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29 abril 2011

E porque hoje é o Dia Internacional da Dança...

...nunca é demais recordar o nosso tema mais dançado!

05 março 2010

Sem grandes comentários

Há uns dias atrás alguém por aqui falava, com ar jocoso, daqueles que levados pelo cansaço se deixam embalar nas viagens. Tal herói, deixava no escrito a virtude de nunca cair nos braços de Morfeu.
Terça-feira fizemo-nos à estrada e parámos na capital do Império. Mais uma jornada privada, desta vez no hotel Ritz, que resultou numa noite de glória!
O regresso no dia a seguir possibilitou esta foto que aqui vos deixo.
Os comentários ficam para quem os quiser fazer...

31 janeiro 2010

Já a preparar o próximo fim-de-semana

Tróia já ficou para trás. A viagem foi óptima, a estadia fantástica, o concerto excelente (e isto para ser modesto) e ainda reencontrámos um velho amigo das Vozes. O João Paulo, que misturou o nosso "Som maravilha dos Senhores", está lá por baixo e proporcionou-nos bons momentos de convívio, conversa e até de bebida!
O próximo fim-de-semana tem duas paragens: sábado à noite estaremos em Castelo Branco e domingo de tarde a paragem é na Fnac de Coimbra. Durante esta semana daremos mais indicações. Para já e para ilustrar as viagens das Vozes aqui fica uma foto desta última corrida a Sul. Tudo a bordo do ferry com destino a Tróia.

20 maio 2009

E nós?

Depois de um reconfortante pequeno-almoço na cafetaria Jijona, em Mérida, na companhia do meu amigo Tomi, reparámos na placa (que ao contrário da placa que se apresenta no esgalhanço anterior, era de tamanho normal) com o nome da rua. Calle John Lennon, tal e qual, mesmo ao lado da Plaza Mayor, em pleno centro.
Depois, durante o nosso passeio, vimos que várias ruas desta cidade património da humanidade, têm nomes de músicos, escritores, pintores.
A toponímia pode e deve ser uma excelente forma de guardar a memória e ao mesmo tempo de ensinar muito sobre alguém. Felizmente no Porto existe já uma Rua Zeca Afonso. No entanto vários nomes mereciam desde já no mínimo uma viela que ajudasse a manter vivo o seu nome. Para quando o largo Tony de Matos? Será que alguém sabe que ele nasceu no Porto? E a praceta Irmãs Meireles? Não sei se em Lisboa já existe a avenida Alfredo Marceneiro ou a alameda Hermínia Silva, mas se ainda não há, faça-se! E muito antes de aeroportos e tgv's...
Infelizmente nesta nosso Património Mundial ainda não há a Rua Conjunto António Mafra, o que é uma tremenda injustiça. Por isso lutemos para já por este objectivo: uma rua para os Mafras! Depois, e daqui a muito anos, façamos nova luta: o beco Vozes da Rádio!
Agora vou-me... tenho que ir para a Antena 1, que daqui a pouco temos entrevista. Até já.

16 maio 2009

.pt

Já estamos neste cantinho à beira-mar plantado depois de 5 dias pela Extremadura e 7 apresentações. Badajoz, Mérida, Villa Nueva de la Serena, Almendralejo, Cáceres, Navalmoral de la Mata e finalmente Plasência foram os sítios por onde cantámos e onde falámos sobre a canção portuguesa nos últimos 50 anos. Tudo devidamente ilustrado com a nossa voz.
Temos histórias e fotografias que dão para meses de esgalhanços aqui no tasco, mas para começar e porque o tempo é curto, aqui fica a saudação do Tomi, directamente da Plaza Mayor de Plasência.

11 dezembro 2008

Não venhas tarde

Tal como anunciámos na altura, uma das novidades apresentadas em Great Yarmouth, foi um fadinho. A nossa escolha recaiu sobre este hino marialva, e foi cantado desta forma que o apresentámos, junto com um coro de ingleses para quem traduzimos literalmente o texto, no concerto de 30 de Outubro no Hipodrome.
Ora não venhas tarde, pode ser aplicado a muita coisa. Por exemplo à nossa memória. Pelo vídeo podem ver um gesticular invulgar da minha parte que resulta apenas do meu processo de interiorização do texto, para que a memória não me atraiçoe na altura da verdade. E verdade seja dita, ela tem-me sido bem infiel nos últimos tempos. Tem-me deixado (não só a mim, diga-se) à espera. Tem chegado tarde e a más horas, já a música passou pela frente.
Não venhas tarde, pode ser igualmente aplicado aos meus colegas de grupo que algumas vezes tem atrasos insignificantes de um par de horas. Pode ser dedicado ao pedido de demissão da dona Lurdes, como bem lembrou o Tomi numa destas últimas actuações, ou pode servir para ilustrar sonoramente o tempo que demora a chegar um reembolso de IRS.
Hoje, no entanto, este não venhas tarde vai direitinho para o Sr. Manoel de Oliveira, que amanhã, dia 11, dia do seu centésimo aniversário, deverá ser o primeiro a chegar à Multiopticas para sacar uma armação de borla! É que amanhã ele já tem direito aos 100% de desconto e de certeza não vai querer perder a oferta. Para ele um grande aniki-bobó!


20 novembro 2008

Lx em Junho

Muito aqui já se escreveu sobre Great Yarmouth e de muitas particularidades dessa terriola. Quem está habituado a uma tão bela e nobre cidade como a do Porto, é natural que se estranho tamanho freak show... Mas, como quase tudo, primeiro estranha-se e depois entranha-se. E entranhámos muito bem, representando o nosso país ao mais alto nível.
Apesar de lindos registos fotográficos que se obtiveram em terras de sua majestade, não é sobre tal que me apetece divagar... Recuo a Junho, mais precisamente a dia 8, para vos relatar uma das muitas idas à capital. Esta marcou-me especialmente, por toda a envolvência do local onde fomos cantar - Convento do Beato.

Chegámos cedo ao local, cruzámo-nos com muita malta conhecida (era uma daquelas galas xpto, que foi transmitida em directo na RTP) e, como em todas as galas, existe aquela espera boooring que promove em nós uma vontade de apanhar ar fresco. Foi isso que fizemos.
Ora, o Convento do Beato é um imponente edifício mandado construir pela Rainha D. Isabel na ermida de S. Bento, com o objectivo de ali crescer um hospício para a congregação dos "frades azuis". Umas centenas de anos depois, estes vossos amigos, que poderiam ser facilmente apelidados de frades azuis, sentiram na pele porque faz todo o sentido um hospício ser construído naquele local. Ficam as fotos das fachadas alfacinhas, que valem mais que mil (fracas) palavras.





As primeiras fotografias nem merecem comentários... Esta última retrata um menú de um restaurante alfacinha. Lá, como se pode constatar, há caracóis. E formigas... muitas.

11 novembro 2008

What?

Em Inglaterra não fomos apenas cantar. Nesta notícia do site Out There Festival podem ver o que mais fizemos em Great Yarmouth. Posso dizer-vos que foi uma sessão bem animada com frutos no próximo Natal inglês: vários cantores e professores aprenderam canções tradicionais do nosso Natal para ensinarem lá na ilha.

28th October

For singers of all abilities there’s a free training session on Tuesday 28 October at 1.30pm which will explore songs from a range of cultures with a specific focus on Portugal and Brazil. You’ll be practicing vocal warm-ups, simple part-singing and harmony as well as exploring the use of movement and dance. Session tutors are Portuguese singer Jorge Prendas and Tim Steiner, a well-known composer and presenter seen recently on BBC2’s Maestro programme.

Places should be booked by phoning 01493 846436. The session includes lunch and takes place at Maritime House, 25 Marine Parade.

This event is supported by Sing Up Communities.

... e ainda deu tempo para uma visita a Norwich. Aqui vamos nós no elevador do castelo lá do sítio. A saída dava para um lindo jardim com cheiro a McDonald's.

08 novembro 2008

Já chegamos e hoje vamos cantar

Hello. A campanha inglesa correu lindamente. No entanto hoje não há tempo para grandes narrações porque há um jantar para animar ali para os lados da Boavista.

Apenas e só para marcar este regresso, e aproveitando que hoje se comemora o dia europeu da cozinha saudável, aqui fica o retrato da família feliz inglesa. Três silhuetas paquidermicas caminham gloriosamente para o KFC. Tudo isto em Great Yarmouth.
See you.

06 maio 2008

O'Dezaseis

No início de Abril escrevi que aquele era o mês galego. A verdade é que as coisas passaram a uma velocidade estonteante e já estamos do lado de cá de Maio. Verdade também é que Maio segue com novidades galegas. Sábado subiremos ao telhado da Península, desta vez para gravar um tema nosso, “Ponte do meu lado”, que fizemos de propósito para o Ponte… nas ondas deste ano. E em Junho, dia 6 (que já não será o perigosíssimo 666 de 2006), cantaremos este e outros temas em Vigo, num concerto ao ar livre com os Luar na Lubre (Galiza) e a Socorro Lira (Brasil).
As nossas aventuras na Galiza começaram em 2003 em Santiago. A verdade é que sempre tivemos as bênçãos da Uxía Senlle, voz enorme da Galiza, com quem nos cruzámos num concerto em Coimbra, fez 10 anos este Abril e nos ajudou a abrir este caminho de Santiago… e não só. Com a Uxía temos cantado juntos variadíssimas vezes, a última das quais este Janeiro no Porriño.
Foi também com a Uxía que fomos pela primeira vez ao O’Dezaseis, do amigo Suso. Para quem nunca lá foi, pergunte por este extraordinário restaurante que fica na Rua de San Pedro, mesmo pertinho da casa da Uxía.
O Suso, que ficou admirador das Vozes, faz sempre questão que ninguém saia com fome. A verdade é que somos sempre muito bem tratados e desta vez fizemos um desvio para restabelecermos forças no restaurante do nosso amigo.
Fica aqui a sugestão para todos os peregrinos, sacros e profanos, que se dirigem para Santiago e arredores: saltem até ao Dezaseis e vão pedindo as especialidades: o polvo, os pimentos padrón, os pimentos recheados, o lacón… enfim, na dúvida peçam para falar com o Suso e digam que vão da nossa parte.
Bom apetite.

À falta de um São José de azulejo decorei esta casa portuguesa com memórias galegas. Durante o repasto houve testes de fotografia à luminosidade da sala. No final a foto oficial com Don Suso, tal como fizemos há alguns anos atrás. Além da comida e da simpatia é de realçar que esta sala é sem fumo, o que é raro, mas infinitamente mais agradável para quem come.

03 maio 2008

Ginastas natos

Num instante passou um ano desde a nossa primeira aventura marítima. Quem tem frequentado aqui o espaço com certeza se lembra do inesquecível Cruzeiro Fitness do Holmes Place, a bordo do Princess Danae. Já muito escrevemos sobre esses dias (e noites) fantásticos e já aqui pusemos cançonetas filmadas em alto-mar.
Para a reportagem ficar completa faltava observar todo o esforço muscular das Vozes, no meio de tanta gente amante da boa forma física. Pois bem, o Miúdo é o porta estandarte, sempre activamente participante, seguido de perto por mim, porque andar com uma câmara, mesmo que pequena, representa muito esforço. Finalmente há aqueles que se esforçam a ver o esforço dos outros: o Vilhas, o Tomi e o Jony. Muito suámos nesses dias... e muito continuamos a suar no Holmes Place! Quer dizer... eu sempre que tiro outro cartão da carteira, vejo o cartão Holmes e suo ao pensar: "Já não vou lá desde o início de Novembro!".
Bom exercício!

04 abril 2008

Frenesi

A nossa apetência para a dança é bem conhecida por aqueles que já nos viram ao vivo. Estes oito pés são de uma leveza que poucos se podem orgulhar. Oito, porque o Vilhas permanece estático. Segundo ele, "não dá para fazer a linha de baixo e dançar". À nossa insistência, ele responde com racismo, e por isso lá nos habituamos a ter um mono na ponta, que contrasta com o gingar sedutor dos caucasianos.
A coreografia do Frenesi, não sei bem como começou. Puxei até pela cabeça para saber se com o Mário já dançávamos este clássico latino. Não encontrei resposta. Não me lembro... Cantar, já o cantamos desde 2000, pois até está no "Som maravilha dos Senhores".
Hoje à subtileza dos passos, à elegância dos movimentos, junta-se a pureza das vozes, a afinação irrepreensível... isto tudo seria verdade se hoje fosse o primeiro de Abril. A verdade é outra...
O mar empurrava-nos de um lado para o outro, a imagem está de lado, fartámo-nos de tropeçar uns nos outros e em nós mesmos, e poucas são as notas que se aproveitam. Foi o verdadeiro frenesim em alto-mar, na primeira noite do Cruzeiro Fitness, que ocorreu em finais de Abril do ano passado. Este Frenesi não foi garantidamente o nosso melhor, ainda assim, pela diversão e pela memória, merece estar aqui pendurado no tasco. Ah! E não faltou a dedicatória à Sónia Araújo, que fez a viagem connosco e que assistiu na primeira fila à desgraça dos bailarinos!
Bom fim-de-semana.

25 março 2008

Mais uma volta na net

As voltinhas que se dão na net, permitem sempre encontrar estilhaços daquilo que vamos fazendo por aí.
Hoje trago aqui uma entrevista que nos foi feita há sensivelmente um ano, durante o cruzeiro do Holmes Place. O entrevistador é o Carlos Dias da Silva, aquele senhor que há uns anos atrás mais pontos coleccionou no cartão Victoria da Tap, à custa das viagens que fazia ao Brasil para entrevistar actores de novelas. Foi na época de ouro da SIC, e o Carlos era o homem de serviço às reportagens junto da TV Globo. Pelos dias desta entrevista (Abril 07) o Carlos estava a bordo como free-lancer e aqui trabalhava para a Holmes TV (não confundir com os filmes do John Holmes e que têm exibição noutros canais) e para o Factor M, um dos programas de mais êxito da RTP e que tinha a Merche como anfitriã. Foi uma perda para a cultura mundial em geral e portuguesa em particular o fim desse marco televisivo, da mesma forma que foi um prejuízo irremediável esta conversa. Confesso que não sei se isto alguma vez foi para o ar, porque tinha sempre muito que fazer quando dava o Factor M...
Longe dos melhores filmes que temos visto ultimamente, nomeadamente o daquele jovem realizador do 9º C que na edição Director's Cut com comentários, exclama a dada altura "Ó gorda, ó peixona, sai da frente" e ainda "a velha vai cair", criando sem ponta de dúvida um mito na nova vaga do cinema português, esta entrevista põe a nú uma certa obsessão por parte do entrevistado ao repetir várias vezes "dezasseis anos". Talvez por ser a idade da transição, talvez por ser o fim do tempo do armário, sente-se uma insistência doentia no reafirmar a idade do grupo em questão. E o mais triste é que passam uns mesitos e toda aquela informação está errada: já estamos com 17 anos! Para o ano tiramos a carta!!

20 fevereiro 2008

Pela boca morre o peixe

A vida de Vozes tem-nos proporcionado refeições inesquecíveis. Já aqui temos relatado algumas e a verdade é que raramente guardamos más memórias das saídas e das comezainas.
Há no entanto páginas negras no nosso historial. Poucas, ainda bem, mas que nos têm marcado individualmente e enquanto grupo. Em 17 anos, apenas uma vez tivemos que cancelar um concerto. Por rouquidão? Afonia? Febre alta? Não! Intoxicação alimentar!
Faz já uns anos, não sei se em 2000 ou 2001, tivemos concerto no Algarve e no dia a seguir iríamos ter aqui perto, na Maia. A refeição foi feita numa estação de serviço, à entrada da ponte Vasco da Gama. Da vasta gama de porcaria em exposição, todos nós alinhamos numas pizzas. O Jony preferiu a sandes de atum. A viagem prosseguiu em ritmo acelerado e às 18h estávamos no Fórum da Maia. O Jony já branco, lívido. Lembro-me de o ouvir dizer que sentia o cabelo a mexer. Conheço-o há anos suficientes para saber que não consome alucinogénios, nem psicotrópicos de qualquer espécie. Depois... foi um sucessão de lamentáveis episódios de vómitos e idas à casa de banho. O homem estava num frangalho e valeu-lhe (e a nós também) ter escolhido bem a família onde nasceu. O pai e a tia, ambos médicos, socorreram o pobre enfermo e evacuaram de lá o cadáver. Ainda assim tivemos que adiar o concerto para a tarde do dia seguinte. E, à custa da medicação eficiente, lá estava o Jony, já sem movimentos capilares.
No domingo, mais uma página a preto ficou escrita nas nossas memórias. Fomos para a Casa da Música ainda antes do almoço, para prepararmos a sala e a sessão da tarde do Coro de Famílias Reais. Na hora de almoço, no bar dos artistas, todos nós escolhemos a carne estufada. Apenas o Miúdo comeu Pedigree Pal, que é comercializado naquelas bandas com o nome de Tofu.
Pois bem… a sessão decorreu com normalidade. No entanto, a noite foi de festa para os meus três colegas (Vilhas, Jony e Tomi), bem como para a nossa sócia Manela. Caíram naquele ritual indigno da casa de banho, do vómito, do corpo dorido. Ontem o dia deles foi para esquecer e à noite o quinteto não se pode reunir porque o Tomi ainda estava a recuperar. E tu? Perguntam os senhores leitores, na expectativa de uma narração muito realista sobre a revolução das minhas entranhas. Pois eu… cheguei a casa muito maldisposto. Muito mesmo. Expulsei parte da má disposição e adormeci profundamente por 15 minutos. Acordei com umas terríveis e súbitas dores de garganta. Avancei sem medo para os anti-inflamatórios e analgésicos porque as dores de cabeça e do corpo também eram fortes. As dores de estômago que tive a seguir atribuí-as aos medicamentos e como a garganta doía tanto, tudo o resto eram amendoins (peanuts, para os mais desatentos). A intoxicação passou-me só de raspão, com poucas visitas à casa de banho.
Moral da história: ou eu já estou tão mal que o meu corpo já nem reage condignamente ao consumo de substâncias estragadas ou a minha regular colaboração com a Casa da Música e concomitante uso do seu restaurante para as refeições, forneceu-me já anticorpos suficientes para aguentar com comida deteriorada, sem sentir o seu efeito. Outra moral: em frente da Casa tenho o restaurante Chaimite e o Snoopy (nomes miseráveis, bem certo) e mais abaixo o Nova Europa. Pois amigos, contem com um novo cliente para os próximos tempos.

Nos antípodas das histórias contadas acima, está o magnífico jantar que fizemos nas docas em Outubro de 07. Não me recordo do nome do restaurante, mas sei ir lá ter de olhos fechados. E provou-se nesta refeição que em Lisboa também se come muito bem.

22 dezembro 2007

Joy na Coruña

Ao arrancar para este esgalhanço senti que a memória começa a fraquejar. Puxei bem por ela, para saber ao certo o número de natais em que as Vozes visitaram a Galiza. À partida lembro-me de dois, não estando certo que não tenham havido mais. Num deles cantámos em Santiago com as Malvela e a Uxía Senlle. Noutro, passámos 2 dias para gravar o programa de Natal da Tv Galicia, ou como eles dizem o programa de Nadal.
Dessa vez estivemos demasiado tempo sem fazer nada, de tal modo que pegámos no carro e fomos passear uma tarde para a Coruña. Também dessa vez, fizemos as compras de natal no comércio tradicional de Santiago, tendo havido uma cena inesquecível para os meus colegas que me acusam de, nessa altura, ter tido um acesso de arrogância e prepotência. Como achei (e ainda acho) a cena normal, obviamente não vos vou maçar com ela. Eles se quiserem que contem…
O que aqui se vê é um trio maravilha de cantores à solta na Maria Pita, a praça principal da Coruña. A praça convida ao canto e eu tenho a experiência de ter assistido num verão, a uma apresentação dos Carmina Burana do Carl Orff, feita pela orquestra da Galiza, mesmo no meio da praça. Coisa em grande como a própria Maria Pita merece.
É uma apresentação descontraída e em ritmo de passeio, aquela que aqui se pode ver, ainda que se sinta um certo deslumbramento pela grandiosidade da Maria Pita. Para alguns dos meus colegas aquela foi a primeira vez que por ali passaram.
Em breve lá voltaremos, pois em 2008 temos vários concertos agendados para a Galiza. E além da Maria Pita iremos repetir as empanadas de bonito, o pulpo à galega e o licor de ervas, que tão bem dispõe o Sr. Manuel Leitão!

26 novembro 2007

Açores, 2005

No outro dia o Miúdo arrumou o disco duro dele e encontrou preciosidades dos tempos da rádio. Hoje é o meu dia de mostrar aqui arquivos de uma das nossas viagens aos Açores.
Em Janeiro de 2005 estivemos em Ponta Delgada para reinauguração do Coliseu Micaelense. Foi mesmo no final do mês, a 30 e aproveitamos para algum lazer, como é hábito nestes compromissos profissionais.
Assim fomos ao cozido nas furnas e aproveitamos para o banho nas águas quentes lá do sítio. O bonito da história é que o Tomi não entrou por não sentir que a água estivesse nas melhores condições. Estava até visivelmente incomodado, tendo por isso ficado com a tarefa de fotógrafo oficial. Efectivamente, e recordando-me das qualidades da água que aprendi na primária, esta não era incolor. O tom era castanho a fugir para o vermelho, numa descrição perfeita que o Vilhas fez, mas que não posso aqui referir. Por outro lado, a água nada tinha de inodora. Um cheiro forte a enxofre e ferro desmentia aquela qualidade que me ensinaram e que diz que a água não tem cheiro. A verdade é que o paladar não experimentei, pelo que não pude tirar a limpo a ausência das 3 verdades supremas da água.
O banho valeu bem a pena, em águas bem quentes que contrastaram com os pingos de chuva que nos caíram na cabeça. Lindo foi também o ritual de acasalamento que assistimos entre dois autóctones e que, levados pelo calor da água e da paixão, não se coibiram de dar azo à imaginação e ao físico… talvez isto também tenha afastado o Tomi…
À noite cantamos numa sala linda conforme podem ver no topo. Está na altura de voltar, não?

















Aqui está a reportagem. Lá em cima a bela sala açoriana. Depois uma das fantasticas vistas de São Miguel com o grupo excursionista. Às Vozes juntam-se o Manuel Leitão e a Inês, nossa técnica de som (quem tem sorte?). Realço desta foto a mais bela expressão de felicidade do Vilhas, uma constante no seu semblante. Mais abaixo as límpidas águas e a dura tarefa não de enxugar, mas de tirar do corpo as substâncias que ficaram agarradas na pele.

13 novembro 2007

Todos a bordo!

Ainda e sempre o Cruzeiro Holmes Place de Abril deste ano.
No passado dia 27 de Outubro lá fomos nós cantar os parabéns à Fnac de Santa Catarina. Além de muitos amigos que por lá apareceram, apareceu o Tiago Martins da phragma, amigo que fizemos neste cruzeiro e que com a arte dos fotógrafos fez um número considerável de retratos dos Senhores. O Tiago levou-nos nesse sábado um cd cheio de memórias de que agora deixo aqui uma pequena amostra.

Podem ver-nos em palco e fora dele. Numa entrevista com o Carlos Dias da Silva e até de microfone em punho com a vista de Gibraltar por trás.

Um enorme bem-haja ao Tiago e a todos aqueles que têm contribuído para a decoração das paredes da casa. Quem tiver coisas para nos mandar, já sabe… é olhar para o lado direito do tasco e esgalhar-nos à vontade.
Olhai, que lindo atrás o mar e o rochedo. Só mesmo um calhau assim é digno de ter macacos, ingleses, espanhóis, marroquinos e as Vozes da Rádio à frente deles!

30 outubro 2007

The Love Boat - behind the scene

Fazer o alinhamento é, neste grupo, um ritual que precede a entrada em palco. Há quem tenha alinhamentos para tournées que duram anos, há quem abra sempre com o mesmo tema, há quem acabe sempre da mesma maneira. Nós vamos variando conforme o público, o dia, a disposição. Por isso, muitas vezes o alinhamento é feito nos guardanapos do restaurante onde jantamos, ou em papel que o nosso Zé António, sempre atento, já leva a contar com o pedido quase à boca do palco.
No sábado passado estivemos na Fnac e à última hora lá pedi à Carla (responsável pela loja de Santa Catarina) um papel e uma caneta. Ela prontamente entregou-nos o material, e enquanto eu me vestia, o Jony escrevia o alinhamento que íamos decidindo.
Eu não sei onde é que o Jony fez o ensino básico. Tenho até dúvidas que o tenha feito… ou então tem graves problemas auditivos. É que nenhum dos temas apareceu com o nome real. Pior! Foi usada, no alinhamento, uma linguagem baixa, soez, demonstração de descultura e burgessismo militante. Tudo pejado de rimas brejeiras ou aproximações hardcore aos títulos originais (e imaginem que rimas podem decorrer de músicas como “O Carrapito” ou que aproximações podem ser feitas a, por exemplo, “peixinho amarelo”). Tudo escarrapachado numa folha que ficou o show-case todo no chão, ali mesmo à minha frente.
No final, já depois de termos saído do palco, o Manuel Guedes, que além de notável médico, é um bom amigo, veio mostrar-me o alinhamento, que o filho tinha apanhado do chão! Eu corei, recorei, tricorei… Chamei o Jony, que só se ria. O Tomi estava também envergonhadíssimo e o Manel dizia que estava ali uma recordação que iria virar relíquia e que tinha muito gosto que a autografássemos.Assim fizemos.
Que posso agora dizer? Apenas que a profecia do Manel se cumpra e que aquilo vire mesmo relíquia. Quem sabe um dia o Manel ainda vai por aquilo na Sotheby’s…
Por aqui deixo as imagens que o Nuno Oliveira fez no barco Princess Danae antes de entrarmos em palco logo no primeiro dia, 25 de Abril. As cogitações, as sugestões, as alterações de última hora e o GPS do Jony a dizer que estávamos em plena A1! Assim se faz um alinhamento.

23 outubro 2007

Contagem final

Chegamos há muito pouco tempo de Lisboa, numa viagem que fica marcada pelo escasso tempo que tínhamos para chegar cá e pelo número incontável de zonas em obras na A1. Há uns anos ouvi um tal Cravinho a dizer que era injusto o pagamento integral das portagens em situações destas… entretanto acho que ele já passou pelo governo e agora passeia-se por outros lados. Mudou alguma coisa? Nada! Pagamento integral, obras (muitas) e filas!
Mas falemos de coisas bem melhores, como canta o Veloso no Rio Grande. Esta tarde estivemos no Portugal no Coração, em muito boa companhia. Disso iremos falando nos próximos tempos, com o uso de tecnologia digital.
Hoje, digo-vos que durante o fim-de-semana fiz uma arrumação mais profunda ao meu escritório e descobri uma fita com imagens do cruzeiro que fizemos em Abril. No meio de imagens e comentários impublicáveis, temos ali material para longos meses.
Para começar em grande ponho aqui a nossa versão do Final Countdown, esse hino ao mau gosto dos anos 80. Quem já viu e ouviu, sabe que costumamos fechar os concertos com esta versão, que é apresentada como a “pior canção de sempre da história da música”. Há por ventura algum exagero nisto, pois ao sermos tão redutores, esquecemo-nos de muitos compositores e intérpretes, nacionais e estrangeiros, que labutam diariamente para terem esse glorioso título de “os piores do mundo”.
Desta nossa versão apenas posso dizer que o balanço do barco ajuda a um certo caos musical, sublinhado (o que poderíamos chamar de cereja no topo do bolo), pelo transformismo visual que fazemos. Coisa de gente pobre, pois só arregaçamos mangas, puxamos golas e pomos uns óculos que in illo tempore nos foram ofertados por uma óptica.

05 outubro 2007

Mira nosotros en Madrid!

No dia em que se comemora a implantação da Republica no nosso país, conto-vos a nossa primeira experiência na capital de um país monárquico.
Aconteceu este ano, em Abril. Dia 27, o Princess Danae, o tal barco onde decorreu o cruzeiro fitness do Holmes Place, atracou em Málaga. Nós, tristes e já saudosos, despedimo-nos da tripulação e companheiros embarcadiços, e apanhámos um táxi até ao aeroporto. O cruzeiro ia continuar, mas nós não… De lá voámos para Barajas. Madrid à vista para assistir às Vozes da Rádio.
Depois de resgatarmos as malas, seguimos para o rent-a-car, onde tínhamos 2 viaturas à espera para nos levar para a sala onde essa noite iríamos cantar. O GPS do Jony mostrou estar à altura dos acontecimentos e fez-nos andar às voltas uma série de tempo. Melhor ainda, o nosso contacto madrileno também se juntou a nós na carripana dele e também se perdeu… Era uma encruzilhada de M-30, M-40, M-50 e entrávamos e saíamos nestas circulares à cidade com uma frequência invulgar. Por fim lá demos com a sala, com nome de velha lenda da canção espanhola (que por preguiça minha neste momento, não vou tentar saber o nome) e que se situava num complexo chamado The Artist Factory (que com pronúncia castelhana soa de maneira muito engraçada). Este complexo integra uma escola de música, dezenas de sala de ensaio, estúdios de gravação áudio e vídeo e salas de espectáculo. Tudo com um tratamento sonoro impecável e que foi explicado de forma minuciosa pelo Sr. Coiso (porque a preguiça também aqui se aplica). Fizemos som e fomos jantar ao El Toro.
Do restaurante e da refeição fica o mais brejeiro dos comentários: ali de comestível só mesmo a romena Andrea que nos serviu! Ai que saudades da sopa de nabiças e das tripas à moda do Porto!
Seriam 11 da noite quando atacámos o palco. O cansaço era enorme… mas a coisa saiu bem. A sala não estava a transbordar, somos grupo de culto como é sabido, mas a presença de gente da Rádio Nacional de España, da imprensa musical espanhola e de alguns músicos portugueses radicados em Madrid, deu-nos pica para fazermos um concerto XL.
No final uma confraternização com os locais no bar da sala e fuga para o hotel. Da movida, nem cheiro… só o nosso mesmo, que a essa hora não era já o melhor.
Entrámos com o Leãozinho para intimidar. Nesta gravação ouve-se o assobio do nosso Nuno, do som. Consequência ou não desta investida, nesta altura do ano temos já 7 datas marcadas para salas da Galiza. Tudo para 2008. É o contra-ataque luso às investidas da Zara!