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15 janeiro 2010

Consórcio M&M desmente.

Preparativos para a sessão fotográfica em que vemos Prendas com Fato SLB 63/64, prova factual da sessão realizada.


O Consórcio M&M vem por este meio reforçar o desmentido de que de alguma forma existe uma tentativa de denegrir a imagem de Jorge Prendas neste tasco. Apesar de tal não ser verdade, caso fosse, seria uma manobra de infiltração do melhor que já se viu. Assim sendo parecem ser necessários esclarecimentos relativamente ao novo visual deste tasco gourmet.
Depois das primeiras tentativas de voltar o membro Jorge Prendas contra este consórcio, alegando que tínhamos colocado fogo no rabo do artista, no look Natal by the Fireplace, algumas línguas viperinas insistem agora que propositadamente colocámos o artista em roupa interior no cabeçalho actual. Nada está mais longe da verdade. A imagem, conseguida num estúdio do deserto do Nevada onde, em 64, se fizeram outros filmes de temática espacial, colocámos os artistas vestidos com as 3 camadas de roupa e tralha que compõem o fato espacial Outono-Inverno 63-64, e que se compõem de uma primeira camada, que podem apreciar no Vilhas, uma segunda, que podem apreciar no Prendas e uma terceira e última que podem apreciar no Miúdo. Portanto se alguém tem razão de queixa será o Vilhas que é o mais despido. E o miúdo que ficou o mais badocha. Tomi e João Ricardo envergam também fato completo badocha. Vamos portanto deixar de alimentar a paranóia do artista que, certamente motivada por substâncias psicotrópicas, não se recorda da sua viagem ao Nevada nem de lhe terem enviado um fato de 20 kg. Respeitemos o artista. Pode parecer uma cueca, mas podemos antes vê-la como a protecção anti meteorito. E que é bem precisa porque os que caem no Nevada doem que se fartam! M&M

13 maio 2008

...e ontem mais filmagens...

Ontem recebemos a visita de três amigos galegos, O Santi, o Segundo e o Miguel para nos filmarem em acção. O tema "Ponte do meu lado", que fizemos especialmente para o Ponte... nas ondas deste ano e que culmina com um espectáculo em Vigo dia 6 de Junho, agradou aos nossos irmãos e eles estão neste momento a produzir um vídeo para ser estreado mundialmente no próximo sábado, dia 17, dia das letras galegas.
Já aqui coloquei uma foto tirada no sábado no estúdio Casa de Tolos. Pois nunca um nome de estúdio esteve tão apropriado a este grupo. Talvez por isso nos sentimos particularmente bem num espaço fantástico, com umas condições fabulosas e perdido na calma da Galiza. Dar com o estúdio só mesmo para tolos, ou para um gps! Depois é o conforto de uma casa de campo, com uma sala ampla e acolhedora a que se junta o profissionalismo do Segundo. Tudo do melhor!
Da sessão de imagens de ontem ainda não há retratos, mas desse sábado na Galiza aqui fica mais uma imagem singular. Para verem mais vão ao nosso hi5. Os tolinhos estão por lá...

11 maio 2008

Trabalhinho

Este foi mais um fim-de-semana intenso, com viagens pelo meio, gravações audio e vídeo. Aos poucos iremos revelando por cá o que fizemos nestes dois dias. Para começar ficam estes retratos e explicações sucintas: o pequeno coloca-nos como operacionais de um exército supostamente afinado. Para quê? Sexta-feira depois do telejornal do Canal 1, o mundo saberá o que andámos esta manhã a fazer por a Ver-o-Mar (coloca-se aqui um problema gráfico: há também a versão Aver-o-Mar, quem quiser escolha a que mais lhe aprouver), com câmaras, bandeiras e muito vento. Mais pormenores brevemente.
Em baixo, uma fotografia mais decente com os quatro caucasianos das Vozes, juntamente com Guadi Galego (cantora e gaiteira) e sete crianças galegas (Andrea, Marta, Laura, Paula, Aaron, Pedro e Ricardo). Depois de na semana passada termos gravado cá no Porto o nosso novo tema "Ponte do meu lado", foi altura de o colorir com vozes, sotaques e gaitas galegas. Modéstia à parte ficou muito bem e a estreia mundial prevê-se para 17 de Maio, sábado, em toda a Galiza, como forma de celebrar o dia das letras galegas, facto que muito nos honra. Se houver tempo o vídeo feito durante as gravações de ontem, irá para o ar na TVG (Televisão da Galiza), nesse mesmo dia.
Se, por observação cuidada das imagens, acharem que nos livramos do Vilhas, saibam que estão enganados. A sua ausência ontem em estúdio estava bem acautelada, pois já tínhamos os seus graves em fita. Hoje esteve nas filmagens, mas na altura do duche, estava já vestido à civil... é que para o Vilhas não há nada mais sagrado do que a hora da refeição. E se o querem ver a correr é só colocar os ponteiros depois das 13h... e ele estar de barriga vazia.

20 setembro 2007

De volta ao estúdio

Na semana passada fui surpreendido pelo Fernando Correia Marques, (sabem quem é? O homem do Burrito, a Pulga e Eu, Vai-te Embora Pulga Vai e outros êxitos de carácter animalesco) que em plena Praça da Alegria disse que “só grava de dois em dois anos para não esbanjar talento…”.
Infelizmente não temos o talento, nem a profícua verborreia deste nosso colega zoófilo (a avaliar pela temática dos seus êxitos) e passámos este domingo e segunda enfiados no estúdio.

Pouco tempo passou desde as gravações do “Sete e Pico…”, e por inexistência desse dom que o cantador único do gado asinino tão bem conserva, só o revelando de dois em dois anos, lá voltámos para gravar uma canção que deve aparecer antes do Natal.
Onde? Como? Com quem? Pois nem nós temos os dados todos, nem sei se os que sabemos podem ser revelados… o que posso dizer é que nos divertimos imenso e quem sabe não foi este um primeiro passo para também nós entrarmos no reino da bestialidade onde o nosso colega FCM já habita há tantos anos.

Imagem mais do que esperada! Qualquer passagem pelo estúdio, acaba nisto. O Jony é dos menos resistentes ao sono e mal se apanha ali no sofá vermelho, adormece. Muito simpática é a posição da chave de parafusos mesmo atrás da cabeça do Jony, a jeitos de lhe vazar uma vistinha...
A contemplação da obra de arte. Dois dos artistas ouvem o resultado do seu trabalho e entram em trabalho catártico. Um deles é o Tomi. O outro é um indígena do Botswana.
"A verdadeira utilidade das calças com fechos nos joelhos" ou "O Eterno Palhaço". À falta de melhor divertimento fui abrindo as calças...

03 setembro 2007

Momentos pseudo

As férias baralham-me o sistema. Quem está habituado a rotinas sabe bem que as férias são óptimas para quebrar os ditos esquemas de quem faz as coisas repetidamente e sempre da mesma maneira. Por preguiça (ou por causa da tal rotina) geralmente ando com seis cds no carro, e oiço-os repetidamente. Porém, nas férias, sabe bem abandonar e baralhar o tal modus vivendis e variar aquilo que se ouve. Qual a melhor escolha para trazer no carro? Sem dúvida um cd que nunca aqui se falou. Já ouviram falar do Sete e Pico, Oito e Coisa, Nove e Tal?? Aconselho vivamente.


Deixo-vos com algumas fotos pseudo-inéditas do ambiente do estúdio onde foi construída esta raridade do actual panorama musical português (as férias também servem para encontrar fotografias esquecidas e usá-las quando é oportuno... que, por acaso, não é o caso).




Tomi a sorrir da sua prestação nos Amores das Beiras, canção essa que está conotada como sendo uma variação do Eu tenho dois amores do Marco Paulo... A temática subjacente é a mesma, apenas o fim é diferente: a música dos Mafra é mesmo escrita para duas mulheres.



Vítor Silva, uma das pedras fundamentais para o sucesso inqualificável do Sete e Pico. O segredo está no guaraná que bebe desenfreadamente.



Nem é preciso dizer quem é... o seu cabelo à manjerico revela o verdadeiro Kapellmeister deste conjunto vocal, que goza com serenidade a obra de arte mais recente. Um momento de rara beleza captada ali para os lados da Maia.

04 junho 2007

Misturas

Desde a minha adolescência que o meu pai me diz para ter cuidado com as misturas. É nas misturas que muitas vezes nos perdemos.
Em estúdio, as misturas são do pior. A concentração tem de ser muita. O problema é o cansaço que também é muito e isso leva a maus resultados. Como este disco teve muitas sessões noite dentro, as misturas foram um suplício! E para combater o cansaço nada como abusar das misturas… de outras, bem entendido. Ora aqui em abaixo podem encontrar os diversos tipos de misturas:

Uma mistura habitual: as bolachinhas da D. Margarida com uma boa cerveja. Na foto do canto, a mistura incluía umas sementes que ainda não sei se eram alpista, com milho e pistacchio. Não era mau de todo. Mas na realidade não sei o que comi...

Mistura explosiva: a bebida servida no fim das refeições que fizemos no Restaurante Novo Rumo. Esta bebida (em si mesma, uma mistura) à base de aguardente, mel e mais umas coisinhas (que o Sr. Fernando nunca precisou muito bem) foi companheira de misturas. De tal maneira que o Sr. Fernando ofereceu uma garrafa para ajudar no trabalho.

Mistura altamente desaconselhável: o vinho da Taberna do Quinzena em Santarém. Ora cá está Jony com boa cara. O dia seguinte foi pior e um dia colocarei aqui as fotos da refeição de enguias que fizemos no dia a seguir ao som de coca-cola... tudo culpa de quê? Das misturas!
A verdadeira mistura: a noite já ia a meio. Seriam umas 3 da manhã e o Vítor parou o computador e as misturas, levantou-se e tirou esta mais do que lamentável foto. Tudo a dormir, uns em cima dos outros (reparem a fobia que tenho a apertos... deito-me no chão para não levar com a baba dos vizinhos)... e pior! fora do estúdio estava um moço de cor que canta connosco, ao telefone. Pelo que sei esteve mais de uma hora e a falar em inglês... Uma coisa é certa, não estava a tratar da nossa vida!

03 junho 2007

E para terminar: Manuela Azevedo!

Tal como escrevi algures aí para baixo faltava apenas um para sermos 11 e podermos começar o jogo. Para terminar (e porque os últimos são os primeiros) ficou a Manuela Azevedo, nossa amiga de longa data.
Também não sei bem o que dizer da Manela. Talvez mesmo só invocar a memória e dizer que me lembro, íamos no início dos 90, de nos termos cruzado várias vezes com os Clã na escola de Jazz do Porto. Eram os primeiros ensaios e o princípio de ambos os grupos. Depois, já em 96 subimos ao palco para cantar com os Clã o “Ser Português”. Foi uma participação combinada à boca do palco, mas que deu muito gozo. Em 2001 cantámos com a Manela uma versão do “Capitão Romance” dos Ornatos Violeta no Porto Cantado e meses depois a Manela veio à nossa festa de 10 anos e cantou connosco o “Corvo”.
Desta vez o encontro foi no estúdio. A Manela tem essa rara capacidade de não saber cantar mal. Canta sempre bem e com uma intenção única. “O Pato da Pena Preta” foi a canção partilhada connosco e foi tão divertida a sessão que de propósito deixámos os risos da Manela no final da faixa.
E de amigos está tudo apresentado. Estão aqui os 11. E (como dizem os treinadores de futebol) são os 11 melhores do mundo! (e agora começava aquele discurso do grupo de trabalho, do balneário e da mística… mas não tenho tempo…)
Todos muito alegres! E nós temos um enorme motivo. Digam lá se não é um privilégio ter amiguinhos destes a cantar connosco? Claro que é. Somos o grupo a cappella mais felizardo do mundo. E de sete e pico, oito e coisa, nove e tal acabamos por ter onze neste disco.

02 junho 2007

Blind

Em finais de Março estava ao telefone com o Miguel. Falávamos de outros assuntos, quando de repente disparei: “Miguel, gostavas de participar num disco que estamos a pensar fazer que é…”. Nem acabei. O Miguel interrompeu-me e disse: “Com as Vozes sabes que digo sempre que sim. Conta comigo, depois diz só o que queres que eu faça”. Além da confiança artística que o Miguel demonstrou, para mim o mais importante, foi sentir que a disponibilidade e a vontade em colaborar vem de uma amizade que existe há muito entre as Vozes e os Blind Zero e sobretudo individualmente entre os membros dos dois grupos.
Já em 2001, por alturas dos nossos dez anos, o Miguel surpreendeu quem estava no Rivoli ao cantar connosco em português. Na altura fizemos o Tainted Love e a seguir um original nosso do álbum Mais Perto.
Desta vez, o Miguel cantou os Amores das Beiras. Prometi ao Miguel que não falaria no velho tema “porque é que não cantas em português?”, mas depois de o ouvir não tenho dúvidas que o Miguel é um dos maiores cantores na nossa língua… mesmo que não o faça!
A sessão de estúdio foi das mais atribuladas. Por motivos vários, foi sucessivamente adiada e o Miguel acabaria por gravar mesmo no último dia, já as capas do disco estavam prontas, com o nome dele e com a foto. No fim perguntei se era a primeira vez que ele gravava em português. Não era, pois cantou num dos álbuns dos Mão Morta… mas “é a primeira vez que gravo música popular portuguesa, isso garanto!”. Ao que eu acrescento, ainda bem que o fizeste neste disco.

Mais uma vez a fotografia de grupo. Aqui estão os 3 porquinhos com o Miguel. Se contarem desde a apresentação dos amigos, vamos em 10: Newmax, Sérgio Castro, Mafras, Reininho, Veloso, Godinho, Tê, Sérgio, Vítor e Miguel. Para podermos entrar em campo falta 1!

01 junho 2007

Manos

Os manos que aqui são esgalhados (salvo seja), são o Vítor e o Sérgio, músicos desde há muito, e que vi pela primeira vez faz muitos anos, tocavam eles numa banda de nome Funk you.
Daí para cá já tocaram com muita gente e em vários grupos. Recordo-me de os ver com os Amigos da Salsa, como também os vi com as Vozes da Rádio no disco “Mulheres”. Neste momento o Sérgio toca com os Expensive Soul e o Vítor está mais ligado ao Vibe Zone, o estúdio dos manos onde estivemos a gravar no último mês.
Neste trabalho os manos participaram de forma activa. O Sérgio puxou das baquetas e tocou caixa, bombo e pratos em alguns temas, enquanto o Vítor além das gravações e da mistura, também tocou guitarra no “Vi-te picar no Ouriço”, o tema em que o Newmax canta… isto para não falar nos excelentes conselhos e dicas que o Vítor foi dando durante todo o processo do disco.
Estes são mais dois enormes amigos que a nós se juntaram. Dois manos com quem neste último mês partilhámos estúdio, refeições, opiniões e umas valentes noitadas. Para a história fica a discussão sobre anacruza, tempo forte e tempo fraco. Mas isso é assunto entre irmãos…

O Vítor a trabalhar. Foi sempre assim. Enquanto muitas vezes nós íamos passando pelas brazas, o Vitor, imperturbável, lá ia misturando. Não me lembrava de fazer 3 directas em 4 dias, mas este trabalho deu-me essa magnífica hipótese de recordar tempos de tempos passados. As diferenças, no entanto, são muitas. Entre outras, há uns anos atrás não era em trabalho e nunca tive o Vítor como companhia de noitada! Mas acreditem, é uma excelente companhia, isso é!

"Não tens coragem de pôr essa foto no blog, pois não?" "Claro que não, Sérgio! Achas que era capaz de pôr?"... Para não ficarem muito assustados até tive a preocupação de colocar lá em cima um Sérgio bem decente, sem os sintomas visíveis dos ataques compulsivos que tem e que o deixam com este ar transtornado.

Porto Sentido!

Há uns anos atrás li uma entrevista com o Carlos Tê em que ele dizia que escrevia como o António Mafra: baseava-se nas personagens reais da cidade e nas suas vidas. O Chico Fininho é apenas e só um exemplo.
Enquanto o disco estava a ser pensado surgiu a ideia de às músicas do António Mafra, acrescentar um original nosso em que os Mafras tivessem o protagonismo vocal e instrumental. Um tema que fizesse a ponte entre os dois grupos. Por todos os motivos do mundo, o Tê apareceu logo como a pessoa capaz de escrever as quadras para a “Marchinha para os Mafras” que integra este trabalho.
Para marcar de forma audível a participação deste nosso amigo, pedimos-lhe igualmente que cantasse uma das partes do “Sete e Pico”. Desta forma há dose dupla do Carlos Tê: nas quadras da Marchinha, que são uma extraordinária crónica dos tempos que o Porto vai vivendo por agora e na voz, cantando a parte do Osório a quem caem as calças…
Carlos Tê em estúdio. Foi naturalmente com enorme satisfação que tivemos o Tê ao quadrado. Se por um lado, da caneta dele sairam quadras bem afiadas, cheias de humor e crítica, da garganta sairam notas para o Sete e Pico, tema que reúne todos os convidados deste disco.

31 maio 2007

É que tinha que estar aqui!

… O problema é que nem sei bem como começar. Quando é que ouvi pela primeira vez Sérgio Godinho? Não sei… Quantas cantigas dele conheço? Também não sei… Qual a melhor? Não faço a mínima ideia…
O destino e o Porto 2001 possibilitaram-nos cantar com o Sérgio e trabalhar um pouco mais de perto com ele. No Porto Cantado cantámos com o Sérgio e o Reininho uma canção da Tuna Portucalense cujo título julgo ser Noites do Porto, e que era uma loa às noites e mulheres daqui do burgo. Uma coisa bem marialva.
Ao pensarmos nos amigos que iríamos convidar para cantarem connosco, o Sérgio saltou mais do que naturalmente. Para quem não sabe, o Sérgio bem antes de haver Vozes, gravou O Carteiro dos Mafras, e fez com esse tema ganhasse no final dos 80 uma vida nova.
Neste nosso disco o Sérgio escolheu Na Barraca do Luís e cantou como só ele sabe. E acabo como comecei. Sem lá bem o que dizer. É ouvir, pois claro!

O Sérgio durante a gravação. E assim já vamos em 6: o Newmax, o Sérgio Castro, os Mafras, o Reininho e o Veloso. Para sete e pico, oito e coisa, nove e tal ainda faltam alguns... se calhar mais do que o número de dias para o disco estar cá fora.

30 maio 2007

Olha o Rui!

Falar do que o Rui representa para nós é sempre dificil. A minha primeira recordação é mesmo do Natal de 80 onde no sapatinho apareceu o Ar de Rock. Era não só o disco do momento, mas também o trabalho do amigo do meu primo mais velho e isso quando se tem 12 anos tem peso!
Depois vieram as Vozes e logo em 95 um convite para um concerto acústico e quase a cappella. Por uma série de motivos dessa tournee ficaram apenas os ensaios que fizemos ali para os lados do Alto da Maia.
Em 96 o Rui convidou-nos e fomos com ele a Macau. Juntos fizemos também a festa do Avante, a queima das fitas do Porto e desde aí mais alguns concertos, programas de televisão, gravámos com o Rui e ele connosco.
Além destas ligações todas, o Rui é um admirador do Conjunto António Mafra e no Baile da Paróquia ou no Brilho Dental o espírito dos Mafras está bem expresso.
Deste modo estranho seria não ter neste novo disco este nosso amigo! É claro que ele também entra e brilha no "Ó Berta aperta a bota". Mais uns dias... e já dá para ouvir.

Esta foto é de Setembro quando fomos à estreia do Assobio da Cobra. Confraria do Norte, não há muito mais a dizer...

26 maio 2007

O Rei Ninho

O El Niño é, como se sabe, aquele fenómeno natural que mexe com as águas do mar, as temperaturas, os pobrezinhos da América Latina e mais uma catrefada de coisas como a vida dos gafanhotos nómadas ou a qualidade da água nas torneiras do Sudão.
Pelo estúdio Vibe Zone passou o nosso Rei Ninho que, qual furacão, animou um destes serões e cantou connosco o “Vinho da Clarinha”.
No inicio, a meio e no fim fomos brindando à saúde da Clarinha. Nem preciso dizer que foi uma noite animadíssima da qual resultou mais uma participação de altíssimo nível.
Quanto ao disco é coisa para mais um par de dias. Está quase todo prontinho. Em relação a Lx (ver esgalhanço abaixo), Tany, amigas da margem sul a quem cedemos pudins e que nos animaram o concerto em Moura, companheiros embarcadiços do Princess Danae e restantes amigos da terra que está antes do grande deserto português (a ideia não é minha, é de um funcionário meu que tem nome de treinador de futebol dos anos 70…), vão tentando não marcar nada para a primeira semana de Junho. Está já aí… Mais informações brevemente, no sítio do costume.

A foto de família. Cá estamos nós com o nosso amigo Rui Reininho, com quem já partilhámos ensaios fantásticos ali para a zona da Boa Nova em Leça aquando do Porto Cantado, em 2001, e que começavam sempre com um lanche ajantarado.


E cá está o brinde! Falta o Tomi, o Miúdo e o Vilhas, mas não ficaram de fora na altura dos brindes. Ao Vítor, que já faz parte da nossa família, junta-se nesta foto a Gisela, amiga do Rei e da rapaziada. À Vossa!

23 maio 2007

Ora vejam lá!

Ora vejam lá é título de uma das mais conhecidas canções do Conjunto António Mafra. Para quem não conhece a canção pela sua graça, digo que é aquela do “segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado… pum, pum… domingo”, e toda a gente fica logo a saber qual é. Como grande êxito tinha que estar incluída no nosso álbum.
Mas este esgalhanço é para vos falar de uma segunda-feira à noite em que nos juntámos com os Mafras e gravámos o “sete e pico” outro tema emblemático. Mais um serão fantástico, com histórias sobre as canções e sobre concertos. Histórias que começam antes de qualquer um de nós fazer parte do reino animal.
O disco está praticamente concluído. Em breve, muito em breve, será lançado e aqui daremos conta dos concertos de apresentação.

Foto de família. Só para fazer o balanço, já aqui apareceram 3 amigos que participam neste disco: o Newmax, o Sérgio Castro e os Mafras. Mas ainda faltam alguns... praí uns sete e pico, oito e coisa, nove e tal!

16 maio 2007

Com sotaque

Aqui fica mais um convidado do nosso “7 e pico, 8 e coisa, 9 e tal”. O Sérgio Castro, dos Trabalhadores do Comércio, dividiu connosco o “Chapéu de palha”, mais um original dos Mafras e que foi êxito em 1973.
Foi um serão fantástico. Estar com o Sérgio é ter o privilégio de ouvir histórias dos últimos 30 anos da música portuguesa. E ele é um contador de histórias único.
Da versão do “Chapéu de palha”, apenas digo que falta pouco para ouvirem. Uma coisa garanto: foi um gozo enorme cantar em dueto com o Sérgio! Também posso dizer que foi gravado com sotaque, como aliás seria de esperar.
Agora vou para o estúdio. Hoje é dia de um Rei cantar. Qual deles? É fácil. Entretanto as histórias do barco e dos últimos concertos ficam em fila de espera.

A foto não é das melhores, mas a versão é, acreditem! Entretanto enquanto não sai o nosso disco, recomendo vivamente o último dos Trabalhadores do Comércio, que saiu no dia 1 de Maio.

13 maio 2007

Com alma

Do novo disco, já se sabe que é composto por músicas do Conjunto António Mafra, já se sabe que o estúdio funciona melhor que um lexotan para estes cantores, já se sabe que vai ter convidados. Por motivos óbvios fomos deixando os nomes dos nossos amigos, que connosco partilham canções, para o fim. Algures, num comentário abaixo, já se falava em tripeiros ilustres que irão aparecer no "7 e pico, 8 e coisa, 9 e tal", mas eis chegada a altura de por a coisa sob a forma de fotografia.
Para começar aqui temos o Expensive Soul Tiago Novo com a letra do "7 e pico". Se pode parecer surpreendente esta ligação Expensive Soul-Vozes da Rádio-António Mafra, mais surpreendente vai ser, tenho a certeza, a audição do "Vi-te picar no ouriço" que o Tiago gravou connosco. Em menos de um mês o disco está cá fora... por isso a espera é pouca.

Quem tem amigos assim, nunca fica mal. O Tiago foi a estúdio e não adormeceu! O nosso trabalho ficou hiper-valorizado e juntamo-nos assim à geração mais nova. Curiosidade: o primeiro professor de guitarra do Tiago foi o Ricardo Abreu que fez parte da primeira formação das Vozes. O mundo é pequeno...

05 maio 2007

Dinâmica de estúdio

Mesmo quem nunca passou por um estúdio sabe que a electricidade que anda no ar é contagiante. Estar em gravações significa uma dinâmica muito acima do normal. Significa ouvidos bem abertos, concentração máxima, aplicação extrema.
Esta nosso sétimo disco, que se encontra em fase final de gravação, tem sido o paradigma do trabalho em estúdio. Sangue, suor e lágrimas é eufemismo para tudo o que estamos a passar, desde o empenho inexcedivel à resistência profunda contra o cansaço. Este disco, a sair brevemente, transpira tudo isto: alegria, animação, a festa! E se dúvidas existem toca a ver estes momentos preciosos de trabalho árduo.
Jony em acção. Reparem como o suor lhe escorre pela face. Nesta sessão obteve a nota máxima de labor!

Agora vejam como o grau de concentração é extremo. Não tentem isto em casa porque está só ao alcance dos escolhidos. Graças a Deus sou um deles.
O Miúdo em análise harmónica. O momento é único e irrepetivel. É o artista a dar o seu máximo, no limite do humano, quiçá pondo em risco a sua própria vida! Só por este momento, o disco vale a pena.
Numa primeira mirada, pode parecer que o Tomi pediu a camisa emprestada ao Miúdo, para este difícil exercício de afinação. Mas não, a camisa da moda é comum a vários elementos do grupo, numa clara demonstração de harmonia e afinação entre todos. Este é só mais um terrivel momento de trabalho nas noites do Vibe Zone, o estúdio/motel onde estamos a gravar.

08 abril 2007

A última semana

O domingo de Páscoa já se finda mas não quero deixar de aproveitar estes minutos que faltam para desejar a todos que por aqui passam os votos de uma Feliz Páscoa em 2008.
Nós continuamos o nosso árduo trabalho de grupo sem instrumentos. Tal como vem sendo dito, estamos a preparar o novo disco, com saída prevista lá para fins de Maio. Esta semana entrámos em estúdio e neste momento já há algumas coisas gravadas. Pelo meio meteu-se um jantar que abrilhantámos com as nossas maviosas vozes e que será dissecado noutra ocasião.
Para já alguns dos melhores momentos de estúdio, ou melhor, ao redor do estúdio… porque lá dentro é sangue, suor e lágrimas e não seria de bom tom estar a exibi-lo!
Ora cá está uma coisa que eu gosto! "A feminilidade exibi-se e forma sublime em movimentos, trajes, sons e curvas...". Exibi-se? Que sons? Há sons, que saídos do homem ou da mulher, não são de todo sublimes... mas nada como ir a umas aulas de dança do ventre para vermos do que se fala. Já agora se perceberem a frase, expliquem-me.
Aqui temos uma informação muito útil. Conheço quem se tenha queimado violentamente por ter colocado o cigarro ainda em brasa num urinol. É que muita gente não conta, mas há quem use produtos inflamáveis para limpar a cerâmica. Outros há, que por descoordenação motora, confundem a beata com o resto e lançam à agua o que não devem.
Em estúdio. Dia 1. Foi assim o fim do jantar. Para trás ficaram as pataniscas, o chouriço, a alheira de javali, o bacalhau com natas e a francesinha. No fim o Sr. Fernando não deixou de nos presentear com o digestivo de aguardente e mel. Inexplicavelmente essa noite foi de fraco rendimento no estúdio.
Em estúdio. Dia 2. Contrariamos completamente a tendência do dia anterior e ficámo-nos apenas pela posta, deixando de lado o novo-riquismo do prato de peixe e de carne. No entanto, e tal como na noite anterior, o horário nocturno não foi muito produtivo. Teria sido do presunto? do pão de alho? das sobremesas? Não sei...

11 fevereiro 2007

Janeiro, 28 de.

Há quinze dias atrás voltámos a estúdio para mais uma parceria. Desta vez fomos nós os Avôs Cantigas da companhia já que a fita foi dividida com um grupo, os Denário, em início de carreira e a gravar o seu primeiro álbum de título “Pelo prazer descuidado de estar vivo”. E foi mesmo um prazer cantar com alguém que já não sendo da nossa geração (já deixámos o posto de última geração há uns anitos), está musicalmente colado aos nossos gostos. Foi desta forma muito fácil participar neste disco. O álbum está já em fase de misturas e nós aguardamo-lo. Para os Denário as maiores felicidades!

Foto de família. Os Denário e os europeus das Vozes. Como o disco já tem baixo elécrtico gravado, o africano foi preterido em detrimento da máquina. É a revolução industrial a chegar às Vozes.

19 dezembro 2006

Encontro histórico

Tinha doze anos quando ouvi pela primeira vez cantada uma zona que conhecia e perto de onde vivia. Foi uma alegria perceber que o Lima 5 tinha já direito a canção e ainda para mais com pronúncia. Assim conheci os “Trabalhadores do Comércio” e estávamos em 1980. Depois vieram o “Chamem a Pulissia” e o “Taquetinhu ou lebas no fucinho”. O humor, a ironia, os lugares e a pronúncia eram aqueles a que eu estava habituado. A música tinha proximidade com o Zappa que começava a conhecer e a admirar.
Depois, em 2001, nós, a Manuela, o Veloso, o Reininho e o Godinho fizemos o grand finale do Porto Cantado com o “Sim, soue um gaijo do Porto”, hino de todo o bem-nascido aqui no burgo: “sim, sou um gaijo do Porto / olha a grande nobidade / represento, bibo ou morto / o mau jeito da cidade”.
No domingo, dia 10, deu-se o nosso encontro histórico no estúdio The vault em Matosinhos. Fomos gravar no novo disco dos Trabalhadores do Comércio, o primeiro do século XXI, e com título Ebuloçom.
Mais do que poder cantar em Nortuguês e trocar os vês pelos bês, foi para mim um voltar aos 80s e à minha adolescência, e recordar os amigos, os colegas, os freaks, os passados, os punks, os flipados e os ganzados do Marquês, da Constituição, da Filipa, do Ofir e do Cenáculo.
Gravámos umas vozes de classe, melhores que as dos outros gaijos do Norte de Inglaterra. Aquilo tá melhor que o Dear Prudence! E mais ainda, tivemos que repetir um take, não por estar desafinado, mas porque algum traidor pronunciou salvar em vez de salbar! Biba os Trabalhadores do Comércio!

Final da sessão. Da esquerda para a direita como no futebol: Jony, Serjão, eu, Miúdo, Tomi e Jorge Filipe. Por motivos óbvios o Vilhas não está presente. Este é um trabalho só para gaijos do Porto. Ah! o miúdo deles, o João, esteve no estúdio mas à hora da foto já tinha bazado!