
26 outubro 2011
Pack ou pacote?

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14 maio 2011
Acordo linguístico ou ortográfico?
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19 março 2011
Poema para tempos modernos
A coisa já corre mal
Para toda a populaça
A desgraça nacional
De quem já anda sem massa
Ainda assim arranjei
Forma de mais ir buscar
Nem o gajo do bolo-rei
Me iria atrapalhar
Fui mostrar aos grandalhões
O meu PEC bem aberto
E eles, espertalhões
Disseram-me que estava certo!
Vou com ele até à morte
E só o mostro a quem merece
Se és da terra não tens sorte
Nem mesmo se fores PS
Tens de falar estrangeiro
Para o veres até ao fundo
Sou agora mensageiro
Do melhor PEC do mundo!
Eu abro o PEC,
Pra quem lá quiser meter
Eu mostro o PEC,
A quem me der de comer
Eu dou o PEC
Aos grandes do estrangeiro
Eu amo o PEC
E quem me fez engenheiro!
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09 março 2011
Cinzas
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29 junho 2010
... algo completamente diferente
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08 abril 2010
Desaparecido
As viagens têm sido multidireccionais: ora na Casa da Música, com projectos fantásticos como foi a semana "Ao alcance de todos", ora mergulhado nas escritas musicais para as Vozes e não só e que dentro em breve terão expressão pública. Para aqueles que nos seguem prometo desde já uma enorme surpresa musical lá mais para o Verão. Para já só pautas, pautas e mais pautas com almondegas ao dependuro e umas hastes de permeio.
Por falar em desaparecido, no outro dia encontrei-me na selva dos vídeos. Alguém espetou no tubo uma série de obras de compositores portugueses do século XX e eu estou lá no meio. Ao ver (mais ouvir) o vídeo lembrei-me de uma frase que o meu filho, no alto dos seus três anos, uma vez proferiu: "O meu pai é compositor de musicas lindas e malucas". Acredito que para a maioria dos que ouvirem este vídeo que aqui vos deixo, este trabalho encaixa como uma luva na segunda categoria. No entanto para o pequeno não! Malucas são as músicas que faço nas Vozes, onde a maluquice reina!
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15 julho 2009
Coisas de que gosto...
Já há muito aqui escrevi que a silly season para as Vozes da Rádio começa no primeiro minuto de cada ano e termina na última badalada desse mesmo ano.
Tudo isto para dizer-vos que hoje trago para aqui uma daquelas maravilhas que me enche de alegria: um erro de escrita, do tamanho de um cartaz! Este, um cartaz de um restaurante, que é um dos sítios onde mais frequentemente encontro estas preciosidades.
Haja então maramota, que juntamente com as batatas cuzidas que já aqui falei, são um prato muito aperciado!

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19 março 2009
Dia do Pai
Para não correr o ridículo de ser gozado pelo mundo, não vou por aqui em exposição nenhuma dessas obras de arte, mas deixo uma foto do artista tirada por esta altura, mas há 37 anos atrás.
Feliz dia do Pai!
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11 março 2009
Coisas lindas
O meio que a rodeia é este: o dos neologismos, dos novos grafismos. Ela não erra. Ela reinventa. Ela é a figura messiânica de um futuro acordo ortográfico que renovará toda a nossa língua. Ela é a língua portuguesa do futuro. Há quem diga que ela é mesmo o software do Magalhães sob a forma de humanoide.
Este cartaz é um sinal. É um passo em frente para essa tal nova escrita, que quem recebe recados da Sotora já conhece bem.
Fica aqui a premonição da nova língua que se anuncia a espaços e fica a sugestão: para quem gosta de circo, aproveite este fim-de-semana. Os Ermãos Torralvo, estarão em Santa Cruz, mesmo em frente ao estabelecimento preseonal.

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18 fevereiro 2009
Dias...
No entanto, o dia de ontem foi tão pródigo em novas sensações que não resisto em contá-lo.
Logo cedo pela manhã, fui por o carro na revisão. O normal, nestes casos, é o carro ficar pronto a meio da tarde. Fui para a Casa da Música de metro, sentindo o verdadeiro amanhecer da cidade que trabalha!
A meio da tarde, quando esperava o telefonema a dizer que estava tudo pronto, veio a má notícia: uma pequena fissura num tubo de distribuição do gasóleo era suficiente para a viatura ter de esperar por um tubo vindo de Espanha. Raramente uma fissura traz-nos alegrias, é sabido, e esta iria transtornar-me o resto do dia de ontem e o de hoje...
Voltei ao metro e fui dar aulas. Cheguei atrasado e tive de mobilizar a família para voltar para casa. O regresso, tarde e a más horas, ainda trazia tarefas como dar banho aos mais pequenos e dar-lhes o jantar, na hora da ceia. Estava eu no descascar da primeira cebola quando, aquele que tem o meu nome mas menos 36 anos, volta a experimentar a rigidez da esquina de uma porta. O sangue de um e a histeria da irmã dele, fizeram com que o caminho rumo ao hospital fosse vencido com rapidez... ou melhor quase todo o caminho, porque 1 quilómetro antes das urgências ouvi outro estouro. Desta vez não foi a cabeça do destravado contra a porta, mas o pneu do carro que não é meu. Nem parei, segui até ás urgências para deixar mãe e ensanguentado, ficando nas mãos com a filha e com um carro com um pneu completamente destruído.
Como infelizmente os hospitais ainda não fazem o serviço de urgência a viaturas, tive eu de mudar o pneu do carro. Tentei, tentei, mas não consegui. Consegui sim um feito único. Rasgar a pele de um dedo na teia de arames que os pneus escondem no interior, e que aquele tinha resolvido mostrar. Recorri ao meu pai e à mãe, como é costume nestas situações. Um para me ajudar com a roda e outra para me ajudar com a filha. Por outro lado um, o pneu, não saía porque alguma alimária trocou, numa qualquer casa de pneus ou oficina, a chave para desenroscar aquela hóstia. A outra, a filha, além de nervosa, estava faminta. Um só teve solução com ajuda de pronto-socorro. A outra ficou remediada com a ajuda de mais um familiar que a tirou dali e lhe saciou o apetite.
O meu pai, sob um tecto estrelado e um ar quase polar, melhorou o meu péssimo astral com um dito filosófico: ainda assim não foi nada mau. Se fosse há umas semanas atrás, estava a chover. Isto deu-me forças para resistir à fome, ao frio, ao dedo estropiado e à falta de notícias do interior do hospital.
Finalmente, e já perto da meia-noite, voltámos todos a casa, com o mais novo, louco, a julgar que ainda era hora para jogarmos futebol e a regozijar pelo facto de ter mais uma cicatriz na cabeça. Afinal isto de partir a cabeça é só para homens!
E pronto, fui dormir, feliz, porque há com certeza formas muito piores de se ter um dia mau. Hoje, a coisa melhorou... mas não tanto assim: afinal o carro está um pouco pior e a fissura era o menos. Mais peças vêm de Espanha. O bom é que está na garantia e já me deram um de substituição. Por outro lado andei de autocarro da companhia Resende, uma experiência digna dos mais corajosos e de elevado risco. A boa notícia é que não bateu e como se comprova, estou vivo. E no fim de mais um dia agitado, estou com dores de cabeça. O bom é que há muita coisa na farmácia!
Até amanhã!
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15 fevereiro 2009
Quando se arruma...
Não fazem ideia o fascínio que estas coisas produzem neste simples mortal. Tenho já uma colecção considerável. Algumas destas pérolas já foram aqui mostradas. Outras estão prometidas.
Espero que gostem. É singelo, mas de boa vontade.
Uma boa semana

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28 janeiro 2009
Ainda o acordo...
O alto nível de entrega deste vosso amigo às diatribes vocais do Phil Minton, seguida de uma intensa sessão de Histórias do Sul, estilhaçaram a minha maltratada voz. Em três dias ingeri mezinhas e químicos que dariam para o pelotão de soldados portugueses que se encontra no Kosovo. Os resultados em termos vocais custam a aparecer, mas ao nível do estómago começam a sentir-se e bem. Estou no bom caminho.
Ora volto ao acordo ortográfico porque entretanto julgo já ter saído a entrevista que dei ao Jornal da Tarde de São Paulo. Espero pela edição impressa para ver o que saiu.
Hoje recebi um link, mandando-me ao portal Bem Paraná, onde penso que parte dessa entrevista foi publicada. Se tiverem, pachorra leiam aqui.
De tudo que lá se diz, só gostava de fazer uma pequena correcção (assim mesmo com dois c): eu disse que a nossa língua não precisa de meia dúzia de académicos para decidirem e uniformizarem a sua escrita. Precisa é de escritores, poetas, músicos, jornalistas, de toda a gente para a falar, criar neologismos e assim mantê-la viva. E nós vozes até já contribuímos, esgalhando aqui textos com neologismos e cantando palavras como "sobrinhismo", movimento cultural que se baseia no uso exacerbado de sobrinhas.
Para terminar, permitam-me o conselho de um salto até ao 1º dto, que é como quem diz ao nosso tasco vizinho, onde narramos as Histórias do Sul.
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10 outubro 2008
Costuletas há salsicheiro
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21 setembro 2008
Badochas
A Organização Mundial de Saúde há muito que vem alertando para o problema da obesidade. Confesso a minha distracção, pois nunca tinha visto, apesar de volumoso, a dimensão do problema. Tenho alunos tipo-bola, convivo com gente bem anafada e até quando o Vilhas se distrai mais, todos reparamos, fazemos comentários e acabamos por despoletar uma dieta no baixo africano.Mas nada disto se compara com as dezenas, talvez centenas ,de obesos que vi estas férias. Gente gorda mesmo. Falo-vos de massas enormes que se moviam com dificuldade pela areia, ou que mergulhavam no oceano provocando ondulação suplementar, bem distinta daquela que é regida pelas forças magnéticas do planeta. Falo-vos de badochas: crianças e adolescentes em corpos de baleias, orcas ou até de bovinos, que muito me deixaram assustado!
Problemas hormonais de lado e tento arranjar explicação para tanta gordura. Estética? De todo! Os corpos bem fornecidos de substância gorda há muito deixaram de estar na moda. Ficam bem nos quadros do Velazquez, ou até, séculos depois, nos filmes a preto e branco dos anos 10 e 20 do século passado. Mesmo nestes casos, a gordura é aceitável e pode até ser formosura (o Jony aqui poderia dar ajuda, com argumentação muito própria). No que eu vi, não era de certeza. Não há formusura possível numa área tão alargada de ser humano. Encitamento à robustez? Não. Criança bem nutrida, também há muito que deixou de ser sinónimo de saúde. E aquilo que eu vi não eram seres bem nutridos. Eram postas volumosas de carne.
Segui, num passeio pela praia, um grupo de três adolescentes, badocha-style, e aos poucos fui encontrando a justificação para a existência de tanta gordura. Levavam pela mão uns sacos onde alojavam toneladas de comida. Pãozinho caseiro? Fruta? Nada disso! Primeiro, quais debulhadoras, limparam pacotes de batatas fritas e snacks. Vários. A seguir comeram alarvemente uns nacos de pão recheados com carne de porco (consegui sentir o cheiro atrás...). A acompanhar refrigerantes. Cada um, mais de uma lata. Para terminar um bolicao e um chocolate!
Estou a descrever-vos aquela refeiçãozinha frugal do meio da manhã, aquela que no meu tempo (obrigado mãezinha) era um pãozinho, uma peça de fruta e água ou leite.
Não me estranharia nada que depois daquilo tudo, os três porcões se tivessem dirigido ao McDonalds mais próximo para continuarem a encher o bandulho. Mais filosofo e conjecturo, provavelmente os pais até lhes teriam dado o dinheiro para eles continuarem a enxofrar o corpo de comida enlatada.
Pois é, hoje em dia acabou o saquinho de pano, a visita à padaria logo pela manhã, a lancheira escolar. O Kinder delice, o bolicao, o panrico com nutella, as bolachas do Ruca e tantos outros produtos vão-nos poupando tempo precioso, agradam muito aos meninos e ao mesmo tempo vão criando panzers humanos. Pessoas (e pensar isto choca-me muito) que deixam de ver os seus genitais! Isto não abona em nada! E pior, prejudica até a higiene!
Por isso amigos, cuidado com o que comem e com o que dão a comer. Não queiram ter as visões gigantescas que eu tive estas férias... e só por causa disso os meus potenciais badochas cá de casa passaram a um regime de água e pouco mais...
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13 setembro 2008
Croquetes
Volto às minhas observações. Volto aos meus passeios de verão e à minha passagem pela praia. Para início devo dizer que gosto tanto de praia, como o Vítor Baía gosta do Scolari. Uma esplanada, com boa comida, bebida e boa companhia, sim. Agora o desperdício das horas estendido na areia é algo que não me entra na cabeça desde muito novo. Por isso o tempo em que sou obrigado, por motivos que não medem mais de um metro e vinte, a pôr os meus pés na areia, passo-o de antenas ligadas e sentidos bem apurados.
Já sei, está toda a gente a pensar que vou para lá como voyeur, tentando sempre encontrar toplesses que comprovadamente passam com distinção no teste do lápis. Mas não. Observar é muito mais do que isso, ou melhor, é isso e muito mais.
Assim, e num dos dias de tormento no areal, olhei um pouco para cima e avistei a poucos metros uma senhora nos seus tardios 50 (aquilo a que eu há poucos anos atrás chamaria de velha, mas que agora, com o passar do anos, tendo a ser mais cuidadoso no uso desta palavra), com um borrifador, daqueles com aerosol, que de 5 em 5 minutos esguichava água para cima do seu corpo. O seu corpo seco e quase preto fez-me recordar os mais reles croquetes que volta e meia eram servidos na cantina do ciclo preparatório. Eram croquetes claramente feitos de restos, mirrados, sem carne e esturricados, passados por óleo que já tinha visto mais de cem espécies do mundo animal e vegetal. O paladar é impossível de pôr em palavras, mas para avaliarem, os ditos croquetes só eram comidos porque a fome àquela hora, tal como os croquetes, era negra.
Saltou-me à memória uma viagem das Vozes. Não sei em que ano, mas seguramente com tempo quente. Nesse dia, o Vilhas estava particularmente empertigado com o movimento de veraneantes que entupia a estrada. Tudo gente que, como a dita senhora, buscava a condição do croquete. Vociferou nessa altura o nosso baixo: “Durante 400 anos deram-nos porrada e chamaram-nos atrasados. Agora vai a carneirada toda para a praia tentar ficar preta como nós. Afinal quem são os atrasados?”. Sábias palavras! Afinal que raio de gente atrasada é esta que busca a condição dérmica de um Obikwelu ou de um Samakuva? O que é que estas últimas gerações buscam ao fritarem ao sol, além da óbvia futilidade? Ou, pior ainda, depois do sol já não convidar a prolongadas horas de inutilidade, que quer esta gente ao tentar perpetuar a cor debaixo de lâmpadas? Não é isto tão ridículo como o Michael Jackson branco?
O meu sentido mais altruísta e os bichos-carpinteiros quase me levaram a levantar e a dirigir-me àquele corpo em pior estado que o Tutankamon e a dizer-lhe: “tu eres asquerosa, tía. Tu piel es peor que las croquetas de mi escuela. No hay hombre, mujer o perro, hasta lo mas ciego, que te pueda querer así, coño! Piensa blanco, joder!”.
Infelizmente nem sempre o meu filantropismo e misericórdia falam mais alto. Foi o que aconteceu neste caso. Deixei-me estar, procurei sombra e continuei a brincar com as forminhas.
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09 setembro 2008
Globalização
Esta tem já alguns meses. Se não fosse uma imagem caberia certamente no nosso programa de rádio, mas como ainda não inventaram rádio com imagem, tenho de me servir das paredes do tasco.
Kebab e pizza são dois pratos cuja origem se perde no tempo. Tentei informar-me sobre a sua génese. Há poucas certezas, apenas indicações que tudo se cozinhou e cozinha à volta do mediterrâneo: uns a norte (as pizzas), outros a sul (o kebab). Há no entanto kebab no sul de França e o célebre pão pita, que também já tem versão fast-food no shoarma, pode estar na base da pizza. Sendo assim... porquê o "Hong Kong style" que aparece na foto? Então o mediterrâneo também já lá chega? Há pizzas e kebab com travo a rebentos de soja e nós não sabemos? Afinal além da massa, invenção dos chineses que o Marco Polo comprou no Oriente e no regresso levou para Itália, também as pizzas e os kebabs foram inventados em Sichuan entre duas abanadelas? Porque raio existe este restaurante em Great Yarmouth, no leste de Inglaterra, a servir esta aberração culinária?
Respostas? Nenhuma! Mas há um resultado da observação: a isto se chama globalização. É contra isto que o Bloco de Esquerda, os hippies, os produtores de queijo da serra e mel de rosmaninho e tantos mais, militam de forma fervorosa. O medo de vermos um restaurante de Reykjavik a publicitar alheiras de Mirandela "Srebrenica style" é real. A ameaça de tortas de Azeitão "Djibouti style" está à porta. É preciso estar atento. Vigilante. É preciso saber defender o que é nosso: a vitela barrosã, as enguias da Murtosa, a sericaia com ameixa do Alentejo, os peitos da Ana Malhoa. Vamos à luta! Preparemo-nos para a guerra! E para começarmos a treinar vamos até à Abkházia, onde, por estes dias, se vive a verdadeira globalização.

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26 agosto 2008
Fim de férias: observação

Estas férias reflecti profundamente sobre assuntos que deveriam preocupar-nos a todos, mas que, sem qualquer justificação, passam ao lado da sociedade. Alguns exemplos? Ora aqui vão: como tipificar um grunho? Será o caga-tacos lusitano uma subespécie portuguesa? Porque é que os espanhóis não tem colheres de café? Qual a forma mais eficaz de exterminar melgas? Estará o bidé a cair em desuso?
Estas perguntas são apenas uma ínfima quantidade de questões que me assaltaram durante os momentos de descanso. Nesta catadupa de dúvidas, houve logo uma resposta que consegui: a observação é a mais inspiradora das ferramentas. E foi essa a minha principal tarefa de férias: observar. Observar portugueses, estrangeiros, gordos, magros, brancos, pretos, bichos, carros, comidas. Observei com carácter científico. Com a minúcia dos grandes investigadores. Com a perspicácia dos maiores detectives. E tudo à borla! Observar além de espevitar a criatividade, é completamente gratuito. Que outras formas de inspiração são assim tão acessíveis? Nenhuma! Almoçaradas, bebidas, mulheres, coca... está tudo pela hora da morte! Observar, não! Completamente grátis!
Por isso contem para os próximos tempos com algumas crónicas de época, resultado das minhas pesquisas. É claro que a obra musical das Vozes também vai ser influenciada por este meu olhar atento. Para já preparo um novo tema de título “nunca mais como farturas no teu pavilhão”. Não há nada como o mês de Agosto!
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15 agosto 2008
Fotos de certa forma artísticas
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20 abril 2008
Bruxarias
As Vozes são, por natureza, pessoas de fé e cheias de energia positiva. Não possuem dons adivinhatórios, nem mediúnicos e talvez por isso nunca foram convidadas para irem a Vilar de Perdizes àquela feira freak que o Pe. Fontes promove. Como pessoas humanas que são respeitam todos os credos, crenças e impulsos metafísicos que os rodeiam.Talvez por tudo o que está dito acima, acompanhámos com tristeza o incêndio que há cerca de duas semanas destruiu a casa da Cristina Candeias, companheira de algumas manhãs passadas na Praça da Alegria, e que nós (só entre nós, é claro) apelidamos de ciber-bruxa, visto usar sempre um portátil para as mais incríveis vidências.
A primeira pergunta, depois de se saber do nefasto facto foi: e não dava para prever isto? Não dava para salvar o apartamento de luxo (descrição pormenorizada do JN) e os mais de 10 anos devotados ao estudo astrológico? Precisávamos do computador da Cristina para ter estas respostas mas, infelizmente, parece que também foi consumido pelas chamas. A única resposta para o acontecimento foi dada pela própria Cristina, no mesmo diário, o JN, o melhor do país a nível de necrologia e anúncios de massagens: “Estive a trabalhar no escritório e a fumar. Deixei uma vela anti-cheiro acesa e a janela aberta. É muito provável que o vento tenha tombado a vela…”. É também muito provável que qualquer comum dos mortais, sem qualquer dom a não ser respirar, saiba que há coisas que nunca se fazem. É também mais que provável que estas declarações pejadas de sinceridade e pouca clarividência, sejam o melhor argumento para as seguradoras não darem tusto à Dona Cristina. A isto chama-se negligência e não há seguro que cubra negligência, distracção ou estupidez.
Ser vidente hoje em dia não é fácil. As bolas de cristal são Made in China, os cremes para as mãos despistam a quiromancia e os computadores são susceptíveis aos vírus informáticos.
Há no entanto uma nova vaga de videntes: os comentadores, sejam eles políticos ou desportivos. São geralmente formados nas escolas de jornalismo onde, pelos vistos, lhes induzem o poder da futurologia na cadeira semestral Previsões I e II. Esta semana, quarta-feira à noite, o Ricardo Costa, rapaz afortunado que juntamente com o irmão, o presidente António Costa, se livrou do cruel destino de andar nos restaurantes a perguntar “qué frô?”, foi peremptório ao afirmar que Luís Filipe Menezes está de pedra e cal no PSD. Não haverá mudanças até às eleições… Talvez para o contrariar, o dia a seguir trouxe-nos a nova da demissão. Também um comentador de desporto disse na quarta-feira, antes do Sporting-Benfica: “ninguém espere um bom jogo, disputado, animado. É fim da época, os jogadores estão cansados e não há condições para bons jogos”. Eu não vi, mas oito golos num jogo fazem crer que foi, no mínimo emocionante e disputado.
Nós, que já fizemos previsões na defunta NTV (disponíveis no YouTube), não previmos, na altura, o fim do canal. Como não previmos as chuvas destes dias, nem o fim do casamento da Isabel Figueira. Somos pouco dotados na arte da adivinhação, mas ainda assim felizes e com quase toda a certeza podemos garantir que amanhã teremos ensaio, onde vamos gravar algo para ser banda sonora de um programa da televisão.
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16 abril 2008
Para que conste...
Caros amigos, para quem não viu a nossa performance no Prós e Contras, aconselho um salto ao site da rtp. Depois é só procurar videos online, programa Prós e Contras, escolher primeira parte e esperar uns segundos. Estamos logo ali no abrir do programa. Brevemente colocaremos aqui a gravação que fizemos.Respondendo directamente às questões que foram levantadas nos comentários abaixo, esclareço a Diana que o cabelo ficou todo no chão das peluquerias Monet, mesmo junto ao Estádio Riazor. É o resultado de uma manhã livre. O cabelo só cresceu nestes quase dois anos, porque nunca tive disponibilidade e disposição para perder tempo sentado numa cadeira, enquanto alguém me mexe na cabeça. Finalmente sexta trouxe esse tempo. Na foto está o momento que surpreendi o Tomi com o corte. Ele passou por mim e não me reconheceu!
Talvez se grave mesmo o Samba do Acordo Ortográfico. Para já, não sei quando. Quinta-feira temos outra gravação televisiva (surpresa para já) e depois na Galiza voltamos a gravar outro inédito com uma cantora galega, que nos garantiram, também pode meter uma gaita! Escuso de vos descrever o ânimo do quinteto... No entanto, hoje falaram-me nisso com alguma insistência e como até estamos a pensar fazer uma edição este ano... quem sabe...
Hoje fui interpelado por várias pessoas sobre como nasceu toda esta participação. Tal como relatei aqui em baixo, só na quinta-feira à noite fomos contactados. Sexta-feira ao pequeno-almoço saiu a música e a letra. Domingo passei-a para o papel e à noite ensaiámos. Na carrinha para Lisboa cantámos, ad nauseum, para decorar. Remato com uma conversa que tivemos com a Sandra Carvalho da produção do programa e que espelha todo este processo. Disse ela: "Só nós, para vos pedirmos uma coisa assim em cima da hora". Eu, valendo-me da minha arrogância respondi: "Só nós, para em tão pouco tempo fazermos um trabalho tão brilhante!" E continuando a imodéstia, até sabemos que é verdade... Ah! Quanto ao que vamos gravar na quinta-feira, acabei mesmo há pouco de o fazer e consegui encaixar Gandhi e egrégios avós na letra, porque acho que fica sempre bem. Como já esperam, é só mais um trabalho brilhante...
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