinquedos, eles são a nossa maior alegria!”.

01 dezembro 2006

Ainda a propósito do Action Man

Há alguns anos, talvez 7, talvez 8, uma pequena amiga minha e do Mário Alves pediu-nos para a ajudarmos a participar na gala dos pequenos cantores da Figueira da Foz.
Aceitámos o desafio e logo o Mário escreveu dois textos: um falava sobre animais com falas trocadas e outro era de uma ironia tremenda e falava dos brinquedos bélicos que se oferecem às criancinhas. Era a canção de embalar o action-man.
As duas tiveram destinos diferentes. A do action-man, com certeza porque poderia ferir sensibilidades ou interesses, nem apurada foi. A outra como com certeza já estarão a adivinhar ganhou o prémio para melhor música desse ano (finalmente um espacinho para a minha arrogância. A partir do momento que decidimos ajudar a nossa amiguinha ficaram a concurso apenas os prémios de consolação, certo?). Sinceramente, sempre achei a canção do action-man bem melhor do que a outra. Aliás, bem me esforço neste momento para me recordar da outra… e não sai nada.
Quando avançámos para o disco de Natal pedi ao Mário para rever a letra original do action-man e acrescentar-lhe algum Natal. Foi coisa de minutos. No mail, passado muito pouco tempo, estava a letra do action-man conforme está gravada e uma outra que nunca foi gravada, nem nunca será, sob pena de Sodoma e Gomorra voltarem a ser destruídas.
Recordando as imagens que o Miúdo colocou aqui no blog com a Sofia e o Leonardo, gostaria de vos dizer que essa foi a viagem mais limpa que fizemos a Lisboa, até hoje. O habitual impropério deu lugar à conversa civilizada. O redundante tema feminino deu lugar às cartas ao Pai Natal. Confesso que ainda tentei subverter as crianças e criar um momento de televisão único (o programa foi em directo) insistindo com elas que mudassem apenas uma letra num dos versos. Era um A por um Ó. Deveriam fazê-lo e apontar ostensivamente para o Vilhas no momento musical da troca. Onde os meninos cantam “mas eu li no teu folheto/E lá vinha escrito a preto” deveriam cantar “mas eu li no teu folheto/E lá vinha escrito ó preto”. Era uma pedrada no charco, não duvido, mas elas, crianças lindas e bem-educadas, deitaram-me olhares de reprimenda e desisti da ideia.

Cazuza

Na segunda-feira, enquanto o Vilhas brilhou pela ausência, apareceu-nos na sala de ensaios o nosso amigo, já aqui citado, Carlos Figueiredo. O Carlos, além de ser um velho grande amigo, é também realizador dos nossos últimos vídeos “Tu lês em mim” e “Milu”. Ainda o desafiámos para cantar connosco (garanto-vos que tem uns graves de classe), mas ele preferiu ficar com a sua câmara a filmar uma pequena homenagem que fizemos ali mesmo, naquela hora, ao Cazuza. Pois é exactamente isso que podem ver aqui abaixo, o tema Luz Negra, escrito pouco tempo antes da luz do Cazuza se apagar. Hoje dia 1 de Dezembro, mais do que nunca, faz sentido colocar aqui esta canção.


30 novembro 2006

The Art of Dying

Fez ontem, 29 de Novembro, 5 anos que o George Harrison viu finalmente o sweet Lord que tanto procurava. Negar que ele nos tem vindo a influenciar (bem assim como os outros 3 de Liverpool) era mentir com todos os dentes. Se o nosso disco Mulheres tem slide guitar e sitar a rodos a ele o devemos. Já há muito que fomos conquistados pelo som dos Beatles, pelas suas harmonias vocais, diria até desde que nascemos.
Por isto a melhor forma de marcar o facto é por aqui esta nossa versão do My sweet Lord. Se ela existe devemo-lo ao Júlio Isidro que como responsável por um programa televisivo transmitido em directo da Culturgest há uns dois anos (por aqui percebe-se que já não me lembro do nome do programa…) nos desafiou para cantar esta música. Infelizmente tivemos menos de uma semana para fazer arranjo e cantá-lo em directo. Ou seja… podia estar melhor. Mas ainda assim vale a pena estar aqui… pela intenção.

29 novembro 2006

Reconhecimento

Leituras que já ouvi
Cantadas por quem te leu
Luxúria que em mim desceu
Amor que por ti senti.

28 novembro 2006

Canção de embalar o Action Man

O Natal aproxima-se. Já se sente no ar a nostalgia de tempos passados, de credos escarlates, do cheirinho a canela que repousa na aletria acabada de fazer (a minha avó faz cá uma aletria... ui ui). Quando penso em Natal, penso inevitavelmente na minha infância... Nas palhaçadas com o meu irmão, no nervoso miudinho que sentia quando chegava finalmente a meia-noite, no esbogalhanço do meu olhar quando as prendas apareciam do nada, junto do sapatinho... E não existiam playstations nem gameboys que superassem um carro telecomandado (daqueles que gastam as pilhas mais depressa do que dizer "Boas Festas"), um casio-tone para tocar músicas natalícias ou até uma bola de futebol para "dar uns toques" aos domingos no parque da cidade. Depois crescemos e tudo amaina, fica tudo em banho maria. E penso que só não arrefece completamente porque existem sempre pirralhos que se vão lembrando de vibrar como nós vibrámos: filhos, sobrinhos, netos, crianças em geral. Em 2004, tentámos aquecer um pouco mais esta tendência. Aproveitando um convite da RTP para participar numa das suas galas, intitulada "Sonhos de Natal", fomos mais uma vez de viagem até à capital. Esta gala marcou a diferença pela inclusão de crianças nos momentos musicais dos artistas. Aproveitámos então um dos rebentos do Tomi, a Sofia, e um dos seus colegas do conservatório, o Leonardo, que por sinal é meu futuro ex-sobrinho (esta denominação é vanguardista [daquela vanguarda mesmo da frente] e esgalhada pelo meu futuro ex-sogro, que me trata recorrentemente por futuro ex-genro, visto que, segundo ele, é muito provável que um dia me divorcie, pois está na moda! Eu acredito que, pelo andar da carruagem, quando me casar, já vais estar de novo na moda ficar casado até à eternidade). Com letra de Mário Alves e música de Joca, fiquem com uma das minhas músicas preferidas, a canção de embalar o action man (com direito a parlapier no fim e tudo...)


26 novembro 2006

www.vdr.com.pt

Tal como temos vindo a anunciar as Vozes da Rádio estão a desenvolver junto com a PZP, uma página onde todos poderão ter acesso não só a informação sobre o grupo como também a visionamento de vídeos, audição de temas, loja online e sempre uma pequena oferta das Vozes. Prometemos, sob palavra de honra, que as novidades sairão sempre antes na página do que na Caras ou no Jornal do Crime.
A partir de hoje está em funcionamento um preview do que será esta página em www.vdr.com.pt. Algumas opções estão já disponíveis. Convidamos a uma visita e a explorarem a nossa (futura) página!

Wer macht mir

Quanto mais estranhas e absurdas são as canções, mais nós devemo-nos esforçar por explicar o seu sentido, a fonte inspiradora, a história que está por trás. Isto ando eu a fazer há uns 6 anos quando cantamos este original nosso… ainda assim poucos parecem convencidos.
Certa noite, de regresso ao hotel depois de um concerto, faço o habitual zapping pré- repouso nos braços de Morfeu. Lembro que já era tarde. Dei comigo parado num canal alemão onde um talk show tinha como assunto “wer macht mir ein baby?” que o meu péssimo alemão ainda conseguiu traduzir: “quem me faz um filho?”. Todo o sono se dissipou e maldisse a minha ignorância de não saber mais alemão. A meia dúzia de meses de aprendizagem da língua de Goethe no Conservatório não deu para perceber quase nada. No ecrã estava uma moderadora, uma Fátima Lopes de porte germânico e cinco donzelas, mais balzaquianas que donzelas, que apelavam à caridade masculina no intuito de conseguir de um macho o esforço e empenho necessário para as fertilizar! Lindo. Lembrei-me logo que faço parte de um quinteto que podia, não fosse a distância e a barreira linguística, corresponder aos anseios e assim cumprir o que São Paulo tão bem escreveu aos Coríntios: “Mesmo que eu falasse a língua dos homens, … sem caridade eu nada seria”. E bastava ver 1 minuto do programa para perceber que só mesmo por caridade…
Adormeci com aquela ideia. De regresso ao Porto partilho-a com um parceiro de canções, o meu primo, que além de cultura vasta e vocabulário farto possui igualmente a loucura que certifica a nossa consanguinidade. Falei-lhe num refrão forte e numa coisa polilinguística. Ele surpreendeu-me com a letra perfeita: em cinco línguas (alemão, francês, inglês, italiano e castelhano), tantas quantas as bocas que cantam, uma história idílica (chamo sobretudo atenção à poesia que emana do verso “something’s itching down there”) e estava feita a canção. Gravámo-la ao vivo em 2000 e desde aí tem-nos seguido. O que aqui se apresenta é a versão apresentada no Coliseu do Porto aquando do Porto Cantado em 2001, integrado no Porto Capital da Cultura.

25 novembro 2006

À espera do Natal

Temos andado atarefados, mas não se nota muito, ou não deixamos notar.... Às vezes é bom ir guardando um pouco de segredo sobre o que se faz para não dar azar. E garanto-vos que no nosso caso, isto é bem verdade.
No entanto a partir de segunda-feira deixa de ser segredo para todo o mundo que as Vozes da Rádio gravaram 2 temas novos que serão incluídos na reedição do disco de Natal. Bom, o Miúdo já o tinha mencionado de forma tímida num esgalho anterior. Um deles é o incontornável Jingle Bells que sendo cantado ao vivo por nós desde 1991, só agora passa a estar gravado. O outro, um original de título “À espera do Natal”.
Pois é exactamente este original que começa a ser tocado a partir de segunda-feira na Antena 1. Desde já um Feliz Natal, mesmo a um mês do dia, porque já o Pessoa dizia, a vida pode ser sempre Natal. Queiramos nós!

24 novembro 2006

O porquê dos Senhores...

Com certeza já muitas vezes deram conta que nos referimos a nós próprios como os Senhores. Tivemos um programa de Rádio com o título “Dia dos Senhores” e o nosso quarto álbum chama-se “O som maravilha dos Senhores”. Porquê esta fixação? Porquê Senhores?
Tudo começou em 2001. Fomos a Macau (está na altura de voltarmos, não?) pela segunda vez para participar nas comemorações do Dia da Raça. Como bem raçados que somos, granjeamos logo uma plêiade de fãs asiáticas que no dia a seguir à nossa actuação no Clube de Jazz de Macau invadiram o átrio do hotel e tiraram centenas de fotos em actos tão marcantes como a entrega das chaves do quarto na recepção, a saída da sala de pequeno-almoço ainda com um croissant entalado entre os dentes, as fotos lado a lado que quiseram tirar connosco e no fim ainda dispararam durante a tão salutar troca de e-mails.
Foi aí que começaram a chover mails. O primeiro rezava assim:

ÄúºÃ£¬caro amigo
ÄúµÄÅóÓÑ julieta ¸øÄú¼ÄÀ´ÁËÒ»•⾫ÃÀµÄºØ¿¨£¡
ÏÖÔÚ±£´æÔÚ"¿¨Ðã Cardshow " (½«±£´æ30Ì죩¡£
Çëµã»÷ÒÔϵØÖ•¹Û¿´ÄúµÄºØ¿¨£º
Ô¸Äú½ñÌìÓЕÝÓä¿ìµÄºÃÐÄÇ飡

Fiquei deveras emocionado com as lindas palavras… depois foram chegando outros como este, onde mais uma vez o nível de compreensão é posto à prova:

Óla,Jorge!
Está tudo bem?
Hoje é 11 de June,chove muito em Macau!
Ontem à noite, quando voltaram à Hotel Sintra? Muito tarde, pois
não? Tinha ligado 3 vezes mas sempre não estavam. Eu deixei
um recado para recepcionista, não disse à vocës? Porém,
são as palavras para dar bënção a vocës.E
uma senhora do Hotel disse-me que vocës já partiram às 7:45,mais ou
menos, hoje à manha.Então sinto- me desesperada outra vez.Que
infeliz para mim----esta rapariga quem gosta do vosso grupo muito.Quese
chorarei!
O Rigardo disse que ele está a estudar na universidade, não é?
então, vocës estão ocupados para estudar, e para fazer
representação? Acho que este tipo da vida é muito
intressante.
O meu amigo disse que nunca viu a Julieta tão louca por um grupo
de música(ou gosta) como agora.`Mas porquë? De facto, não sei
claramente também. Só sei que na Sexta-feira, no centro de cultural de
Macau, depois de ouvir as canções, sentia-me muito
livre.Porque antes naquele dia, tinha algumas coisas
dificeis,principalmente é sobre o meu estudo.Dentro das vossos
canções, vi uma qualidades de optimista e uma força
que pode, pelo menos, fazer-me ligeira e alegre.
Sempre acho que o meu portuguës'não é fluente mas queria ser
uma estudante excelente,pois alguns tempos sinto -me perder a
esperança.Tenho 21 anos e esta idade é uma idade em que todas as
juventudes pensam muito sobre o futuro deles próprias e a vida humana.E
quanto estava um pouco vaga, as canções ofereciam--me vigor
juvenil.Não estou a Obrigada! É sério! Obrigada!
Lamento que não tenho o E--MAIL do Mário. Então se eu
queria contactar com ele apenas posso mandar cartas e ele vai responder à
carta ou não, eu não sei! Mas para dizer uma verdade :eu
gosto muito muito de si. Não preciso da razão especial gosto s
ó por causa do gosto! Talvez é uma carisma dele!DON'T LAUGH AT ME!
Então podia ajudar-me a perguentar porque é que ele não tem
E--MAIL?
Espero que podemos manter contactos perpetuamente. Se tenho oportunidade
vou ir ao Porto a visitä--los! Os mais sinceros cumprimentos para
vocë, para Rui, António, Gigardo, e para Mário!
Bom dia! Até já!

No entanto o que mais nos tocou foi este:

Olá,Miguel:
Já voltou Porto?
E como está a viagem?Todo está favorável?
Este dia,nós tomamos a liberdade de ir o hotel para tirar fotografia com
vocês.
E Julieta já mandou esteas fotografias para vocês.
Eu senti-me tão feliz que posso ouvir som maravilha dos senhores e
conhece-los.
Muito obrigada!
Outros dias, eu vou escrever e-mail outra vez.Porque eu vou assitir um
jogo de fazer a maquilhagem como modelo.Então estes dias estou muito
ocupato sempre.
E outra coisa,pode ajudar-me cumprimentar outros senhores?
Muito obrigada! Boa noite!
Margarida

E lá está a bold… A Margarida (que na verdade se chama Jin Yi) baptizou-nos para todo o sempre. Para ela, as singelas palavras do tema que abre o nosso primeiro disco: “Desfazíamo-nos, Rebaixávamo-nos, Humilhávamo-nos, Humedecíamo-nos, só de olhar para ti, Margarida!!”

Boas Festas

Já cheira a Natal. Sinto isso nas ruas, nas noites frias e chuvosas, nos ensaios em que trocamos as Mulheres pelo Pai Natal.
Assim foi hoje. Estivemos a ensaiar para os próximos compromissos que já incluirão as canções que estão no nosso disco "Natal".
Na altura do seu lançamento fizemos o vídeo que podem ver aqui. A ideia foi fazer um filme inspirado nos festivais da canção dos anos 70. Daí alguns planos e o preto e branco. Vou confessar uma coisa: quando o vi pela primeira vez não achei grande piada. Fiquei sem vê-lo uns 3 anos. Quando agora peguei nele, vi-o com agrado. Estão lá os clichés todos, o arzinho Eurovision, os efeitos da época. Por isso, porque acho que vale a pena ser visto (e comentado), e porque exactamente daqui a um mês estaremos com os pézinhos debaixo da mesa a comer o bacalhau, aqui ficam as nossas Boas Festas. E que venha o Natal.

23 novembro 2006

Ensaios

Já há algum tempo que não registamos aqui o âmago dos ensaios... Isso não quer dizer que a malta não tenha ensaiado. Bem pelo contrário. Agora que se aproxima a época natalícia, muito material interessante rolará por aqui... Aguardem pelos próximos esgalhanços.

22 novembro 2006

R.I.P.

O dia hoje é de consternação para as Vozes da Rádio. O nosso companheiro de vídeo, candidato a melhor actor secundário no ano 2005, o peixinho amarelo, sucumbiu esta noite após prolongada doença. Estes últimos dias, já os passou acabrunhado no fundo do aquário, evitando dialogar comigo, apesar da minha insistência.
O meu maior problema agora é explicar a uma criança de três anos que o peixe esticou as barbatanas. Pensei já em três estratégias. A primeira chamaria a realista. Explico-lhe que a vida tem um outro lado e que se chama morte. Que um dia o papá também vai passar para esse lado, tal como peixinho e que a diferença é que em princípio o papá não vai acabar num saco do Continente com a inscrição “a marca do seu Natal”. Não que o papá precise de uma urna em jacarandá, pau-rosa ou sucupira. Basta-me um saquinho daqueles que se usam nas tragédias para ensacar cadáveres, desde que tenha uma cor discreta. Outra hipótese é a fantasista. O peixinho largou o nosso lar para ajudar o pai natal que nesta altura anda carregadinho de trabalho. Depois do Natal voltará a nossa casa, bem disposto e pronto para mais uns mergulhos. A terceira via chamaria de via-sacra. Deus, que no paraíso também tem os seus lagos, neste momento precisava de uma carpa bonita como a nossa. Nós, como gostamos de partilhar, demos-Lhe o nosso companheiro. Ficamos todos felizes… enquanto não me decido, deixo aqui uma visão póstuma do nosso amigo.

A cappella meets Fado

Há uns anos o João Monge perguntou-me: “ouve lá, ó Prendas, gostas de fado?”. A minha resposta foi aquela de quem não se quer comprometer muito: “mais ou menos”. Por um lado a ignorância não me permitia dizer muito mais, por outro sabia da paixão do João pelo fado e o facto dele ser um dos seus mais notáveis letristas. Talvez pela aridez da resposta, o Monge iniciou um curso intensivo para ignorantes do fado. A primeira lição foi a de me ensinar que há fadistas e há artistas. Depois veio o desafio para esgalhar uns 2 ou 3 fadalhões (como ele costuma dizer). A aula final foi no domingo à noite: o concerto da Aldina Duarte na Casa da Música.
Encontrámo-nos ao fim da tarde para um café no Península: a Aldina, o Monge, o guitarra portuguesa José Manuel Neto, o viola Carlos Manuel Proença e eu iniciámos um intercâmbio de experiências musicais. Fim de tarde bem disposto e jantar no Chaimite, cujo nome só por si assusta, mas que se mostrou à altura do apetite.
Depois vieram os fados. E aí foi de fechar o comércio (esta também é sacada ao Monge). A Aldina esmagou-nos a todos. Incrível a música que dela brota! O acompanhamento ajuda e muito. Fabulosos músicos. E a Aldina lá vai planando sobre as cordas. O meu barómetro, que tenho instalado na pele, várias vezes deu sinal de alarme.
Acabei o meu curso sobre fado nos camarins a confraternizar com os artistas. Ainda não sei com que média vou ficar, mas não tenho dúvidas que ontem tive a melhor aula. E já sei distinguir uma fadista de uma artista. A Aldina é fadista. Enorme.

Final do jantar depois de umas tripas à moda do Porto (Monge, não é dobrada. Voltas a dizer isso aqui e não te servem, garanto-te...)

(este esgalhanço estava já esgalhado desde segunda. Infelizmente esgalharam-me a net até hoje, por isso o esgalho tardio)

O arraso

O último post descreveu in-loco uma gravação de urgência. Faltou apenas dizer que o que seria relativamente simples e rápido de se fazer, tornou-se numa maratona vocal. Resultado: após o serão, não tive mais noticias dos meus amigos. Quem souber do paradeiro de algum deles, avise por favor... Temos alguns concertos agendados e fica mal não dar satisfações a quem está a contar connosco.

20 novembro 2006

Em estúdio...

Estamos precisamente a gravar dois bonitos temas de natal para vos presentear na devida altura. Um dos temas é sobejamente conhecido, porém outro é original (letra e música do Joca). Como alguns de vós deveis saber, outrora este grupo teve um cd de natal nas bancas, com o tema original "Natal". Quem sabe se não existirá uma reedição com estes novos temas. Confesso que, para mim, o cd de natal foi o mais popular de todos os 6 que este grupo fez... Não digo isto apenas pelo número de vendas que se registou, nem tão pouco pelas vezes que o cd tocou nas rádio. Digo isto apenas porque certo dia, a mãe de um aluno meu comentou comigo que tinha visto cópias do cd a serem vendidas numa feira. Com mais espanto ficou da minha reacção, que foi, obviamente, de rejubilo. Haverá melhor indicador do sucesso de um produto que uma feira? Ao lado de cd's de morangos e floribelas... é um orgulho!

Joca a assobiar à pai natal... pelo menos foi o que disse!

19 novembro 2006

Milú

O dia hoje, à semelhança dos últimos dias, amanheceu triste, com chuva, deprimindo aqueles que, como eu, são heliodependentes. Por isso, e para tentar alegrar o dia, deixo aqui o videoclip da Milú, do nosso último álbum.
Este esgalhanço permite-me contar coisas que os discos normalmente não dizem. A Milú existe na realidade e foi uma activista das causas femininas nos anos 60, aqueles em que os dias, como o de hoje, amanheciam cinzentos em Portugal. Daí esta cançoneta ter um ar tão sixtie. O vídeo é da responsabilidade do Carlos Figueiredo que compilou uma série de imagens antigas das Vozes, juntando algumas de estúdio e da apresentação ao vivo de "Mulheres".
Bom domingo.

O fado vem ao Porto


É já amanhã, na Casa da Música, que a fadista Aldina Duarte apresenta o seu último álbum Crua. E eu vou estar lá, porque se há fado que nos toca, o da Aldina é um deles. Diria que é fado sem corantes, nem conservantes. 100% natural, exactamente como ele deve ser.
Por isso amigos do Porto e arredores não percam esta oportunidade de ouvir uma fadista a sério. Encontramo-nos lá!

18 novembro 2006

Adenda

Joca, faltaram alguns pormenores (ou pormaiores) da saída dos meninos... Faltou contar a rodagem que foi feita ao carro alugado, como o aproximação das portagens a 180 km/h... Faltou contar a palidez estampada no rosto do Vilhas (coisa que pensei ser impossível de acontecer), sempre que os pneus chiavam, seguido dos seus tão conhecidos impropérios... Faltou contar o nível do hotel onde ficámos, o facto de teres partilhado o quarto comigo... Do maravilhoso pequeno almoço que deveria ter sido entregue no quarto... Vá lá, não te acanhes e conta tudo direitinho...

Noite em Lisboa

Depois da gravação no sábado à noite, três dos senhores resolveram sair um pouco do hotel e esticar as pernas até à 24 de Julho. Há uns anos atrás esta Avenida era palco das cognominadas festas do farfalho, expressão sem significado preciso mas que depois de inventada pelo Vilhas acabou por ser de uso recorrente nas saídas do grupo. Há um outro conceito que também nasceu no seio das Vozes da Rádio: o ensaio de naipe, que será tratado numa crónica futura. Voltemos à noite de 11 de Novembro. Saímos a pé, pois somos responsáveis, e não iríamos de forma alguma conduzir com uma gota de álcool. Descemos a Rua que querem que se chame Amália, passámos na casa onde viveu Assis Pacheco, outra onde durante um ano Fernando Pessoa lavou os pés e claro a casa museu da sodona Amália. E foi exactamente por aqui que demos com este achado num velho Opel Corsa de cor vermelha. Já não tenho vareta!!! O que se conclui daqui? O que pensar? De que vareta falamos? Da do óleo? O que se quer dizer com isto? Este insolúvel enigma seguiu-nos o resto da noite e inibiu-nos de entrar em alguns locais como a KKs, Kremlin e Kapital. Ainda somos reconhecidos como os homens que tiraram a vareta ao Corsa e saímos de lá espalmadinhos, a avaliar pelo tamanho dos seguranças…

17 novembro 2006

Que horas são?

Quase meia noite... O Tomi está com a barriga a dar horas... É a altura ideal para desejar um bom fim-de-semana a todos. :)

16 novembro 2006

Smelly Cat - last recall

Amanhã, pelas 21:30, na RTP, os mais distraidos poderão observar a performance musical de nível no Diz que é uma espécie de magazine. Como sabemos também que muitos de vós pegam no turno das oito da noite e só saem às tantas da manhã, oferecemos aqui o momento referido anteriormente.


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