18 janeiro 2008

VOZES NA TV GALICIA

E acreditem que não são umas vozes quaisquer,são as nossas Vozes da Rádio!
Amanhã, ou melhor hoje, sexta feira 18, as Vozes da Rádio vão estar no programa Acompáñenos (vá lá, dizer a palavra correctamente) e mais uma vez deslumbrar nuestros hermanos!
Pessoal, toca a abrir a net e a contribuir para a improdutividade no trabalho... é que o programa começa perto das 16h espanholas ou seja as nossas 15.
Depois do almocinho animado (pré fim-de-semana) segue-se uma sessão urxente de visualização da Tv Galicia... no local mais perto de si. ou seja aqui!

Boa vixualixaxão! ;)

Ps: À noite espera-nos um grande concerto no Bar Liceum, no Porriño...quem sabe não apareces?

15 janeiro 2008

Esgotado

Estou aqui sentado no computador e vejo um e-mail da Casa da Música. Já temos a lista das pessoas que se inscreveram, até agora, no Coro de Famílias Reais, que começa este domingo.
A nossa primeira conversa, em Julho, começou mais ou menos assim: se houver 20 inscrições, vocês conseguem trabalhar? E se for menos? Qual é o número mínimo de pessoas para este projecto resultar? Já nem me lembro o que respondi, até porque logo à partida tinha a convicção que apareceriam mais que as tais 20 pessoas…
Pois neste momento, e por razões que se prendem com o próprio espaço, estamos com 105 inscrições aceites e algumas em lista de espera, pois pode sempre haver desistências de última hora!
Por isso, famílias de última hora, contactem o serviço educativo da Casa da Música para ver se há desistências. Quanto aos outros, os Cunhas, Braz, Ferreiras, Fernandes, Silvas, etc, etc, etc… lá vos esperamos domingo às 15h na Sala 2 da Casa da Música para esta aventura que culmina em Março com um grandioso concerto. Já agora, para esta sessão (e para as outras) esqueçam o fato de domingo, o de ir à missa, e apareçam com roupa desportiva, porque no nosso plano está previsto muito suor (para os outros encontros guardamos o sangue e as lágrimas).
São estas as escadas que terão de subir para atingirem o planalto da fama. Já agora cuidadinho a subirem estes degraus, que muito boa gente já experimentou no corpo os ângulos bem delineados pelo sr. Rem Koolhaas. Será que na mente deste arquitecto, ao desenhar esta escadaria, estaria a sua menos conhecida obra de realizador de filmes? É que, pelo que sei, os filmes dele foram feitos nos anos 70, no Oriente, e também nas películas havia muita gente a cair... ou pelo menos de joelhos.

13 janeiro 2008

Imitações

Os minutos antes de entrarmos em palco são sempre os mais demorados e os mais difíceis de passar. Inventamos mil coisas para ir fazendo: cantamos, atiramos garrafas de águas uns aos outros, desconfiguramos os telemóveis dos colegas. Tudo se inventa para o tempo passar e passarmos nós à acção.
No que toca a invenções o nosso técnico Nuno é um dos mais criativos. Na noite que passámos no Dragão tivemos momentos particularmente interessantes. Uns estão guardados em vídeo para ver mais tarde. Outros, as imitações faciais, ficam desde já aqui. São performances de alto nível artístico que tem abaixo de cada uma delas a explicação.
Uma boa semana. A melhor imitação que o Nuno conseguiu para Manuela Moura Guedes depois da plástica. O Nuno, que em trabalho, tinha estado com ela dias antes deste nosso evento estava deveras impressionado com a dificuldade que a senhora apresentava em sorrir, fruto dos esticões sofridos. Medeiros Ferreira, sob o olhar atento do Nuno. Podemos dizer que se trata de uma imitação de coeficiente alto de dificuldade. Apesar de ser tarefa difícil, podemos gritar PROVA SUPERADA!Estando nós no estádio do Dragão, não podia faltar a imitação do Maniche. Cá está um grupo de Maniches prontos a entrar em campo. Atrás o Zé António faz coisas feias com os dedos.

12 janeiro 2008

Harmonia - Lição nº 1

A Casa da Música desafiou-nos para, de forma pedagógica e clara, explicarmos o que é harmonia. Estudámos os melhores pedagogos, assistimos às lições de Bernstein, discutimos com os nossos mestres e chegámos a um formato que foi apresentado no passado dia 15 de Dezembro. O dicionário de ouvir da Casa da Música ficou com a letra H preenchida, o H de Harmonia.
Ao nosso cantar e às nossas harmonias juntámos filmes que ajudaram, sobretudo ao público mais jovem, a entender o que é harmonia, como começou e como todos podemos viver de forma harmónica.
Hoje deixo aqui a lição número 1. A harmonia ancestral. Assistam e cultivem-se.

10 janeiro 2008

Momento Ruca

A esta hora deveríamos estar a ensaiar os novos temas que, para a semana, pretendemos estrear na Galiza. No entanto o nosso Miúdo está de cama, pois como sabem é muito sensível (basta ir lendo os esgalhanços por aqui abaixo para se descobrir várias referências a este facto), e sucumbiu a um vírus gripal.
Para manter o espírito de reunião do grupo, coloco aqui imagens do ensaio da última quinta-feira. Poderia por uns avanços dos novos arranjos, sim, poderia… mas não vou chapar com isso aqui na parede, para já. Poderia até pendurar aqui imagens de solos de flauta de nariz, a última coqueluche do grupo… sim, poderia, mas guardo para daqui a uns dias. O facto mais marcante do último ensaio foi o Tomi. Pelo seu habitual atraso de uma hora? Não… é tão habitual que já não marca nada! O que marcou mesmo foi o seu radical corte de cabelo!
Qual Ruca, o nosso colega apareceu-nos de gorro, escondendo uma luzidia careca que, à força de maquina zero, foi esculpida na sua superfície capilar. O Miúdo já há uns dias tinha aqui posto uma foto desse momento. Ele foi um dos que assistiu à rapadela. Para os outros foi uma meia-surpresa pois já sabíamos do feito.
Resta saber se é para continuar, se depois desta pelada surgirá uma farta cabeleira, que há algum tempo anda desaparecida, ou se é já um golpe publicitário para um próximo trabalho das Vozes. É esperar.

Lei do tabaco

Com a nova lei do tabaco, voltaram os nossos maravilhosos enquetes. Maravilhosos e úteis pois assim ficamos a conhecer a opinião dos nossos leitores sobre assuntos fracturantes da actualidade nacional.
A proibição generalizada de fumar em locais públicos não me afecta de forma alguma. No entanto também não me sentia muito incomodado com o fumo. Pelo contrário, o Miúdo que é muito sensível, volta e meia lá levantava a voz ao nosso técnico de som, Nuno, por este no final das refeições, sacar logo do seu cigarrito.
Esta foto foi tirada no aeroporto de Barajas. Lá está ele no ghetto para toxicodependentes, enquanto eu cá fora tirava fotos e fazia gestos feios. O ar de felicidade do Nuno contagia-nos a todos, não é?
Ainda assim este ar do pobre do Nuno não se assemelha nada com aquele que ele mostrou a bordo do avião que em 2001 nos levou a Macau. O homem do som contrariando todos os avisos, foi para a casa de banho matar o vício. Cá fora a menina da Lufthansa esperava-o com a ameaça de multa de 10000 dólares e ainda a entrega às autoridades. Ele tremeu e voltou para dentro da casa de banho… mas por outros motivos…

09 janeiro 2008

Duelo ou dueto?

Volto a mais um momento do barco. Passou-se em Abril, neste caso na noite de 25. O nosso velho conhecido da Rádio Nova Francisco Menezes, também foi a bordo do Princess Danae. Recordando tempos de emissão em directo aqui do Porto, decidimos de comum acordo fazer 2 temas em palco. Para a adrenalina ser maior não os ensaiámos. Na hora de nos vestirmos, fomos cantando os temas, enquanto o Chico via uma galeria de horrores à frente dele e ia percebendo o que poderia fazer durante o espectáculo. Não tenho a certeza, mas julgo que ele já conhecia esta nossa versão do Tainted Love, pois já mais de uma vez nos viu ao vivo.
Em palco partimos para o duelo/dueto. Viveu sobretudo do espontâneo e das excelentes capacidades vocais do Francisco, que a meu ver, ele não aproveita a 100%. Podem comprová-lo por estas imagens.
Mas este esgalhanço não serve apenas para ver esta performance. Serve também para anunciar que muitos e mais duelos/duetos com as Vozes serão possíveis nos próximos 3 meses. Na Casa da Música, no serviço educativo, já estão abertas as inscrições para o Coro de Famílias Reais! O que é, ou o que vais ser? Pois nem nós sabemos bem. Mas para princípio é a oportunidade de trabalharmos juntos em 3 sessões (20 de Janeiro, 17 Fevereiro e 16 de Março) com um apoteótico final. Um concerto das famílias participantes com as Vozes da Rádio na Sala 2 da Casa da Música. Serão usados métodos modernos, únicos e sobretudo muito eficazes para um objectivo comum: harmonia!
Voltando ao filmeco: reparem como o barco, qual Titanic, oscilava. Ora eu, ora o Jony, andámos a patinar um pouco. Mas o número de mais brilho é mesmo do Chico que a certa altura ia saindo palco fora, tendo eu esticado o braço para discretamente o puxar para o microfone com ar de felicidade, como se nada tivesse acontecido. Num primeiro olhar até parece romance… mas não é! Seria tombo mesmo!

06 janeiro 2008

Golo!

Brutal, foi a palavra mais simples que encontrei para definir o nosso novo lay-out. É que nem o pormenor das sombrinhas no rádio está esquecido! Tenho que publicamente parabenizar essa figura que paira sobre nós, e que assina Vozes da Rádio nos esgalhos que por cá aparecem.
Talvez por toda esta envolvente azul que tomou conta das paredes do tasco, sinto-me finalmente impelido e com coragem para relevar imagens que marcaram o nosso dia 17 de Dezembro. O cenário foi o Estádio do Dragão. O argumento foi o jantar de Natal do Futebol Clube do Porto e a performance foi na sala VIP do dito estádio para cerca de 600 comensais.
Despi-me de clubismos e vesti-me de profissionalismo. Ao fim e ao cabo o que é mais importante? O meu clube? Não… É mesmo o saldo do meu Multibanco… e se até já cantei as palavras do Monge que dizem “deixo de ser do Benfica/Viro para verde-escuro”, porque não poderia vestir com todo o amor este jersey, ainda para mais com o meu nome esculpido acima do número 10?
Cá ficam as primeiras imagens de um jantar que fez história e que levou, pela primeira vez na nossa carreira, a termos fotos no Jogo e na Bola.
Ah! O relato é feito de forma exímia pelo nosso técnico de luz Pedro Cabral.

05 janeiro 2008

Recordações e Antecipações

O MELHOR DE 2007

Provavelmente, O MELHOR DE 2008


Restos da colecção 2007

A minha dúvida começa logo no título. Devo escrever colecção ou coleção? O c não se lê, logo pode ser tirado... mas e a raíz etimológica da palavra, qual é?
Estas são questões que nos vão apoquentar em 2008. No entanto como as imagens são de 07, sigo no meu mais arcaico português.
É um punhado de imagens sacadas à sorte do disco duro. São mais recordações do ano que acaba. No rodapé de cada uma delas fica a sua história.Junho de 2007. Lançamento do Iblussom dos Trabalhadores do Comércio. Bom disco, e aqui na foto boa companhia do New "Expensive Soul" Max. Algum exibicionismo rasca à mistura de uma das Vozes, mas existe igualmente uma atitude séria.Fnacs. Foram todas e algumas bisámos. Não sei quantas foram e é tarde para puxar pela cabeça. Esta é a de Coimbra, Julho de 2007. Felizmente foi uma imagem habitual. Os fóruns sempre cheios. Ah! Estão aqui alguns dos nossos amigos da Tuna Meliches. Esta apresentação foi mesmo depois do leitão...Meta o nariz onde é chamado. E nós lá fomos. Pusemos o nariz e cantámos no lançamento no Norte da Operação Nariz Vermelho. Esta fotografia é uma operação de charme com o Sr. Engenheiro a ver se ele nos lança uma OPA. Ópa nós tão lindos!
Maxime.Dezembro 07. Não é um de nós, mas é como se fosse. Este senhor num dos últimos telefonemas que me fez, disse: "Prendas, vocês estão na antecâmara do internamento". E que dizer deste nosso amigo, que em pleno camarim, quis experimentar os nossos barretes? Um grande abraço para o João Monge, presença amiga e constante nas nossas investidas ao sul. E já agora, fica-te bem, irmão!

01 janeiro 2008

A contagem final... já foi

A ideia inicial foi a de por este vídeo antes da meia-noite. Para isso teria de o ter colocado ontem... Logo, adiei para agora a exposição pública desta nossa apresentação do Final Countdown. Aconteceu no dia 27 de Outubro do ano passado na Fnac de Santa Catarina. Foi aliás uma das muitas Fnacs que fizemos o ano passado (como já escrevi, passámos em todas por alturas do lançamento do Sete e Pico e ainda estivemos no aniversário da de Santa Catarina - este vídeo é desse dia - na inauguração da Fnac de Braga e há bem pouco tempo na nova Fnac de Alfragide).
Algumas particularidades: este documento histórico só é possível porque a nossa amiga Jacky, com o seu telemóvel, gravou a performance. Por tudo e por isto, obrigado Jacky! No público estava a assistir o elenco do Cabeças no Ar que nesse dia se apresentou no Coliseu. Obrigado a todos, em especial ao nosso amigo Manuel Paulo, um indefectível das Vozes desde a primeira hora. Também o Rui Veloso lá esteve apesar das muletas, pois tinha sido operado aos joelhos dias antes. Obrigado Rui e fica a saber que desde esse dia és o senhor das muletas para a minha Maria.
O Natal já passou, um Natal que, como bem nos lembrou a TV Guia, essa referência do pensamento nacional, foi o primeiro sem Maddie. A passagem de ano também, uma passagem de ano que, como bem vos diz este vosso amigo, referência deste blog, foi o primeiro sem Benazir. Pois que para o resto do ano não vos falte o pai da mesma, o Halibhutto, a melhor invenção para pele e para os efeitos que os exageros da passagem de ano (sejam eles quais forem) proporcionam. É untarem-se bem, que a coisa passa...

31 dezembro 2007

Os votos serão os mesmos?

Já aqui fui escrevendo sobre os meus colegas de grupo. Do Jony várias vezes disse que se trata do mais tímido, o mais calado, por vezes até sorumbático. Também já contei histórias em que ele é o protagonista que desmentem por completo esta ideia.
O filmezinho que se segue é mais uma prova de que, de quem menos se espera, surgem as mais inesperadas reacções. Tudo se passou no início do ano passado (dia 8 ou 9 de Janeiro) no Portugal no Coração. A Merche e o Malato tinham como convidada a Marta Crawford, que fala sobre sexo de forma aberta e clara, e o Jony passou o tempo antes de entrarmos em palco a escutá-la com atenção. O resto pode ser visto aqui. Não sei se os votos do Jony foram cumpridos, nunca falamos da nossa vida privada em grupo, mas mesmo que tenham sido espero que se prolonguem per seculum seculorum... se não para ele, para mim...
Um bom ano!

Mais recordações de 2007

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

30 dezembro 2007

Último dia de palco

Hoje, por volta da uma da tarde, saímos de palco pela última vez este ano. Foi no Concerto Promenade do Coliseu, e tivemos o privilégio de actuar com o Circo Mundial e a Orquestra Clássica de Espinho. Não foi a nossa estreia absoluta de partilha de palco com orquestra (já estivemos num concerto de São João com a orquestra Musicare há muitos anos atrás e depois disso com a Orquestra das Beiras numa convenção da TMN onde também cantámos com a Sara Tavares e o Nuno Guerreiro), mas foi a primeira vez que cantámos numa arena de circo e estivemos na parada final. Foi a melhor maneira para fechar este ano, disso não temos dúvidas. Quanto à parte musical, em breve estarão aqui as imagens e o som.
Chegados a esta altura fazemos o balanço de 2007. O desemprego subiu, perdeu-se poder de compra, estamos cada vez mais no fim da Europa, mas para nós Vozes o balanço é positivo. Funcionamos em contra ciclo! Fizemos mais de 30 actuações, estivemos pela primeira vez em sítios como Lagoa, Seia, Moura, Lousada, Trofa, Lemede, Madrid, andámos de barco, de avião, muito de carrinha, fizemos uma temporada no Casino Lisboa, apresentámo-nos na Casa da Música, gravámos um disco, participámos no dos Trabalhadores do Comércio, criaram-se t-shirts VdR. Fomos um sem número de vezes à televisão, virámos referência no livro Tascas do Porto e até fomos fonte de inspiração para uma pergunta no concurso Herança!
Resta neste momento recordar alguns desses momentos com fotos da época e esperar por 2008. Para já, e mesmo sem ainda ter começado, as perspectivas são animadoras: só o facto de já termos mais de dez datas marcadas, dá-nos ganas para continuar a criar e a animar os bailes populares das diversas paróquias por onde passamos.
Fica aqui a primeira série de recordações fotográficas com as respectivas indicações. Trofa. As Vozes no Centro Cultural apreciam uma exposição que nos tocou profundamente. O concerto, que decorreu no âmbito da Feira do Livro infanto-juvenil, foi muito bom. Eu pelo menos gostei muito do leitão que comemos ao jantar.A primeira noite a bordo do Princess Danae. Da aventura em alto-mar já aqui fomos dando conta, havendo ainda bastante material para revelar. Fotos exclusivas do Vilhas, por exemplo.Madrid. Vozes da Rádio passam a ser o mais internacional conjunto a cappella de sempre. Além de duas digressões de sucesso ao Oriente, conquistam a Galiza e depois Madrid. Seremos nós que em breve questionaremos Olivença e daremos início à soberania lusitana daquela terra. Isto é uma profecia à la Nostradamus, já que o Zandinga há muito não as faz...Ecletismo! Só um grupo como o nosso está um dia em Madrid e no seguinte em Lemede, perto de Cantanhede, nas festas em honra de São Jorge (grande Santo que espetou no Dragão!). Como podem ver na foto, partilhámos o palco com grupos como os TV5, os Contraste ou ainda os TGV. Para vocês, colegas de estrada um feliz 2008.

28 dezembro 2007

Deolinda, ai cara linda

Esta é uma canção tão imoral que, apesar de eu a já ter escrito há mais de um ano, nunca tivemos coragem de a estrear. O arranjo a cappella está feito e ensaiado, mas o conteúdo lírico (assinado por um primo que padece da mesma deformação mental que eu sofro) tem-nos inibido de fazer a apresentação pública a vozes da canção.
Quando o Márvio Fisz, da Desigual, nos desafiou para fazer algo diferente e (cito) “soltar a franga”, avançámos para o projecto paralelo RenasSer, inspirado também no tema da festa da Desigual “Life Party”. Nessa altura achámos que este Deolinda, Cara Linda seria perfeito, pois no fundo, trata-se de uma positiva mensagem de vida. Por ser interpretado pelo nosso alter-ego Boys Band de inspiração espiritual e bissexual, optámos pela versão instrumental. A coreografia inteiramente desenvolvida por nós tem raízes nos Kraftwerk, em Gene Kelly e nos rituais tupinambás da Amazónia.
Para poderem beber toda a riqueza da mensagem fica aqui o texto. E fica também a moral: O amor ainda é possível! Basta procurá-lo.


Refrão
Deolinda, ai cara linda,
Menina tão sensível.

Veio de muito longe
De uma aldeia lá de cima
Foi prós têxteis trabalhar
Era Deolinda uma menina.

Num dia muito triste
Malhas que o Diabo teceu
Sobre a infeliz mocinha
Uma desgraça se abateu,

O peso de um fardo de roupa
Nas frágeis costas trazia
Quando caiu nas escadas
E fracturou a coluna e a bacia.

Refrão

Ao cair a pobre garota
Numa panela foi embater
Acabou por ser atingida
Por água que estava a ferver.

Com feias queimaduras,
E a face toda marcada.
Deixou de andar Deolinda,
Na cama ficou entrevada.

Sobre aquela casa humilde
Abateu-se o sofrimento.
Sem dinheiro e aleijada
Vivia Deolinda seu tormento.

Refrão

Na hora da novela
Toda a dor se mitigava.
Os artistas apaixonados,
E a menina sonhava.

Deolinda queria o Amor
Ser como qualquer pessoa.
Mas não há amor impossível
Ainda que isso nos doa.

A crueldade do destino
Voltou para a castigar.
Num mês a ruim doença,
Seus pais lhe veio roubar.

Refrão

Ao colo dos vizinhos
Junto de uma campa rasa
Despediu-se Deolinda
Voltando triste para casa.

Voltou também aos sonhos
Aos desejos de ser amada.
Ter um homem nos braços
Sentir-se mulher desejada.

Se o bem não dura sempre
Quis o destino que um dia
Todo mal se acabasse
Num prémio de lotaria.

Refrão

Deolinda tinha apostado
Os seus últimos tostões
E transformou o seu sonho
Em mais de três milhões.

E a pobre menina aleijada
Uma cadeira de rodas comprou
Foi a Espanha comer marisco
E a sua vida mudou....

Deolinda ai cara linda
Menina tão sensível
Deolinda ai cara linda
O Amor ainda é possível.

27 dezembro 2007

E hoje... há ensaio!

Hoje voltamos aos ensaios, depois de um período alargado de férias (desde segunda-feira da semana passada!), para uma actuação surpresa que decorrerá brevemente… como é surpresa, não posso dizer que domingo de manhã actuaremos algures na cidade do Porto. E mais não posso dizer… a não ser que… o lugar dos palhaços é no circo!
Hoje, no entanto, já estive com o Jony e o Miúdo num encontro que tivemos os três com o Nuno Costa Santos, associado das Produções Fictícias. É lógico que o humor foi um dos temas durante o almoço e contei ao Nuno que desde a primeira passagem na tv do Monty Python Flying Circus que sou um fanático pelo humor deles. Ele disse-me que a RTP estreou a série em 75, pelo que eu seria muito novo. Aí fiz um pouco de auto-hipnotismo regressivo e descobri que sim! É verdade! Nessa altura, e com 6 anos, era fortemente influenciado pelos meus primos, todos mais velhos do que eu. E eles incutiram-me o gosto pelo humor britânico, de tal forma que ainda me lembro de alguns sketchs a preto e branco! Obrigado primos.
Assim, e porque me apetece, aqui fica o Sit On My Face conforme foi apresentado em 2002, no concerto de homenagem a George Harrison. O Beatle além de grande fã, foi dono da produtora que lançou vários filmes dos Monty Python. Ele próprio apareceu em alguns.
A letra e as imagens ficam aqui. Divirtam-se.

Sit on my face and tell me that you love me
I'll sit on your face and tell you I love you too
I love to hear you oralize
When I'm between your thighs
You blow me away.

Sit on my face and let my lips embrace you
I'll sit on your face and then I'll love you truly
Life can be fine if we both sixty nine
If we sit on our faces
In all sorts of places
And play till we're blown away.


26 dezembro 2007

Contra a ASAE, marchar, marchar!

Há algum tempo que andava para escrever aqui no tasco sobre isto, sobretudo depois de ter lido que a ASAE tinha fechado esses santuários de toxicidade legal de Lisboa que são os balcões de venda da ginginha. Ainda este verão lá fui eu e o meu amigo lisboeta João Silva beber umas (com elas, é claro) no largo de São Domingos, onde todos os dias se fazem cimeiras União Europeia-África sem Mugabes, nem Merkls.
Mas quem será a ASAE? Terá rosto? Julgo que ninguém sabe. A única informação que tenho é que estando a ASAE dependente do ministério da economia, local onde reconhecidamente se congregam as maiores alimárias do actual consulado, deverá ser por lá que se decidem os raids higiénicos em nome do bem comum que ultimamente têm vindo a fazer. António Barreto, numa excelente crónica que vinha no Público, escreveu sobre este seguidismo parolo e provinciano dos “bons alunos” de Bruxelas, que mata aos poucos usos e costumes em nome de uma falsa qualidade. A identidade nacional que devemos preservar passa pela colher de pau, pelo chouriço caseiro, pela castanha em papel de lista telefónica. Alguém acredita que os ingleses vão deixar de comer fish & chips à mão e embrulhado em papel de jornal só porque um punhado de burocratas acha que se trata de um atentado à saúde pública? É claro que não! É nojento? É! Mas se é assim que sabe bem, haja jornal e fritos. A verdade é que estas políticas nos querem à imagem e semelhança dos seus responsáveis: assépticos e agâmicos, umas verdadeiras amebas.

Na noite de Natal fui presenteado com o livro “As Tascas do Porto” de Raul Simões Pinto. Este extraordinário guia que a minha irmã me deu, foi devorado ontem, com a mesma rapidez com que se come um pratinho de moelas ou umas pataniscas. Ao lê-lo, passei por sítios onde já várias vezes entrei como é o caso da Adega o Papagaio, Adega do Olho, o Buraquinho dos Poveiros, a Casa Amaro, ali mesmo à beira da casa do Isaac, o meu eterno amigo de infância, ou a mais conhecida das tascas, a Badalhoca, onde se comem as melhores sandes de presunto do mundo. Li a história da casa Rei dos Galos de Amarante, onde as Vozes têm comido e onde fizemos amizade com o Sr. Rodrigo e a D. Rosa. Nas paredes estão testemunhos nossos, para quem lá for comer.
A maior surpresa, para mim, está na página 120, quando o proprietário do Retiro da Lixa, na Rua das Fontaínhas, fala no hábito de se cantar a cappella no tasco dele. Passo a citar: “Tempos bons esses do “cantar a cappella” – estilo “Vozes da Rádio”, sem instrumentos –, alguns clientes tinham voz de tenor, outros imitavam o falecido Neca Rafael, fadista da Afurada, e cantávamos até às 2, 3 da manhã.” Sr. Fernando! Obrigado, esta é a melhor prenda de Natal para as Vozes! Sermos referência neste meio, vale mais que mil imagens em revistas cor-de-rosa.
Infelizmente em todo o livro há um horizonte cinzento, um medo do futuro, com estas cruzadas em nome da saúde pública. A isto se junta uma cidade que vai lentamente morrendo e que leva a que as cerca de 100 tascas do Porto tenham os dias contados. Isto, é claro, se não fizermos nada. Por isso sugiro que daqui para a frente tomemos um traçadinho ou um pinochet pelo menos uma vez por dia, num tasco da cidade. Que os lanches deixem de ser no “pão quente” e passem a ser no tasco mais próximo. E que à chegada das brigadas da ASAE haja paus e punhos, para, quais padeiras de Aljubarrota, expulsarmos o Satanás. Contra a ASAE, marchar, marchar… e para quem nela manda, cito Caetano: “Dona das divinas tetas/ La leche buena toda en mi garganta/ La mala leche para los puretas”.

24 dezembro 2007

Finalmente... Feliz Natal!

Eis chegada a hora do último esgalhanço antes da consoada. É este escrito que vos vai desejar um Feliz Natal, com muita alegria, calor familiar e já agora prendas VdR, que são as mais bonitas de receber.
A melhor forma de enviarmos os votos natalícios é cantar. Por isso mesmo aqui fica mais uma vez o Boas Festas. Só que esta gravação tem de ser muito bem explicada.
Quem tem seguido a nossa vida aqui no blog, sabe que neste mês de Dezembro, além da actividade normal do grupo, com ensaios e concertos, tivemos dias de gravação vídeo que serviram de suporte ao lançamento do RenasSer e também à apresentação na Casa da Música do H de Harmonia. As imagens da Casa da Música já estão prometidas para aqui aparecerem em breve. O vídeo dos RenasSer já aqui passou e tornou-se em pouco tempo, num dos nossos vídeos mais vistos!
O que aqui se vê foi gravado durante a preparação do H de Harmonia e é a realização de um dos meus sonhos desde há muito. A verdade é que nunca participei numa festa de pijama. Homens não fazem esse tipo de coisas. Seria até de muito mau gosto ver corpos masculinos revestidos com flanelas ou pior, com aqueles pijamas 100% poliéster e que cheiram a fibra. Visão do Inferno! Isso é coisa mais de meninas, que vestidas com sedas vaporosas ou túnicas transparentes aguçam o mais cândido dos sentidos. Talvez por eu ter sentido aguçado, nunca fui convidado para nenhuma festinha... Estive há muitos anos em festas mistas que poderiam ser festas de pijama, mas recordando esses tempos, chego facilmente à conclusão que pijama ali no meio seria no mínimo um empecilho. Coisas animadas, sim, mas infelizmente sem pijama.
Desta vez o guião deu-me a hipótese de concretizar o sonho, mesmo antes dos 40! (ou não tivesse eu contribuído para a escrita do mesmo). Todos de pijama, uns de mulher, outros de homem. Todos deitadinhos num chão gelado e eu de camisa de noite! E ainda por cima de totós! Bem percebi a mensagem que me enviaram depois da apresentação na Casa da Música: “depois de te ver de totós e camisa de noite, nunca mais serei a mesma”. Falta-me ainda descobrir se isto é positivo ou não…
Eu também não serei o mesmo. O frio que rapei neste dia deu-me cabo da saúde. As costinhas pousadas no frio do chão nunca mais foram as mesmas. Por outro lado percebi porque é que os cantores habitualmente actuam de pé. Dá mais jeito para cantar e a coisa sai mais afinada. Outro inconveniente: dar o tom de ouvido, sem diapasão e estando deitado, faz tudo ficar mais agudo. Deve ser da excitação. São experiências destas que nos fazem crescer.
Um Feliz Natal a todos!

El Gordo

Continuando a decoração aqui do sítio com memórias de Natal, não posso deixar de colocar aqui este momento lindo à porta da histórica catedral de Santiago de Compostela.
A manhã estava gélida. Nós por ali andávamos à espera que o comércio abrisse, porque como é sabido, a preguiça também passa a fronteira, não é só produto nacional, e por aquelas bandas a manhã começa no pino do sol, ou seja onde em locais civilizados começa a tarde.
Para passar o tempo, andámos a cantar pelas redondezas e comprámos El Gordo. Ao nosso vendedor da putativa sorte grande, o Sr. Xoaquin (cujo nome foi por nós posto, por ter ar de Joaquim) dedicámos o Boas Festas que aqui se ouve e vê. É claro que de El Gordo nada tivemos. Apenas contámos com a afincada participação do Sr. Xoaquin que, ou pelo frio, ou pela indominável vontade de cantar, lá tremia a placa cada vez que cantávamos “Papai Noel”.
De registo fica igualmente a prestação do camera-man, o nosso Manuel Leitão, que para transformar o filme em algo mais apetecível (e não apenas numa fila de seis monos masculinos), desviava a objectiva cada vez que uma moçoila, galega ou não, cruzava o nosso espaço. É assim mesmo, tio Manel!

23 dezembro 2007

Jingle Bells

Enquanto o Natal se vai aproximando, nós vamos apresentando aqui no nosso cantinho canções de Natal cantadas por nós.
Este Jingle Bells foi das primeiras a ser cantada a 5 vozes. No Natal de 1991 andámos ao som deste arranjo nas diversas apresentações que tivemos. Curiosamente quando em 2003 lançámos o disco Natal, deixámos o Jingle Bells de fora. Na reedição de 2006 já não houve esquecimento e incluímos este clássico de Natal.
Esta gravação tem dias. Foi feita na Casa da Música, no dia 15 deste mês, aquando da nossa passagem por lá para explicarmos o que é harmonia. Essa explicação irá subir aqui ao tasco um destes dias. Para já fica aqui o Jingle Bells para ir animando os preparativos para a festa.