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11 maio 2011

Ora ponha aqui o seu pezinho!

Não era sobre isto que tinha pensado escrever, no entanto o Tomi com o seu escrito de segunda-feira, desempoeirou as memórias do programa "Dia dos Senhores" que durante dez meses esteve no ar, na Rádio Nova. Hoje, quase dez anos depois olho e ouço para trás e fico com a imodesta sensação que o raio do programa era mesmo bom! Os poucos que ainda hoje nos falam sobre o "Dia dos Senhores" referem-se a um marco no humor radiofónico. Eu, que também vi o Marco, a Heidi e a Abelha Maia, sinto o mesmo. E sinto saudades das noites passadas nos estúdios da Nova, à volta da máquina do café e do chocolate quente, dos textos martelados ali em cima do joelho, do verde da quinta do Senhor Engenheiro, dos mixs à volta dos soundbytes que os cromos do país vomitavam na altura, das audições ainda na cama ao domingo de manhã, dos teasers que o Álvaro Costa passava nas manhãs da Nova, dos anúncios que saíam no Público, dos streamings que levavam gentes de outras paragens a ouvirem-nos (e que orgulho senti quando um dia, um senhor telefonou-me e a meio da conversa confessou ter sido ouvinte regular do programa em streaming. Esse senhor, começou a ligação assim: Olá Jorge Prendas, daqui fala Ricardo Araújo Pereira, não sei se me conheces... sou de um grupo chamado Gato Fedorento... sou o mais parvo. A isto respondi: eu também sou o mais parvo do meu grupo), da crítica moral e ética que a mãe fazia quando não gostava de certas coisas que ouvia, dos teatrinhos radiofónicos, dos arranjos feitos on the spot, das emissões gravadas ao vivo no Bflat... enfim, de tantas aventuras que dez meses de um programa semanal de 2 horas proporcionam.

Muito desse material repousa em discos duros, cd's e outro material de arquivo. reparei que além do vídeo que o Tomi pôs, há um outro desses tempos: o meu pé, um tema pungente, aqui numa versão diferente daquela que se encontra no cd "Pérolas e Porcos".

Aqui fica o pé, numa altura em que ninguém pode pôr o pé em ramo verde, ou em que todos nos preparamos para sobreviver ao pé-coxinho. E antes que comece tudo ao pontapé, deixa-me ir embora, desligar as luzes e tirar a carne picada do descongelador para amanhã fazer rissóis aqui para o tasco.

18 novembro 2007

Freddy

Depois de um dia que teve uma das manhãs mais insanas da minha vida e um domingo à tarde na Fnac de Braga onde ao calor tropical da loja se juntava um burburinho ensurdecedor, nada mais me resta que desencantar umas memórias de nível para colorir as paredes aqui do tasco.
Da nossa manhã de hoje, nada por agora, vos posso contar. Não tenho dúvidas do que escrevi em cima: foi uma das mais insanas da minha vida, e julgo não cometer nenhum exagero se disser que dos meus amigos também.
À tarde a Fnac, foi de enchente. Estava mesmo a abarrotar o fórum da nova Fnac que, tal como alguns por onde já passámos, prima pela falta de espaço. Um pouco mais de espaço e as pessoas agradeciam, porque poderiam assistir mais comodamente e as meninas do café também, porque com certeza venderiam mais. Quanto à performance, que posso dizer? Que correu bem e que ninguém arredou pé. Fica inaugurada mais uma loja e fica o disco mais uma vez apresentado.
Mas volto à memória de hoje. Mais uma do Dia dos Senhores e mais uma feita para o Dia Mundial da Criança. Da mesma maneira mais uma que prima pela estupidez e falta de senso. Freddy the man in skirts tem explicação no final dada pelo idiota que fez tamanha anormalidade, numa entrevista conduzida por Sérgio Sousa, uma referência no jornalismo de investigação, como pode ser constatado diariamente na Rádio Nova e semanalmente no programa Liga dos Últimos da RTP-N.

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30 setembro 2007

E o que é que faz falta?

O assunto vai ser abordado aqui pela segunda vez. Não o faria se não o achasse de extraordinária importância. É aliás assunto recorrente, nas viagens da Vozes. Quantos milhares de quilómetros foram já feitos tendo como banda sonora a discussão sobre o uso do bidé.
Há neste grupo quem defenda o uso obrigatório deste equipamento sanitário. Há quem o considere de importância menor, e como tal, podem imaginar o tipo de argumentação que é usado para defesa da sua dama… quer dizer, da sua opinião, não vá a imagem causar confusão nas vossas mentes.
Como disse, repito a história: as nossas duas passagens por Macau (1996, 2001) ficam marcadas de forma indelével pela ausência de bidés nos quartos. Falo-vos de uma opção clara dos asiáticos, pois tratavam-se de hotéis com mais estrelas que o plantel do meu Benfica. Em vez de seguirem os bons hábitos que os lusos para lá levaram, foram pelo caminho dos americanos com a ausência do bidé. Ao invés, têm umas sanitas que parecem réplicas caseiras dos lagos suíços: água até ao rebordo, sem termos percebido a verdadeira utilidade de tal. Ainda sugeri que podia eventualmente ser útil para lavar a cara aos pequenos, mas ninguém me acompanhou neste raciocínio.
Eu, que ocupo a barricada dos que vivem sem água, sem luz, sem comer até, mas nunca sem bidé, sobrevivi a estas duas viagens, que somando os dias todos, dão mais de 3 semanas.
Na nossa também aqui já falada passagem pela rádio, não deixámos de cantar a nossa revolta, e assim fizemos este “Falta-me um bidé”, sobre um êxito disco de Patrick Hernandez (Born to be alive). É este momento maior da rádio portuguesa, talvez só ombreando com os comunicados do MFA transmitidos do posto de comando do Rádio Clube Português, que aqui vos deixo, como que antecipando o Dia Mundial da Música. Chamo a particular atenção para a incrustação final inspirada no grupo de cantares de Manhouce. É a cereja no topo do bolo. É isto que faz de nós, modéstia à parte, os maiores!

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04 agosto 2007

Coisas do tempo da rádio...

Eis que chega Agosto e com ele uma experiência quase nova para nós. A partir de amanhã à noite estaremos aos domingos, segundas e terças no Arena Lounge do Casino Lisboa das 00h à 1h num espectáculo único de cor e fantasia! Carreguem aqui, aqui ou aqui e terão de fontes diferentes a informação completa.
Quando escrevo experiência quase nova é porque se é nova pois nunca actuámos no Casino Lisboa, por outro lado já estivemos 2 meses no Wonder Bar do Casino Estoril, sempre às sextas-feiras. Estávamos em Janeiro de 2003 e nessa mesma altura gravámos as últimas emissões do Dia dos Senhores na Rádio Nova.
Durante 10 meses o programa Dia dos Senhores foi transmitido das 10h às 12h de domingo na já referida Rádio Nova. Além destes cinco dementes, estava também connosco o Sérgio Sousa ainda hoje na Nova além de cronista na revista do JN e repórter da Liga dos Últimos.
A insanidade reinou nos estúdios e quantas sessões de gravação dos programas eram interrompidas por mais um riso, por mais um palavrão, por mais uma desconcentração.
O que hoje deixo aqui é só mais uma dessas insanidades. É uma daquelas que valia sempre uma conversa séria ao almoço de domingo. Ainda hoje gosto de almoçar aos domingos com os meus progenitores. Eles, como bons pais, eram ouvintes atentos do programa. À hora da comida dizia-me a minha mãe: “ouvi o que vocês cantaram… não tem piada, filho! Há tanta coisa com que podem brincar… promete-me que não voltas a fazer isto!” (isto é só o “sumo” de um discurso grande, muito bem articulado e extremamente reprovador do que fazíamos) e eu lá prometia com ar de arrependimento, que se desvanecia mesmo antes da sobremesa. Na semana a seguir lá fazíamos pior… e lá voltava a conversa. Hoje mesmo ao ouvir estas parvoíces (esta em especial, que hoje aqui vos deixo) sinto-me arrependido… mas amanhã, no carro, e na companhia dos outros animais sei que direi coisas bem piores! Este é que é o problema!

Ao som original da rádio adicionei imagens de estúdio e outras que estavam aqui perdidas nos sectores do disco duro. Há uma outra versão para este lindo trecho de nome "o teu pé". Um destes dias também o ponho aqui...

17 janeiro 2007

Desculpar o quê?

Este blog virou um depósito de lamechices, com colegas pedindo desculpa a colegas, pelas desculpas que ainda hão-de pedir, desculpando-se todos mutuamente, parecendo mais um ritual de acasalamento tribal das margens do Rovuma do que um grupo de homens, viris e machos como se espera de puros sangue lusitano. Abro o nosso blog e sinto estar numa quermesse de beneficência num qualquer salão paroquial dirigido por jovens e diligentes escutas, que distribuem sorrisos e carícias seja a homens, seja a mulheres! Mas afinal onde estamos? Afinal que blog é este? O das Vozes da Rádio? O das minhas Vozes da Rádio que há 16 anos comecei a edificar? Estou no nosso blog ou na fila para entrar no Boy’r’Us? Estou na nossa casa ou numa happy hour de uma qualquer discoteca colorida?

Tudo isto reflexo sabem de quê, senhores leitores? De uma gripe que na segunda me reteve em casa. Não houve ensaio para o Joca (fiquei inspirado pelas recentes entrevistas do Luisão. Eu gostava de ser futebolista, mas como não consegui ser, vou falar como eles, está bem?) e o Joca ficou de molho em casa. Enquanto isso, faltou a voz de comando, a voz da autoridade na sala de ensaio. Faltou o Joca, entenda-se. E quando falta o patrão, dia santo na loja! Imagino, deve ter virado um regabofe, uma verdadeira festa do farfalho, como o Vilhas baptizou há uns anos. Cada um a mostrar a perninha ao outro, se está negra, se está depilada, se está lisa, ou enrugada… a desculpar-se do que disse, do que fez, do que queria fazer. Meus colegas, tenham vergonha na cara! Têm de ser homens!

Para esclarecer de uma vez por todas o que se passou na RTP, e para não cairmos num ciclo de desculpas infertil, o Joca diz-vos que foi apenas azar! O Tomi há 5 anos já o anunciava no Dia dos Senhores Alive, gravado no b-flat em Matosinhos, conhecida casa de fados do subúrbio do Porto. Ora ouçam a magnifica interpretação do homem da perna pisada, seguido dos não menos brilhantes colegas onde se inclui o Joca no piano, o Vilhas na guitarra, o Miúdo no coro e animação cultural e Jony no coro e órgão Casiotone. Extra Vozes, também Sérgio Sousa brilhava, porque isto já se sabe, se está connosco, está a brilhar.

Quanto à gripe do Joca, ela está melhor. Está cada vez mais forte e robusta pelo que até pode ser que ganhe a batalha ao Joca. Se assim for, o Joca pede desde já que não levem flores para a capela mortuária, porque o Joca tem rinite alérgica.


a ideia não era um vídeo, era só pôr o audio, mas o tasco onde alojávamos os mp3 já fechou. Por isso aproveitei a arte de Sérgio Sousa e dos magnificos cartazes promocionais ao Dia dos Senhores que saíam ao domingo no Público, para vos proporcionar uma audição com imagem, isto obviamente se não vos faltar a vistinha.