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31 maio 2011

Nas bordas duma Cigana

Ando a passar por uma fase engraçada... Quando era mais novo, ouvia os mais velhos a dissertar sobre o que era mais importante na vida. De tudo o que ouvia, algumas migalhas ficavam, a muito custo. Pensava que, pelo gap geracional, mudavam-se os tempos e também as vontades. Chego à conclusão que isto não passa de uma simples repetição. O que outrora não tinha importância nenhuma, por estar a ficar menos miúdo a cada dia que passa, agora começa a ter um peso significativo. Podia dar resmas de exemplos, mas fico-me por um bem interessante - o fado. Ora, eu nunca fui habituado a ouvir fado. Em casa, não ouvia fado. Sempre que dava fado, eu reagia como a maior parte dos miúdos que não está habituado a ouvir: língua de fora, olhos semi-cerrados e um enorme "bleah" visceral. Com o tempo, com as marcas da vida, com as rugas e brancas... o fado começa a fazer sentido. Agora, ao ouvir grandes vozes do fado, a reacção é bem diferente. Ouvir uma Amália, um Camané, uma Mariza, uma Aldina Duarte, uma Mafalda Arnauth... é sempre um prazer. Mas ouvir a Cátia Alexandra é uma coisa de outro mundo!

Hoje, tentando encontrar algo específico no youtube, dei de caras com esta pérola. Cátia Alexandra, uma fadista gótica, que canta no 2º Festival Alternativo da Canção. Vou partilhar convosco a canção "Nas bordas duma Cigana", canção nº 4. Ressalvo a importância de observarem o seguinte:
  • qualidade de vídeo;
  • apresentadora de luxo, que atinge o seu auge ao proferir termos como "alternatividade", "fanzice" e "vausto auditório";
  • o compasso de espera que a artista faz, acicatando o público e fazendo desesperar a apresentadora;
  • o primeiro acorde da guitarra (afinação enquadrada no festival - completamente alternativa!);
  • a riqueza da poesia;
  • interpretação de alto nível.
Felizmente ainda há coisas que me surpreendem. Seria extremamente egoísta se não partilhasse. Desejos de uma boa audição e de uma excelente noite.


10 maio 2011

Resposta ao azar

Estamos a atravessar tempos difíceis. Diria até de grande azar, inspirando-me no último esgalhanço do Tomi. Mas não é preciso sofrer mais! A resposta à prece de tanta gente veio directamente da minha caixa de correio. Comprovem:


Este digníssimo professor consegue mudar a nossa vida. E, numa prova de grande humildade, admite que Deus também pode mudar. Mas como Deus não é um astrólogo cientista espiritualista vudu, fica difícil fazer as coisas sozinho! Dá para perceber pelas breves palavras do professor que consegue dar resposta a muitos problemas que existem na nossa sociedade, no país, no mundo... E, se lerem com muita atenção, poderão constatar, como eu o fiz, que o nosso PM já contactou o professor. Ora acompanhem-me:
  1. juntar dois amores separados em menos de 24 horas - só me vem à cabeça o debate entre o próprio e o Portas, principalmente aquele último aperto de mão...
  2. negócios - apesar do PEC 4 ter sido chumbado, não correu assim tão mal, para o seu lado.
  3. invejas - há umas semanas, o Passos Coelho aparecia em primeiro nas sondagens, com alguma distância. Agora, nem por isso.
  4. maus-olhados - a quantidade de gente que lhe tem rogado pragas era o suficiente para ele estar entrevadinho no seu leito! Mas ainda tem forças para correr numas mini-maratonas.
  5. saúde - ver ponto 4.
  6. doenças espirituais - duvido que o espírito ainda habite a carcaça. Esta não conta.
  7. Impotências - ver ponto 1.
  8. Sexuais - tive dificuldade em entender o que o professor queria dizer com isto...
  9. justiça - Desde freeports a diplomas de domingo, é só escolher...
  10. vício de droga - não aplicável. O dinheiro não dá para isso... Só para fatos humildes que compra.
  11. tabaco e álcool - dois produtos onde fica bem subir os impostos. Sempre a escalar!
Já está convencido? Vá, se precisar, ligue! O trabalho é feito à distância e o pagamento só é feito depois do resultado! Um exemplo para todos nós. Acredito que o futuro será assim.

25 janeiro 2011

Under the Sea

Se Júlio Verne estivesse vivo e com muita vontade de escrever, provavelmente ficaria inspirado com as notícias de hoje e conseguiria apresentar o seu novo hit: Mil e Um Milhões de Euros... em Léguas Submarinas.

22 janeiro 2009

Hoje comi cherne

E lembrei-me que já me cruzei com o dito, lá para os lado de Saragoça. Nessa noite também vi e ouvi a Diana Krall. E nessa mesma noite constatei que nuestros hermanos não pescam nada de inglês. Só cherne.

13 janeiro 2009

Fotos

Dr. Jekill and Mr. Hyde.


Tomi a mudar-se no camarim.






O team Maravilha em lazer.






Eu, com o Monte da Virgem "por trás", depois da tempestade de neve na sexta-feira passada.




04 dezembro 2008

João Broncas - o Mito

Em primeiro lugar, os meus parabéns ao Jony e esposa pela coragem de trazer ao mundo mais uma criança.

Os últimos tempos têm sido engraçados. Quando estamos felizes, pensamos que conseguimos transmitir good vibrations to everybody, mas por vezes sentimos que essa tal felicidade é de difícil digestão a algumas almas entristecidas, e que, por levarem vidas complicadas, não toleram a felicidade dos outros... No passado fim-de-semana relembrei um cromo italiano que poderá ajudar a ultrapassar a tristeza dessas almas penadas. Chama-se Alvaro Vitali, preencheu um pouco da minha infância mais demente, lado a lado com o Herman José e o Benny Hill. É conhecido por Pierino, mas por cá chama-se mesmo João Broncas. Deixo-vos com um pequeno exemplo do seu excelente trabalho, mas quem quiser pode esfordaçar no youtube e descobrirá mais coisas lindas.




Duas coisas que me lembrava muito bem: o seu riso frenético e a sua expressão ao trincar o lábio, como quem diz "mamma mia". Já a matrona do vídeo... não me diz nada. Mas posso afirmar com segurança que, dentro do grupo, há quem goste bastante desse campeonato...

14 fevereiro 2008

Dia dos namorados

Hoje é dia dos namorados! O sol brilha, os pássaros chilreiam, os casais amassam-se, a felicidade paira no ar. Confesso que nunca gostei do dia dos namorados... porque, mais uma vez, alguém se lembrou de pegar num dia dedicado a um santo (ainda por cima de um que tem nome de corrupto) e, à conta de marketing, transformá-lo em cifrões: é a obrigatoriedade das prendas, é o jantar junto à praia com menu da época, são os chocolates do natal que não se venderam e que estão no limite do prazo de validade mas que com um embrulhinho ornamentado de corações marcham na mesma... e parece que a malta gosta disso. O que é certo é que os actos nobres e puros estão em vias de extinção. Hoje, felizmente, alguém conseguiu provar-me o contrário!
Manhã doirada, oito horas e dez minutos, estava a menos de 500 metros de distância do meu local de trabalho, eis que a minha atenção de condutor consciente é quebrada com algo escrito no asfalto, em letras garrafais. "Agora a moda é fazer graffitis no meio da rua?"- dei por mim a pensar. Depois, fez-se luz: se ontem, no mesmo local, a estrada permanecia cinzenta e triste, hoje sendo dia dos namorados... só pode ser uma declaração de amor! Como pessoa humana romântica e sensível, nem hesitei em fazer marcha à ré para apreciar a beleza poética do escrito urbano. O que vislumbrei é indescritível. Optei por estacionar o carro em local seguro e dei uso à máquina fotográfica do telemóvel.



O Eusébio é grande! A coragem, a determinação, a sensibilidade, o pomenor de comprar uma lata de tinta de retoque para automóveis da cor escarlate, da cor quente da paixão! É sem dúvida um acto digno de registo! Porém, mesmo às oito e dez da manhã, a resposta não se fez esperar... E provavelmente, quem deu a resposta não foi a pessoa desejada... Senão comprove-se com a seguinte foto.




Uma pergunta que fere... Uma questão pertinente... Um erro ortográfico óbvio no início da frase... A tensão surge... Será uma pergunta retórica? Quem é o "Anjinho"? Será esta a assinatura do segundo vilipendiador deste asfalto virgem? Quem terá escrito tal coisa? Quem é a tal que o Eusébio amava "á" um ano atrás? Antes que conseguisse sequer pensar em possíveis respostas a estas questões, os meus olhos rebolaram para o fim desta tela romântica.


Problema resolvido! Pode à primeira vista parecer um arrufo entre um rapaz apaixonado e uma ex-namorada sua... mas não! Quem se lembra do Eusébio, a lontra do Oceanário? Pois ao que parece, trocou a sua Amália por uma vaca, de nome desconhecido. E é claro, até nos animais o ciúme habita. Recordemos tempos que pareciam durar para todo o sempre. E já agora, feliz dia dos namorados, sejam solteiros, animais ou casados.

20 setembro 2007

Memórias...

Porque hoje desloquei-me ao ginásio com a t-shirt oferecida pela São Rosas... Ofereço-lhe isto:


Há quem te ofereça rosas, São... eu vou mais longe e ofereço-te uma rua, bem no meio do Oceano Atlântico... Penso que se situa em S. Miguel, fotografei-a numa das nossas visitas "em trabalho" aos Açores. Lá não servem tofu, mas têm bolo lêvedo, Kima maracujá e Chá Gorreana. Como será o sabor da soja cozida nas furnas?

04 julho 2007

Homem Cruzeta (ou Cabide, para os mouros)

Tomi, sempre em grande, nos camarins do maxime.





Estas fotos foram tiradas quando lhe deram a notícia que ia ser pai pela quarta vez... Felizmente (ou nao!), como ainda nenhum de nós frequentou o Holmes Place, e devido ao excesso de peso, a cruzeta não aguentou e quebrou-se... senão, hoje ainda lá estava, tipo penduricalho, a levar com o programa do gadocha dos pastéis, que tanto idolatra. Tomi, não estejas preocupado... Mais dia menos dia, os nossos cartões VIP chegam (haja fé) e daqui a meio anito pode ser que a coisa resulte. Até lá, podes sempre acompanhar-me num jogging, na Av. Brasil. Alguém mais alinha? Vamos ser solidários, ele merece. Se não conseguirem, comprem o Sete e Pico, que também ajuda o artista.

11 fevereiro 2007

Polaroid, parabólica e diospiro

Raramente julgo as pessoas à primeira vista... Não faz parte de mim fazer juízos de valor imediatos. Mas confesso que hoje não consegui evitar tal! Hoje tive uma daquelas experiências irrepetíveis, só ao alcance de alguns (daqueles que não têm mais que fazer num chuvoso domingo à tarde).
Como pessoa atenta, consciente e em constante formação, as tardes de domingo servem para encher a bagagem do conhecimento. Hoje, aproveitei uma das várias ofertas da programação educativa da Casa da Música: um workshop sobre esculturas sonoras de nome Ouvir ou Ver? OuVer!, monitorizado por João Ricardo de Barros Oliveira. Por acaso já tinha visto algo num telejornal, faz anos, sobre alguém que transformava lixo (literalmente) em objectos sonoros. Fiz, obviamente, o "link" para as Vozes... também nós, muitas vezes, transformamos lixo musical em música audível. O que é certo é que bastaram 10 minutos de discurso, numa postura informal, para perceber que o senhor (apelidado pelas crianças de "cientista") de certeza que tinha fumado umas cenas marroquinas, daquelas que atordoam e fazem rir. Shame on me! Não se deve julgar assim, com esta leviandade, as pessoas humanas... Depois, passados mais 10 minutos, apercebi-me que o senhor era mesmo assim, excêntrico. E não fazia nada para disfarçar. Constatação aparte, o que se aprendeu lá? Que é possível fazer algo com lixo. E essa moral é bonita: por esse mundo fora somos obrigados a trabalhar e conviver com lixo (refiro-me não só a condições físicas e morais pouco dignas, mas também a contactos humanos). Portanto, acredito que o lixo, com alguma imaginação e vontade, pode ter valor. Isso dá algum alento para o futuro, não?


Aqui está o verdadeiro postal, com mais uma construção. Ou, como ele diria, uma construSom. Uma mistura de simpatia, genialidade e loucura. Se quiserem, podem ver mais aqui.

13 janeiro 2007

Sexo

Têm com certeza seguido a forma como o meu colega Jony justifica os seus comportamentos sacudindo a sua responsabilidade e justificando-os com aquilo que ele considera de “nefasta influência dos meus amigos de grupo”. Pois nada mais falso. O Jony, apesar do seu comportamento discreto e às vezes até sorumbático, é das mentes mais perversas e distorcidas que conheço. Por isso o seu comportamento perante a D. Merche no programa “Portugal no Coração”.
No seio do grupo e sempre que eu estou presente o tema sexo é raramente aflorado e quando é, é sempre feito de forma séria, respeitosa e tendo em vista em vista a edificação e elevação do ser humano. Não há lugar ao brejeiro, ao facilitismo rasca, à ordinarice nem à vulgarização. Tudo é falado numa perspectiva de vida, de encontro amoroso, de estado humano de plenitude. Foi com este espírito que em certa noite de Julho marcámos presença num jantar no Degusto em Matosinhos para falar sobre sexo, juntamente com a Joana Amaral Dias, o Edgar Pêra e o Carlos Magno. Palavras com nível, pensadores brilhantes…
A presença da Dra. Marta Crawford, conhecida sexóloga, no “Portugal no Coração” deu mote a uma conversa entre nós, mais centrada em mim e no Tomi. A grande questão que ali se levantou foi como será ter uma relação com uma sexóloga.
O tema foi esmiuçado, deu lugar à especulação, à simulação pélvica por parte de alguns colegas cantores. Tudo, é claro, com máximo respeito e tendo em conta os mais altos valores humanos.
Como em todas as grandes discussões não se chegou a conclusão alguma. Para mim deve ser algo extremamente difícil. Bem pior do que convidar o Chefe Silva para experimentar um bacalhau cozinhado por nós, bem mais humilhante que cantar um fado para o Camané ouvir, bem mais vergonhoso que pintar um quadro para oferecer à Paula Rego.
Uma boa sexóloga sabe tudo sobre… aquilo. Imagino logo um intróito, um longo prefácio pré-acto onde ela explica de forma científica e minuciosa tudo que se irá passar. Só aqui, há logo um desanimar das tropas, um convite a sair de campo. Mas imaginemos que se ultrapassa esta fase. Avança-se determinado e tudo é consumado. O acto em si irá parecer uma prova de patinagem artística com direito a nota técnica e artística. O que se deve privilegiar? A técnica (marcação certa, compassada, postura firme, respiração controlada)? Ou a arte (o improviso, a criação, o efeito surpresa)?
No fim, a avaliação. Os aspectos positivos, os negativos, aqueles onde podemos melhorar e aqueles que são estruturais e que revelam uma terrível falta de bases. Planos de recuperação, estratégias de trabalho, trabalho individual, tudo pode ficar ali naquele momento definido com vista a melhorar a performance. Cada acto de amor é um verdadeiro exame. Cada momento de intimidade pode traumatizar para todo o sempre o examinando. Pode como consequência drástica levá-lo a recorrer aos serviços de uma sexóloga! O que convenhamos, não é bom sinal…

Faço aqui ligação com o primeiro parágrafo. Estava eu, pai extremoso, a tirar um fotografia a um globo de pinchonas para mostrar aos meus filhos e aparece o Jony que tapa a letra H. Porquê? Nem eu percebi...

05 janeiro 2007

O regresso do facilitismo

A bola. Essa marota que nos acompanhou durante muitos e bons momentos... Chegou a ditar todos os nossos passos. E por isso mesmo, foi posta de lado, porque a vida já não tinha piada. Qual tarot, qual carta astrológica, qual pau de cabinda... esta bola é mesmo de confiança! Para este novo ano que entrou, desejo tudo de bom para todos. Se quiserem saber o que o futuro vos reserva, façam todo o tipo de perguntas. A bola responder-vos-á.















Ps: é óbvio que perguntei à bola se poderia postar aqui a sua foto e disponibilizar os seus serviços. A resposta foi elucidativa: YOU CAN COUNT ON IT