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26 março 2008

500 Vezes

O título só por si diz tudo: esta é a cinco centésima vez que se abre o ecrã de "nova mensagem" e que um de nós (mais um do que outros) esgalha aqui no blog. O número redondo só por si justifica o destaque e serve para prometer muitas e cada vez piores crónicas aqui no tasco. Pelo menos da minha parte. Dos outros, sei que alguns estão a acabar o 1º ciclo e já conseguem alinhavar uma frase completa com poucos erros. Os correctores de texto dão uma boa ajuda a jovens escribas. Como tal esperam-se, também deles, contribuições brilhantes para breve, quanto mais não sejam cópias dos livros escolares.
No entanto, para este escrito não ser algo sem conteúdo cultural aproveito para agradecer as várias contribuições que nos têm chegado no galeria@vozesdaradio.pt. Temos fotografias de alto nível que podem ser vistas no álbum famílias reais que se encontra no hi5.
Uma das visões dantescas daquele memorável domingo à tarde, é esta foto que aqui vos deixo. Depois de a ver e rever levanta-se a questão: que copa usa o rapaz? Felizmente os meus pais não têm internet, senão ter-lhes-ia de explicar bem que nunca injectei hormonas...
Triste figura humana! Não sei se depois de ver isto, conseguirei conviver comigo próprio... e com o Tomi também.

27 fevereiro 2008

Caramelo

O trabalho das nossas famílias reais tem sido muito. Bom, isto é o que nós esperamos!
O primeiro tema que viram, no já distante ensaio de Janeiro, foi o nosso Caramelo, uma cançoneta feita para o nosso disco ao vivo "O som maravilha dos Senhores". Neste encontro de Fevereiro nem tempo tivemos de o cantar, e em Março será apresentado à multidão de entusiastas que já asseguraram lugar na Casa da Música.
Este tema foi também cantado no Concerto Promenade do dia 30 de Dezembro, do qual já mostramos aqui a performance conjunta das Vozes com a Orquestra Clássica de Espinho. Ora aqui têm a versão desse dia, que serve igualmente para as nossas famílias incorporarem o espírito da coisa... quanto ao Capuchinho Vermelho, mantém-se a dúvida. Ninguém sabe quem o comeu.
Até amanhã!

06 fevereiro 2008

Campanhas publicitárias

Segui e li com atenção a indignação do Corpo Nacional de Escutas pela campanha da Media Markt, em que um dos habitantes da Parvónia é escuteiro e defeca numa máquina de lavar roupa. Há 80.000 escuteiros em Portugal que exigem não ser chamados de parvos e que juram defecar em sítios construídos para tal. Fizeram circular petições e abaixo-assinados em defesa do seu bom-nome. Fizeram eles muito bem! Infelizmente nenhuma chegou às minhas mãos, pois assinaria com empenho uma que dissesse que a Media Markt faz péssimas campanhas e que havendo em Portugal um ministro como o Mário Lino, não se justifica colocarem um escuteiro como parvo.
De facto, ser escuteiro não implica necessariamente ser parvo. Se pensar em tipos da minha idade (e mais velhos) que esperam ansiosamente o fim-de-semana para vestirem calções, porem laçarotes nas meias e saírem para a sede para brincarem com miúdos, estou mais próximo de os julgar como tarados. Indivíduos que se juntam para passarem fins-de-semana acampados, que tocam guitarra pior que os Resistência e cantam canções do Bob Dylan com letras em português, não são obrigatoriamente parvos. São, eufemisticamente, exóticos, diferentes. É claro que não defecam em máquinas de lavar roupa. O escuteiro profissional constrói a sua própria latrina escavando a terra e passando assim divertido o tempo. Mozart também era escatológico e não deixou de ser enorme. Talvez um pouco parvo… mas não foi escuteiro. Apenas teve umas ligações à Maçonaria, que é uma espécie de escutismo sem calções e com mais dinheiro.
Andava eu entretido com estes pensamentos quando tropeço noutra campanha de péssimo gosto: a da JS. Para quem não sabe o que é a JS, eu explico. É uma espécie de escutismo para tipos comprovadamente parvos. Quem nem sequer tem jeito para pôr uns calções, ou fazer uma latrina, tem sempre lugar numa organização partidária juvenil. Têm igualmente uma sede, mas não fazem acampamentos. Fazem congressos.
Pois bem, a campanha da JS, espalhada pela cidade, apresenta-nos um parvo, com duas meninas que tecnicamente se chama de gajas boas. Para começar, o que podemos concluir daqui? Que ser da JS dá-nos direito a ter duas tipas? Que a militância na JS promete-nos o fim de um estado monogâmico? Que para ser da JS, a avaliar pela cara do sujeito, precisamos ser mesmo parvos, e quem sabe um dia, ser mesmo como o Mário Lino (não digo calvo e feio, digo mesmo só muito parvo)? Que a Media Markt podia pegar nestes três e fazer uma campanha melhor? Que o tipo podia ser o Marco Paulo entre dois amores (uma é loira, outra é morena)? Que o Sá Leão podia fazer um filme com eles? Que eles ainda não concluíram o primeiro ciclo? Que esperam pelos +25400 lugares em creches até 2009 para procriarem? Que esperam pelos 150.000 empregos prometidos até 2009? Que as semelhanças do parvo com o Humberto Bernardo são enormes? Serão as duas tipas as candidatas a miss que o tal Bernardo trocou há uns anos atrás? Que a loira compra tinta barata nas grandes superfícies? Que se o futuro já começou e é assim, apetece-nos apenas e só cantar o fadinho “Ó tempo volta pra trás”? Que o tipo é a versão masculina do Cláudio Ramos? Que à palavra jovem e juventude tem de estar sempre associado o mau gosto?
Estas são apenas um pequeno punhado de questões que bailaram pela minha cabeça nos instantes que se seguiram a ter visto o outdoor da JS em Matosinhos. Outros já escreveram sobre isto e muito bem. Passem pelo Womenage a trois (nem de propósito) e leiam.
Para mim resta-me apenas concluir que o publicitário deve o mesmo nas duas campanhas. E não duvido que, no meio de tudo isto, seja o mais parvo de todos.

15 janeiro 2008

Esgotado

Estou aqui sentado no computador e vejo um e-mail da Casa da Música. Já temos a lista das pessoas que se inscreveram, até agora, no Coro de Famílias Reais, que começa este domingo.
A nossa primeira conversa, em Julho, começou mais ou menos assim: se houver 20 inscrições, vocês conseguem trabalhar? E se for menos? Qual é o número mínimo de pessoas para este projecto resultar? Já nem me lembro o que respondi, até porque logo à partida tinha a convicção que apareceriam mais que as tais 20 pessoas…
Pois neste momento, e por razões que se prendem com o próprio espaço, estamos com 105 inscrições aceites e algumas em lista de espera, pois pode sempre haver desistências de última hora!
Por isso, famílias de última hora, contactem o serviço educativo da Casa da Música para ver se há desistências. Quanto aos outros, os Cunhas, Braz, Ferreiras, Fernandes, Silvas, etc, etc, etc… lá vos esperamos domingo às 15h na Sala 2 da Casa da Música para esta aventura que culmina em Março com um grandioso concerto. Já agora, para esta sessão (e para as outras) esqueçam o fato de domingo, o de ir à missa, e apareçam com roupa desportiva, porque no nosso plano está previsto muito suor (para os outros encontros guardamos o sangue e as lágrimas).
São estas as escadas que terão de subir para atingirem o planalto da fama. Já agora cuidadinho a subirem estes degraus, que muito boa gente já experimentou no corpo os ângulos bem delineados pelo sr. Rem Koolhaas. Será que na mente deste arquitecto, ao desenhar esta escadaria, estaria a sua menos conhecida obra de realizador de filmes? É que, pelo que sei, os filmes dele foram feitos nos anos 70, no Oriente, e também nas películas havia muita gente a cair... ou pelo menos de joelhos.

01 janeiro 2008

A contagem final... já foi

A ideia inicial foi a de por este vídeo antes da meia-noite. Para isso teria de o ter colocado ontem... Logo, adiei para agora a exposição pública desta nossa apresentação do Final Countdown. Aconteceu no dia 27 de Outubro do ano passado na Fnac de Santa Catarina. Foi aliás uma das muitas Fnacs que fizemos o ano passado (como já escrevi, passámos em todas por alturas do lançamento do Sete e Pico e ainda estivemos no aniversário da de Santa Catarina - este vídeo é desse dia - na inauguração da Fnac de Braga e há bem pouco tempo na nova Fnac de Alfragide).
Algumas particularidades: este documento histórico só é possível porque a nossa amiga Jacky, com o seu telemóvel, gravou a performance. Por tudo e por isto, obrigado Jacky! No público estava a assistir o elenco do Cabeças no Ar que nesse dia se apresentou no Coliseu. Obrigado a todos, em especial ao nosso amigo Manuel Paulo, um indefectível das Vozes desde a primeira hora. Também o Rui Veloso lá esteve apesar das muletas, pois tinha sido operado aos joelhos dias antes. Obrigado Rui e fica a saber que desde esse dia és o senhor das muletas para a minha Maria.
O Natal já passou, um Natal que, como bem nos lembrou a TV Guia, essa referência do pensamento nacional, foi o primeiro sem Maddie. A passagem de ano também, uma passagem de ano que, como bem vos diz este vosso amigo, referência deste blog, foi o primeiro sem Benazir. Pois que para o resto do ano não vos falte o pai da mesma, o Halibhutto, a melhor invenção para pele e para os efeitos que os exageros da passagem de ano (sejam eles quais forem) proporcionam. É untarem-se bem, que a coisa passa...

26 dezembro 2007

Contra a ASAE, marchar, marchar!

Há algum tempo que andava para escrever aqui no tasco sobre isto, sobretudo depois de ter lido que a ASAE tinha fechado esses santuários de toxicidade legal de Lisboa que são os balcões de venda da ginginha. Ainda este verão lá fui eu e o meu amigo lisboeta João Silva beber umas (com elas, é claro) no largo de São Domingos, onde todos os dias se fazem cimeiras União Europeia-África sem Mugabes, nem Merkls.
Mas quem será a ASAE? Terá rosto? Julgo que ninguém sabe. A única informação que tenho é que estando a ASAE dependente do ministério da economia, local onde reconhecidamente se congregam as maiores alimárias do actual consulado, deverá ser por lá que se decidem os raids higiénicos em nome do bem comum que ultimamente têm vindo a fazer. António Barreto, numa excelente crónica que vinha no Público, escreveu sobre este seguidismo parolo e provinciano dos “bons alunos” de Bruxelas, que mata aos poucos usos e costumes em nome de uma falsa qualidade. A identidade nacional que devemos preservar passa pela colher de pau, pelo chouriço caseiro, pela castanha em papel de lista telefónica. Alguém acredita que os ingleses vão deixar de comer fish & chips à mão e embrulhado em papel de jornal só porque um punhado de burocratas acha que se trata de um atentado à saúde pública? É claro que não! É nojento? É! Mas se é assim que sabe bem, haja jornal e fritos. A verdade é que estas políticas nos querem à imagem e semelhança dos seus responsáveis: assépticos e agâmicos, umas verdadeiras amebas.

Na noite de Natal fui presenteado com o livro “As Tascas do Porto” de Raul Simões Pinto. Este extraordinário guia que a minha irmã me deu, foi devorado ontem, com a mesma rapidez com que se come um pratinho de moelas ou umas pataniscas. Ao lê-lo, passei por sítios onde já várias vezes entrei como é o caso da Adega o Papagaio, Adega do Olho, o Buraquinho dos Poveiros, a Casa Amaro, ali mesmo à beira da casa do Isaac, o meu eterno amigo de infância, ou a mais conhecida das tascas, a Badalhoca, onde se comem as melhores sandes de presunto do mundo. Li a história da casa Rei dos Galos de Amarante, onde as Vozes têm comido e onde fizemos amizade com o Sr. Rodrigo e a D. Rosa. Nas paredes estão testemunhos nossos, para quem lá for comer.
A maior surpresa, para mim, está na página 120, quando o proprietário do Retiro da Lixa, na Rua das Fontaínhas, fala no hábito de se cantar a cappella no tasco dele. Passo a citar: “Tempos bons esses do “cantar a cappella” – estilo “Vozes da Rádio”, sem instrumentos –, alguns clientes tinham voz de tenor, outros imitavam o falecido Neca Rafael, fadista da Afurada, e cantávamos até às 2, 3 da manhã.” Sr. Fernando! Obrigado, esta é a melhor prenda de Natal para as Vozes! Sermos referência neste meio, vale mais que mil imagens em revistas cor-de-rosa.
Infelizmente em todo o livro há um horizonte cinzento, um medo do futuro, com estas cruzadas em nome da saúde pública. A isto se junta uma cidade que vai lentamente morrendo e que leva a que as cerca de 100 tascas do Porto tenham os dias contados. Isto, é claro, se não fizermos nada. Por isso sugiro que daqui para a frente tomemos um traçadinho ou um pinochet pelo menos uma vez por dia, num tasco da cidade. Que os lanches deixem de ser no “pão quente” e passem a ser no tasco mais próximo. E que à chegada das brigadas da ASAE haja paus e punhos, para, quais padeiras de Aljubarrota, expulsarmos o Satanás. Contra a ASAE, marchar, marchar… e para quem nela manda, cito Caetano: “Dona das divinas tetas/ La leche buena toda en mi garganta/ La mala leche para los puretas”.

08 dezembro 2007

Michael Jackson?

Sou um devorador de notícias. Algumas delas serviram já de argumento para canções nossas. Todas as manhãs é ver-me correr de semáforo em semáforo à cata do Destak, do Metro, do Global, do OJE, seja lá o que for que tenha letras, e que não custe dinheiro. Ainda assim o top dos tops é esse semanário de referência do nosso país, a Dica. Não há a nível de informação, jornal que se compare com este. O Expresso já era e o Sol nunca foi. É a Dica que nos dá as melhores notícias sobre economia, poupança, investimento. E depois tem uma completíssima secção de lazer o que o torna presença indispensável nas casas de banho do nosso país.
Ora numa incursão pela casa de banho reparei que a capa desta semana apresenta uma entrevista com RUI VILHENA, o nosso Vilhas. Antes mesmo de saltar para a página 5, reparo na foto: o nosso Vilhas padece do mesmo mal de tez que o Michael Jackson! Não pode ser, é o desatino da melanina! Além disso está substancialmente mais magro e com fortes parecenças com o Jorge Costa, conhecido atleta de artes marciais e que por vezes também jogava futebol. Não quis acreditar, saltei à 5, e li que este Vilhas não é o nosso… é um bem sucedido (pelo que diz a notícia) escritor de telenovelas portuguesas. Êxitos da TVI, que o povo gosta, mas que eu infelizmente não tenho tempo para ver, por a essa hora ainda estar a ler os diários gratuitos recolhidos de manhã.
Equívoco resolvido fixei-me noutras leituras e não posso deixar de vos sugerir o tampo para sanita marca Wenko que só custa 14,99€ e é de montagem fácil. Tudo no Lidl!
Quantos aos Vilhenas, pois nós ficamos com o nosso. Pela leitura este outro parece ser bom moço, mas não lhe conhecemos a voz. Além disso usa uma camisola com tantas letras que iríamos passar o ensaio a decifrar o que tem lá escrito…

17 novembro 2007

Fim do dia...

Na hora em que se faz o balanço do dia e pensamos no que mais nos marcou, recordo as notícias e as imagens que vi e ouvi. Teria sido a ameaça de fim do pacto da Justiça? A assinatura do último troço da CRIL que liga a Pontinha à Buraca? A ida do Almerindo para as estradas? Ou o sabermos todos com surpresa que há árbitros corruptos na primeira divisão da Associação de Futebol de Viseu? Não… nada disto ficará a marcar o meu dia noticioso e televisivo. O que me marcou foi passar por uma loja e ter visto, do lado de lá da montra, os nossos amigos dos Trabalhadores do Comércio na Praça da Alegria. Estavam acompanhados pela Marta Ren, pelo que presumo que estariam a cantar o “De manhã eu bou ao pom”. Do lado de fora só chegava a imagem.
Curiosamente no sábado cruzei-me com o João (que já foi pequenino, mas que agora já não é...), em Santa Catarina, e ele disse-me que o “Ardemmus Olhus”, tema do último álbum dos Trabalhadores em que nós participamos, saiu como single no início deste mês. Num mês em que tudo ardeu apesar de ser Novembro. O tema fala exactamente de incêndios…
Por isso resolvi trazer para aqui a versão do Porto Cantado 2001 para um clássico dos Trabalhadores do Comércio. Em Outubro desse ano os dois (ou três, já nem me lembro) concertos do Porto Cantado tiveram como encore este fantástico tema da banda do Serjão. Em 2007 eles regressaram cheios de força com o Iblussom. Ainda bem!

06 novembro 2007

Encontro de culturas

Num recente passeio pelas Lagoas, ali para os lados de Ponte de Lima, não me passou indiferente esta placa, de tal maneira que não resisti em tirar-lhe uma fotografia.
Não percebo o que são zonas húmidas de importância internacional, mas se têm direito a placa, é porque devem ser muito boas.
A verdade é que o que me veio logo à cabeça foi a nossa amiga São Rosas e o seu 8º Encontra-a-Funda. As inscriSões já estão abertas e basta carregar aqui para saberem mais.
Infelizmente não poderemos estar presentes. Estaremos em espírito, até porque somos jovens que seguem os princípios do amor espiritual... apesar de com a São ser impossível ser fiel a qualquer princípio...
Divirtam-se!

04 novembro 2007

Ultraje!

… é o mínimo que se pode dizer do que vou pôr aqui. E agora perguntam-me os senhores leitores “se é, então porque pões?”
Tudo começou na sexta-feira quando ouvi uma notícia sobre um desgraçado de um funcionário público do Algarve, que para curar as desventuras da sua profissão se dedica à fotografia como hobby. Eu percebo-o muito bem, porque só não tenho esse hobby, porque não tenho tempo, e, reparem, não sou funcionário público.
Voltando à história, estava o desafortunado muito bem a tirar fotos numa festividade lá para baixo, quando foi levado para a esquadra, confiscaram-lhe o material fotográfico e saiu 4 horas depois com termo de identidade e residência. Tudo porquê? Porque na festa, como em todas as festas, havia menores que foram fotografados. Vai daí o homem, a que já não chegava a desgraça de ser da função pública, passou logo a suspeito de ser pedófilo!
Sinceramente isto mete-me nojo. Hoje em dia se alguém cai na tentação de fazer uma festa numa criança, arrisca-se a ser arrastado por um grunho de bigode, a passar o dia na esquadra e a ser capa do 24 Horas.
Por isso lembrei-me dos tempos da Rádio Nova, e do Dia dos Senhores, o programa que tínhamos com o Sérgio Sousa, quando os mais mediáticos casos ainda estavam no segredo. Pelo dia da criança fizemos esta aberração que (como já aqui contei) valia sempre um almoço de domingo com os pais, cheio de censura por parte dos anciãos e pleno de arrependimento do filho pródigo. A minha mãe não perdoava (e ainda não perdoa) estas brincadeiras idiotas e lança sempre a pergunta “porquê, meu filho?”. Pois não sei… a verdade é que hoje achei que isto ficava muito bem aqui. Boa semana.
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25 outubro 2007

Louça sanitária

Na sexta-feira dia 12, fomos num salto a Lisboa para ilustrar sonoramente o lançamento da Laufen em Portugal. Pelo que o meu pequeno cérebro percebeu, a Laufen é uma espécie de Ferrari das sanitas, ou Vuitton dos bidés ou ainda a Cartier do material sanitário. Neste momento pertence ao grupo Roca que começa a promover estas obras de arte utilitárias no nosso país.
Não vou voltar ao tema do bidé, nem tão pouco dar argumentos de defesa para a boa qualidade estética de uma casa de banho. Relato antes uma história.
Alguns anos atrás estávamos na casa do Rui Reininho. Ao pedido da minha bexiga, solicitei ao Rui o uso de sua casa de banho. O Rui lá indicou e escuso agora de contar pormenorizadamente esse ritual que começa no desapertar dos botões das calças e acaba no enxugar as mãos… depois de as lavar, bem certo!
Mal chego à sala e pronto para comentar com os demais a minha visão, o Rui antecipa-se e explica: “Espalhei os discos de platina e ouro pelas casas de banho e pela cozinha porque são os sítios da casa onde acabamos por passar mais tempo”. Bem visto, Reininho! De facto, se pensarmos bem, é na cozinha e na casa de banho que estamos não só mais tempo, mas sobretudo mais dispostos à contemplação dos metais preciosos. Tivesse eu discos de platina, ouro, ou mesmo arcadas, colares ou Cristos, era nas instalações sanitárias que havia de por tudo à mostra!
Com a Laufen temos o chamado dois em um: temos a obra de arte à vista, e esta tem igualmente um papel útil (diria mesmo em certas circunstâncias salvador e redentor).
Agora, sonho um dia usufruir de material sanitário com design e assinatura. Até porque (cereja no topo…) uma sanita que tem uma tampa com queda amortecida, não é para todos. Pelo menos eu ainda não tenho…
Enquanto não é realidade vou revendo estas lindas fotos com o meu colega Tomi em simulações jocosas. Também ele ficou de beicinho pelo bidé em forma de gota…

21 outubro 2007

Porreiro, pá!


Foi nestes termos que o Sr. Sócrates nos surpreendeu a todos, naquela noite do consenso europeu. Tudo se passou enquanto abraçava euforicamente o Zé Manel. A verdade é que desde os brilhantes tempos do PREC que não ouvíamos tal vocabulário na boca de um destacado político. Verdade também é que com este uso linguístico o nosso primeiro não conseguirá nunca a tal inscrição na Ordem. É que, convenhamos, isto é discurso de electricista ou de mestre-de-obras e nunca de Engenheiro Electrotécnico ou Civil. Ainda assim fica muito bem num primeiro-ministro jovem e activo como ele gosta de mostrar que é, faltando-lhe apenas inserir no seu discurso palavras como tipo, bué ou o redentor daa-se!
Nós na sexta também nos abraçámos e também dissemos variadas vezes “porreiro, pá!”, no final do jantar que me juntou ao meu colega Jony, à nossa sócia Manela e ao Cadú de Andrade, músico e representante nesta noite da editora Asa Discos de Minas Gerais. Ontem houve comida, bebida e papéis para assinar!
Para todos os efeitos este é o primeiro contrato das Vozes da Rádio com uma editora estrangeira, o que além de nos alegrar, cria expectativas de uma aventura fora de portas. Desta ligação em breve daremos notícias.
Tudo se passou num sítio lindo aqui do Porto, junto ao Passeio das Virtudes. Como os políticos e os gestores, fizemos um jantar de negócios no Restaurante Cometa. A vista sobre o rio foi a testemunha necessária para estas coisas de contratos. Lá pelas duas da manhã regressámos, mas a testemunha ficou ali para certificar os abraços dos amantes, os lances de cartas dos jogadores e as passas dos gunas! Tudo ali nas traseiras do tribunal.

A foto de telemóvel tirada pelo nosso Marafuz que também lá esteve. Ficam até à mostra os documentos assinados e o Restaurante Cometa. Não comecem agora no brejeirismo saloio, à conta do nome da sala de pasto, de cogitar onde vamos meter os papéis.

03 outubro 2007

Continente e Ilhas

Nada melhor para comemorar o Dia Mundial da Música do que abrir as portas para o excelente trabalho “Sete e Pico, Oito e Coisa, Nove e Tal”. Assim pensou o Sr. Worten e o Sr. Continente. Desta maneira o nosso disco (que a humildade não me permite dizer que de facto é um excelente disco) passou a estar disponível em todo o país e nas ilhas nas lojas Worten e nos hipermercados Continente.
Depois das Fnacs e do El Corte Ingles, eis que o álbum de homenagem aos Mafras faz o pleno do território nacional. São mais de 90 lojas que passam a ter o nosso trabalho. E se São João da Madeira vai passar a ser a capital do peixe fresco e da melhor carne (acumulando à já brilhante distinção de capital do calçado, das rotundas e vice-capital do tunning em fiats uno), passa acima de tudo a ter hipótese de comprar um dos melhores álbuns de sempre da história do a cappella português, gravados em 2007.

Para não sermos acusados de parcialidade e de publicidade descarada às lojas do grupo Sonae, que tão bem nos estão a tratar, fica aqui uma recordação de 29 de Julho. Fnac do Chiado. Jony observa como uma solha (que como sabem tem os olhos à banda, assim diz sabiamente o povo) o cartaz do nosso show-case por aquelas paragens. Era Verão e estava muito calor.

27 setembro 2007

Zamburra

O meu bom amigo João Silva, em vésperas de partir para Newcastle para fazer o doutoramento, não resistiu em mandar-me esta pérola do folclore nacional. Como escreveu ele "não há nada mais étnico do que isto". De facto, nada podia ser mais português: a explicação da senhora tocadora, o cântaro de lata e a pele de ovelha ou borrego. A técnica de execução é, também ela, tipicamente portuguesa. A zamburra ou sarronca correu mundo noutros tempos, e deu à luz por exemplo a cuíca que anima os carnavais brasileiros.
João, espero que o frio e a solidão de Newcastle não te levem a tocar zamburra de forma desbragada, pelas ruas do teu novo poiso, matando assim saudades desta tua terra. Refugia-te antes no bacalhau e no tinto. A zamburra pode ser imagem de marca nacional, mas não é a coisa mais bonita do mundo. E sinceramente, como teu amigo, não quero que sejas conhecido nos meios universitários ingleses como tocador de zamburra.

23 setembro 2007

Porque hoje é domingo

Em tempos instituí, aqui no blog, o domingo como o dia ideal para apresentar inéditos, gravações antigas, músicas ao vivo, enfim os tesouros escondidos de um grupo a cappella.No seguimento de uma troca de e-mails com a nossa amiga Sofia Espada, manager da revelação Nancy Vieira, aqui deixo o nosso tema de lançamento, os Índios da Meia-Praia. Como apareceu, já aqui foi contado, mas rapidamente relembro-o. O ponto de partida foi um disco de homenagem a Zeca Afonso, os Filhos da Madrugada. Havia 2 vagas para grupos novos. O jornal Sete publicou o anúncio, nós enviamos a maquete. Em Dezembro de 93 lá estávamos na Rua da Centieira, Olivais Sul, a gravar no estúdio Angel 2, com a produção dos ex-Trovante Manuel Faria e João Gil.
Cantámos os Índios até 96 e depois, por uma série de motivos, deixámos de cantar. Em 2004 e a convite da Antena 1 repegámos no tema. Em 2006, com quinze anos e com fantasmas bem eliminados, reintroduzimos no nosso alinhamento.
Esta versão que aqui vos deixo, foi gravada na Fnac de Gaia, por altura do aniversário da loja. 14 de Novembro de 2006.
Para quem nos segue desde os tempos dos Índios, aqui ficam os Índios de 2006.
Bom domingo.

22 setembro 2007

Vitor e Becerro

Em termos de mau gosto e piroseira generalizada ainda temos que aprender muito com os nossos vizinhos espanhóis. Basta uma ligeira incursão em terreno alheio para na primeira mirada darmos com um ícone de gosto terrivelmente duvidoso. Já nem apelo às clássicas bonecas sevilhanas, que dão goleada aos nossos galos de Barcelos, nem às mini-espadas de matadores de touros que cortam qualquer hipótese às nossas canecas das Caldas. Falo de coisas simples. Como o melão ou o presunto!
São esses dois produtos alimentares que trago hoje aqui. Até porque melão com presunto (que duvido tenha sido “inventado” por espanhóis), é uma iguaria que faz parte do meu top de entradas.
Ora os nossos vizinhos têm uma forma original de rotular os seus produtos: chapam com uma etiqueta, que contem a fronha de uma criança. Do melão Vítor Manuel, penso não ter muito para dizer… provavelmente muitos de vós já o compraram por aí nos Continentes e afins, e com um pouco de jeito até já espetaram um facalhão pelo meio da carinha do menino. Fica sempre a dúvida “quem é o menino?”. Será o próprio Vitó? Será o filho do meloeiro? Ou talvez até o neto? O mistério instala-se em mim de cada vez que vejo o olhar terno da criança por cima da casca do melão.Estas férias, numa escapada de um dia a La Alberca, terra de boa carne e bom presunto, trouxe, juntamente com o Jony, um presunto de marca Becerro… A escolha foi condicionada pela etiqueta adstrita à perna do bácoro. Mais uma criancinha, desta vez com roupa à campino.
Imaginei logo a foto do Becerro com o Vitó como forma de publicitar o melão com presunto. Seria uma campanha com impacto, sem dúvida e não sei como é que ainda não se lembraram disto.
Já em terras lusas, e enquanto deglutia o presunto, dei comigo a pensar neste terrível hábito de pôr fotos de menores nos produtos. Será apenas e só mau gosto? Estava com esta dúvida existencial quando se fez luz na minha cabeça! Não, é claro que não!

Uma série de acontecimentos que ultimamente nos têm sido servidos nos noticiários, abriram-me o espírito. Esta é a forma inteligente e eficaz de, em caso de desaparecimento das crianças, se dar a conhecer a sua cara e assim ser mais fácil o seu aparecimento.
Reparem, se o Vítor Manuel ou o Becerro desaparecerem, toda a gente lhes conhece o frontispício. Não podem ir longe. Por outro lado, as estruturas de Marketing e Vendas das marcas podem até tirar proveito disso. Em vez de colarem fotos dos meninos nas estações de serviço, enchem aquilo de presuntos e melões… e, do mal, o menos, pois com as vendas sempre se lucra alguma coisa.
Com este ensinamento, pretendo num próximo ensaio propor a reformulação do nosso logótipo. Porque não tirarmos a nossa silhueta e colocarmos lá os nossos rebentos, em escadinha? São ao todo sete lindas crianças que estariam nos nossos cd’s, nos cartazes, nas t-shirts, no blog. Seriam caras marcadas e internacionalmente conhecidas! Ficaríamos nós mais descansados.
Definitivamente, os espanhóis estão na vanguarda da frente (o célebre epíteto do Café Cenáculo) no gosto foleiro. Mas também estão na prevenção do desaparecimento de menores...

20 setembro 2007

Corrupção

A corrupção chegou às Vozes da Rádio! É triste ter que o admitir, mas foi ela (a corrupção) que nos “roubou” um dos nossos. Bom, a história não é totalmente assim. A culpa é nossa, que temos revelado ao mundo uma série de gente incrivelmente talentosa e que depois naturalmente vai tendo outras solicitações.
Conheço o Carlitos há mais de 20 anos. Fui seguindo, como amigo, o seu percurso. Lembro-me do dia em que ele me contou que iria sair de engenharia e ia fazer o que seria o seu sonho: o curso de som e imagem. Lembro-me do relato das aulas que teve com um tipo que era argumentista do Almodôvar. Lembro da nossa conversa quando o convidei para trabalhar mais de perto connosco, por alturas do concerto de inauguração do Museu da Alfândega. Dos vídeos das Mulheres, do acompanhamento das gravações, dos concertos com vídeo em tempo real e do dia em que ele me contou a decisão de ir viver para Lisboa por questões de trabalho. Pois nem uma semana, o desgraçado esteve sem trabalho! Como podem ler, ele está em grande! E nós ficamos muito felizes!
Carlitos, como podes comprovar, fica cumprida a minha premonição de 2000: trabalha connosco e pode ter a certeza que não te vais arrepender. Assim tem sido com muita gente, desde designers, a técnicos, passando, como é óbvio, por músicos. Já agora… ainda temos trabalhos pendentes, não é? Vamos lá acabá-los!

16 setembro 2007

Reviravolta

O nome, logo à partida é simpático e identificamo-nos com ele. Reviravolta é também aquilo que procuramos constantemente fazer. Por isso foi muito fácil respondermos afirmativamente ao convite que a Associação Reviravolta nos fez para estarmos hoje no primeiro aniversário da loja de comércio justo da Rua de Cedofeita.
Esta tarde, 15 de Setembro, lá fui eu e o Tomi (e não sei se mais algum colega meu, mais tarde) dar um abraço e os parabéns à malta da Reviravolta, em especial ao Guilherme que nos dirigiu o convite para estarmos presentes nesta festa de aniversário. Tomámos cafés, sumos e comemos bolos (tudo feito com produtos que são lá comercializados e que resultam do princípio do comércio justo). A causa em si é nobre e queremos mesmo acreditar que a reviravolta está a começar em pontos onde ela precisa ser feita. As Vozes da Rádio mostram assim que também são um grupo de (boas) causas e não só de festas pecaminosas, como pode às vezes parecer da leitura deste blog.
Por isso amigos, depois de torrarem todos os euros possíveis e imaginários em nós (que mais que comércio justo, é acção benemérita para com cinco músicos), passem nas lojas de comércio justo (ou em Cedofeita ou no Parque da Cidade, aqui no Porto) e abasteçam a despensa, decorem a casa ou juntem-se a nós, comprem uns instrumentos musicais, pratiquem, e inscrevam-se no sindicato dos músicos.
Nós com as compras feitas! Queríamos ser solidários com os plantadores de coca da Colômbia e os floricultores de papoilas do Afeganistão para oferecer aos nossos amigos de grupo produtos de qualidade. Infelizmente o comércio justo não cobre estes produtos artesanais, por isso fizemos comprinhas para nós: chás e cafés do Sri Lanka, Brasil e Bolívia.

11 setembro 2007

Coisas de Lisboa que não entendemos II

Ok, assumimos, fomos lá ao engano levados pelo nome do edifício... mas já agora, então para que é que isto serve? Porquê esta patética homenagem aos goffres ainda para mais sem recheio? Já não nos chegam as waffles da Triunfo com sabor a chocolate? São estes pequenos nadas que criam o fosso norte-sul. Pequenas esquírolas culturais que nos afastam. Saibamos pois, colmatar estas diferenças, fazendo pontes dentro de nós.

Coisas de Lisboa que não entendemos I

Alguém nos explica isto? Boca seca, coluna húmida? E só para bombeiros? Não consigo esconder a minha inquietação por esta mensagem, que me parece subliminar. Passava por esta placa todos os dias ao sair do apartamento. A verdade é que muitas manhãs saía com a boca seca, mas (que me lembre) nunca senti a coluna húmida... São estes mistérios e estas diferenças que nos separam...