18 Julho 2008

Guerreiro Espacial

Aproveitando o pico da silly season, apresento-vos o Guerreiro Espacial, um verdadeiro épico musical, que tem uma introdução em latim, o Per Stellas, algo que caiu em desuso na música popular desde o século XIX, e que nós quisemos ressuscitar.
Estes dois momentos musicais, o Per Stellas e o Guerreiro Espacial, fizeram parte de um projecto que nunca o deixou de ser. Durante algum tempo escrevemos canções de amor espacial para um espectáculo de nome "2001 - a cappella no espaço", mas que nunca chegou a ser montado. A estes temas juntavam-se ainda a Pequena Jupiteriana, o Jacarépagunaminacajurapassu, cançonetas que fazem parte do nosso disco ao vivo de 2002. Mais canções de inspiração galáctica foram feitas na altura: o She's Waiting For Her Love (que habitualmente cantamos ao vivo), o Estou Ficando Apaixonado Por Suas Orelhas, o Soy un Robot ou ainda o Robot-Corno, estes três últimos só ouvidos na nossa sala de ensaios.
Um dia, quem sabe, podemos voltar a pegar nesta silly idea, que na época nos parecia brilhante. Além das músicas, pensámos numa encenação hollywoodesca com fogo, voos razantes sobre a plateia e mulheres verdes.
Para terminar, só deixar a informação que este momento de demência foi gravado para um programa de televisão de nome Parque Maior, no ano 2000, e que só está aqui porque a nossa amiga Tany, guardou esta relíquia.

16 Julho 2008

O Pato

O Pato da Pena Preta é um dos temas do Sete e Pico, Oito e Coisa, Nove e Tal e que no disco tem a participação vocal da Manuela Azevedo. Ao vivo, infelizmente, não podemos contar com ela, e o Miúdo leva a cantiga, com brilho, sem dúvida, do princípio ao fim.
No entanto, no passado dia 4 de Julho, em Perosinho, o nosso jovem púbere, escorregou na letra de forma escandalosa, repetindo o mesmo verso duas vezes. A responsabilidade para tal tombo nas rimas do Sr. Mafra, foi das meninas e meninos da Orquestra da Escola de Música de Perosinho, que tão bem nos acompanharam nesse serão.
Um enorme obrigado à gente boa da escola, em especial ao João Costa, director pedagógico, que tem feito um trabalho notável. Já agora, o João é também ele um bocadinho VdR, pois gravou connosco no Mappa do Coração, no Mulheres e no Mais Perto, além de ter registado o seu violoncelo na fita, participou no espectáculo que concebemos para a inauguração do Museu da Alfândega. E acima de tudo isto, é um bom amigo.

14 Julho 2008

Inglês técnico

Quem tem aparecido nos nossos concertos, sabe que habitualmente dedicamos o Fado do Estudante ao nosso querido Primeiro-Ministro, ele que, como se sabe, foi um brilhante pupilo na arte de anexar cartõezinhos de Secretário de Estado aos exames. Ultimamente, e no bouquet de dedicatórias deste fado, juntamos também todo o séquito de acólitos do Primeiro que param pelo Ministério da Educação, com destaque especial para aquele senhor Valter Lemos, que nos aparece sempre com o porte de transportador de animais vivos e com o discernimento de um okapi.
Tanta clarividência deixou-nos sempre perplexos e até, porque não dizê-lo, ciumentos de tão iluminados seres. Quando o ciúme é causado pelo brilhantismo e pela inteligência, não é considerado pecado. É até uma virtude.
Guiados pelo tal ciúme e como queremos atingir o nível do nosso guru, buscamos pistas para pisar os seus caminhos. A nossa costela de detectives fez-nos correr mundo em busca da respostas para as perguntas: Onde poderia o nosso lider ter aprendido tanto de Inglês? Que estabelecimento de ensino poderia ter moldado tão iluminado crânio?
No passado dia 6 de Junho a resposta caiu-nos nas mãos. No dia do Ponte nas Ondas tivemos uma passagem, por breves horas, pela Universidade de Vigo. Lá, no piso -2, ficaram desfeitas as nossas dúvidas e esclarecemos as nossas perguntas. Fica a foto de testemunha... e ficaram na secretaria as nossas inscrições para o próximo ano lectivo.

10 Julho 2008

Débora

Dando seguimento ao ciclo silly, hoje chegou o dia de vos recordar o genérico de uma série da RTP, que há uns nove, dez anos atrás abrilhantava uma das noites do canal público.
A história até ao genérico é simples: a Ana Bola, há algum tempo que nos seguia, desde as nossas participações no Parabéns do Herman. Por outro lado é companheira de um grande músico e amigo, o baixista Zé Nabo, nosso compagnon de route na viagem de 96 a Macau. O Zé é músico do Rui Veloso, Ala dos Namorados, entre outros projectos, e fizemos com ele boa amizade no outro lado do mundo, até porque o jet-leg ajudava às noitadas. Com ele passeámos algumas noites pelos casinos de Macau, não à procura de fortuna, mas como interessados observadores internacionais.
Resultado de tudo isto, a Ana convidou-nos (em 98? 99?) para fazermos e cantarmos o genérico de um programa que andava à volta do universo pimba. Quem melhor do que nós para sermos voz desta abertura? Ninguém! Foi assim que ela pensou... e bem.
Com empenho, dedicação, profissionalismo e amor à arte (sim, porque como de costume a produtora não tinha quase verba para a criação, interpretação do genérico e separadores musicais) lá gravámos o que se ouve neste vídeo. O final, completamente silly, Nova Iorque, saiu em estúdio e lá ficou... a Ana, brilhantemente aproveitou essa evocação que fazemos ao New York, New York, e acabou o programa com a personagem a emigrar para Newark.
Alguns anos depois tive uma aluna de sua graça Débora (aliás já tive várias, o que daria para um esgalhanço sobre o gosto dos pais no momento de nomearem os filhos), que cantarolou esta linda melodia. Admirado por ela saber tão bem a parte do princípio "Débora, Débora-a" perguntei-lhe se sabia quem tinha feito aquilo. Ficou admirada quando lhe disse: eu! Nesse instante subi na sua consideração, pois ela não sabia que tinha eu contribuído para a imortalização de seu tão distinto nome. Mesmo que associando-o a uma cantora de gosto duvidoso...

08 Julho 2008

Silly Season

Não sei bem o que é isso da silly season, porque vivo uma constante silly life, rodeado por colegas de grupo completamente sillies. No entanto ontem, ao estrebuchar da manhã, comecei a perceber melhor este conceito associado ao Verão e ao tempo quente.
Ainda me mentalizava que tinha de me levantar, quando leio no rodapé da SIC notícias: “Delfins deverão anunciar para a semana o fim do grupo”. Virei-me mais uma vez na cama e pensei nisto. Porque se anuncia um anúncio, quando já se sabe o que vai ser dito? Qual é o interesse em saber que para a semana o grupo vai dizer que já morreu? Se agora nos aparecesse na pantalha (adoro este estrangeirismo) o Churchill a dizer que ia morrer, alguém duvidava? Não estamos perante um anúncio do anúncio do cadáver a anunciar que vai morrer? Fui moendo estas ideias, enquanto pelo canto do olho ia lendo mais notícias em rodapé. Ainda esperei ver mais anúncios destes mas dos Pólo Norte, nada… apenas o desprendimento de umas placas de gelo na Patagónia, que fica no lado B do mundo.
No banho fiz a associação que me abriu o entendimento do que é a silly season. A canção “não sejas silly/ não sejas silly/ não sejas silicone/ como a Sharon Stone” dos Delfins faz-me entender o anúncio do anúncio. É a silly season a despertar! Lembro-me bem de ouvir a explicação para o pouco sucesso do disco onde estava esta pérola. “Um disco maduro, que o público não percebeu”. Só já não me lembro se na altura houve anúncio para anunciar que somos uma cambada de burros.
O dia continuou, e eu já precavido, fui olhando para a vida com olhos bem mais silly que habitualmente. A meio da tarde entro num café (se não me engano de nome “Paulinha”, o que só por si é silly) e vejo que na TVI estava a ser transmitido em directo um concurso. Não sei do que se trata, mas vi uma jovem concorrente e ao lado dela o seu perfil. Sonho: ser proprietária de uma cresce. Ainda vacilei e olhei de novo. Cresce, sim estava escrito cresce. Se pensarmos de forma silly, está bem escrito. Uma creche é um aviário humano, onde se depositam pequenos seres e de onde saem crianças, muitas delas bem badochas, já com voz de gente. É um local de crescimento. A Academia das Letras devia desde já aceitar este novo grafismo para creche e até enquadrá-lo etimologicamente.
Novo concorrente. Moço nos seus vintes, perfil físico de cortador de carnes verdes e pelas informações dadas desempregado. Sonho: Passar férias nas ilhas do Pacífico. Outro sinal bem silly! O homem devia sonhar com trabalho, com formas mais decentes de ganhar a vida do que participar nos concursos da tarde… mas não, quer logo vida de lord, de preferência com um séquito de gajas boas ao lado! Triste sina a dele, que a pensar assim ainda acaba com o rendimento social de inserção…Muito silly!
Hoje, novo dia, e já imbuído do espírito universal da silly season, li mais sobre os nossos colegas músicos. Afinal o anúncio da próxima semana, foi ontem mesmo anunciado e é um fim ao estilo morte lenta. Ficou já marcado o concerto final para 2009! Mesmo para o último dia do ano. Daqui até lá, ficarão com certeza como o protagonista da Crónica de uma Morte Anunciada (que já li há mais de 20 anos, por isso não sei o nome do infeliz): toda a gente sabe que ele já está morto e só ele insiste em julgar que não.

05 Julho 2008

VOZES EM PERAFITA

Após o grande concerto de ontem no pavilhão de Perosinho, em Gaia, segue-se amanhã nova performance das Vozes da Rádio às 21.30 em Perafita, concerto este integrado nas festas em honra de S. Mamede de Perafita!

É na Zona social, sem entrada e uma excelente forma de encerrar o fim-de-semana!


Aqui fica o programa das festas, que aliás já começa hoje!

-Dia 5 de Julho
Às 17h00 na Igreja Paroquial – Oração de Vésperas Solenes Durante a noite – Montagem do Tapete de Flores
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-Dia 6 de Julho
Às 10h45 (junto ao Cruzeiro) – Inicio da Procissão até à Zona Social da Paróquia e Eucaristia Solene
Às 16h00 (na Zona Social) – Marchas Populares
Às 21h30 (na Zona Social) – Concerto Vozes da Rádio
– Fogo de Artifício

01 Julho 2008

Quase um pós-adolescente


Este esgalhanço deveria ter ido ontem para o ar. Apenas e só pelo facto da net da clix andar mais intermitente que a vida do Tsvangirai, atirou para hoje a colocação do escrito na prateleira dos aniversários.
O nosso Miúdo fez ontem anos. No mesmo dia da Sodona Amália! Para mim é ele o verdadeiro sucessor da nossa diva. Não só pela voz, mas pelos gestos e pelo bom gosto. Marizas, Dulces, Anas, Mafaldas e outros produtos do fado nacional não passam de imitações do chinês quando comparadas com o Miúdo, nesse campeonato tão disputado que é o de "eu sou a nova Amália!"
Ontem o ensaio teve bolo e vinho do Porto Branco. Houve Parabéns e houve uma conversa tão profunda que se saísse em disco iria ser o nosso hit. Para o Tiago muitos anos de vida, mas ainda mais para a avó que fez um magnifico bolo de ananás.
Já agora, e à laia de guiza, o Sr. Engenheiro se estiver a ler isto, diga à rapaziada da Clix para se aplicar um pouco mais na manutenção das linhas, que isto para este lado deve estar tudo cheio de ferrugem... e ainda por cima não tem chovido!

29 Junho 2008

E agora a nossa versão

Há uns dias falei aqui do I call your name, da história desta canção dos Beatles, da nossa versão, etc, etc, etc... Nesse dia coloquei a versão dos pais da musiqueta e prometi a nossa versão para breve. Hoje chega o dia de cumprir com o prometido, talvez como forma de celebrar o calor, o verão, ou até mesmo a impoluta vitória do Mugabe.
Este vídeo foi gravado em Ferrol, Galiza, no início de Abril deste ano. Foi apenas mais uma das dezenas e dezenas de vezes que cantámos este tema e que está gravado no nosso álbum ao vivo "Som Maravilha dos Senhores" de 2002. Ainda esta semana e para uma plateia de 450 estrangeiros, cantámos esta aversão que felizmente nunca chegará às orelhas dos seus papás. Um deles definitivamente já não a ouve e o outro tem mais do que fazer do que andar no youtube a ouvir versões das músicas dele.
Bom domingo, boa praia!

22 Junho 2008

E já passaram quinze dias...

Terminou há instantes mais um terrível ciclo de trabalho. Estou cansado, mas feliz porque tenho outro pela frente! E se continuar assim durante muitos e muitos anos, acreditem que vivo feliz para sempre como nas histórias infantis.
Justificada desta forma a intermitência de esgalhanços destas últimas semanas, viro-me para o álbum de recordações recentes (aquelas que o Alzheimer não perdoa) e penduro a nossa última prestação televisiva. Aconteceu há exactamente 15 dias numa gala da RTP, ou melhor, que a RTP transmitiu e que, pelo que percebi, se destinou a premiar aqueles que lá fora se distinguem nas mais variadas actividades.
Desta experiência televisiva fica a minha vontade de distinguir pela incompetência quem fez o som da emissão e da sala (duas pessoas, dois incompetentes) e que conseguiram, além de um feedback inicial daqueles que já não se usam, o incrível desequilibrio das vozes: a voz do Jony fica como solista, bem mais alto que todos os outros, e nem os três minutos de música chegaram para a alimária corrigir tal erro. Se isto fosse uma casa séria passava agora a dissertar sobre o que leva tantos músicos a optarem pelo playback, sobre a competência do pessoal técnico das diferentes produtoras e dos diferentes canais e sobre um conceito novo que ando a estudar: inteligência musical. Ouvi esta expressão num juri de exame e não mais voltei a ser o mesmo. Neste caso é de todo lícito afirmar que este técnico não tem inteligência musical.
Bom, mas como este tasco é só de passagem deixo as dissertações para outros blogs mais chatos que este. Deste dia só gostava de contar que a canção, a mesma que gravámos com galegos e para a galiza, foi escolhida pela produção. Pouco tempo antes de entrarmos em palco, estávamos falar com o Jorge Gabriel, perguntei-lhe se soaria estranho o sotaque galego. O homem disse para eu cantar sempre em português, com sotaque português, sem nada de galego e deu justificação para isso. No palco e embalado pelos bá-rá-páás esqueci-me e mandei-me pró galego. E sinceramente nem fica mal!

19 Junho 2008

A culpa é do Sérgio Conceição!

Hoje está tudo triste, macambúzio, de monco caído. A selecção mais uma vez falhou no momento em que todos esperavam a glória. Eu sei que toda a gente sabe isto... ou melhor, quase toda, porque garantidamente o Tomi não deve saber. O Tomi é o tipo que anda pelos corredores do Continente a encher o carro quando o país está a ver futebol. É o tipo mais anti-futebol que conheço! Nem se chateia com o exagerado barulho à volta do mesmo, nem sabe absolutamente nada sobre resultados, jogos ou jogadores. É simplesmente desligado, completamente desligado do fenómeno... e só por isso merece todo o nosso respeito.
Para mim a culpa é do Sérgio Conceição, que há uns anos atrás (2000?) resolveu humilhar a Alemanha e marcar três golos, quando já nem precisávamos vencer. Daí para cá caímos sempre aos pés dos arianos, mesmo que sejam de cabelo artificialmente loiro. É a mesma maldição que a França nos pôs. E pior é que agora, sem futebol para nos entretermos vamos mesmo ter que voltar aos buzinões, aos piquetes, aos boicotes, para nos livrarmos de maldições maiores.
Como o fair-play está sempre presente na vida das Vozes, repito hoje aqui, a performance do Tomi a cantar alemão. Qual Marlene Dietrich, o nosso homem que amanhã não saberá que Portugal jogou e perdeu, encanta a plateia durante a apresentação do nosso álbum Mulheres, aqui no Porto, no ano de 2005. Divirtam-se e preparem-se para as olimpíadas!

15 Junho 2008

I call your name

Na passada quinta-feira, dia de ensaio, saímos da sala de ensaio, e aproveitando a noite quente, fomos beber uma cerveja com o músico e formador inglês Tim Steiner, que nestes dias está cá pelo Porto.
A conversa andou à volta das Vozes da Rádio, do que fazemos, quando fazemos, com quem fazemos e quantas vezes fazemos. É claro que tudo o que foi dito fica por relatar até porque os blogues são locais de passagem de muita gente. O fantástico de toda a conversa foi o constante humor britânico! Sim! Desta vez alguém nos percebeu!
Na altura em que falávamos sobre repertório falei no I call your name, canção pouco conhecida dos Beatles, e que cantámos praticamente desde 1992, tendo sido gravada em 2000 no álbum "Som Maravilha dos Senhores". Mal disse o título da canção, o Tim começou logo a cantá-la: "I call your name, but you're not there..." e a seguir rematou: "It was the B-side of Long Tall Sally EP. 1964!". Isto para um beatlemaníaco como eu é cultura! Sabia que a música tinha sido composta pelo John Lennon em 63 para um grupo inglês, mas que não tendo gostado da versão desse grupo, resolveu gravá-la com os Beatles. Também sei que a ouvi pela primeira há muitos, muitos anos e que se encontra em colectâneas que saíram em vinil como a "Beatles Rarities".
O motivo que me levou a pegar neste tema para o fazermos a vozes, no tal ano de 92 foi... uma constipação. Em casa, com febre, nada melhor para me entreter que pegar numa canção para fazer um arranjo. E a escolha caiu no I call your name, coisa que não podia fazer por esses dias, tais eram as dores de garganta. A ideia de pegar em algo tão pouco conhecido serviu também para nos proteger. Cantar um daqueles clássicos que toda a gente conhece, e que tanta gente já cantou é sempre mais arriscado. E eu em estado fragilizado não podia expor-me assim tanto!
Para quem não conhece a versão original, ela aqui fica. A nossa, um destes dias, ficará aqui pendurada.
Bom domingo

12 Junho 2008

Lords

No dia 31 de Maio tivemos concerto em Lordelo, Paredes, a cerca de 20 minutos aqui do Porto. Quando li o nome do auditório onde íamos actuar não fiz, estúpido, a associação lógica: auditório A’Lord! Lord, de Lordelo, só me surgiu quando estacionei o carro em frente ao novíssimo auditório da Fundação Lord. E foi com enorme privilégio que soube que fomos nós que inauguramos um extraordinário auditório, bem equipado, bonito, com excelentes condições e ainda por cima cheio para nos ver!
Mas não só da excelencia do auditório viveu essa noite. Fomos recebidos e tratados como uns verdadeiros Lords por toda a organização, a começar pelo presidente da associação local. Comemos num restaurante em frente ao auditório, o "D'Avental", de uma forma que as imagens documentam... ou não porque são insuficientes para mostrar toda a qualidade do serviço.
E desta forma termino este rápido esgalhanço com um óbvio é tão bom fazer disto o meu trabalho!

O Miúdo e a espetada de gambas. Eu preferi o Bacalhau com broa que estava fantástico. O final foi um doce (claro) de chocolate que me recordo tinha qualquer coisa no nome como Jójó, nome carinhoso herdado do jardim de infância, que muitas vezes os meus coleguinhas usam para me chamar. Foi o que pedi e era divinal. Pronto, passem por Lordelo, espreitem a programação do auditório e comam no "D'Avental".

10 Junho 2008

Dia da Raça

O dia parecia ter começado no paraíso: feriado, céu azul, os camionistas a desmobilizarem, os mineiros desaparecidos, lá na Ucrânia, a saírem com vida, a Itália a ser humilhada pela laranja mecânica (e eu que sempre gostei do Kubrik). Eis senão quando uma gaffe do Sr. Silva (assim conhecido na Madeira) veio estremecer a calma que o dia anunciava. “O dia da raça” fez irar o bloquista Rosas, que de inflamada verborreia se indignava na tsf, com o carácter arcaico e racista da expressão. O vulcão era tão grande que se cheirava o mau hálito do douto professor pelas ondas hertzianas. À raiva seguiu-se a pergunta: “gostaria de saber a raça do português que marcou um golo, belo golo por sinal, contra os turcos, e que afinal é brasileiro…”. Referia-se ao Pepe, com certeza. Boa pergunta, sem dúvida, até porque é sabido Petit é de raça Pit Bull. Fui buscar um velho almanaque, “Todos os Cães”, de um tal Pugnetti, italiano que pesquisou as raças caninas e compilou-as num livro excelente, onde além das características do canídeo, a sua alimentação, longevidade média e outras curiosidades, se junta uma foto para melhor se identificar o animal. Nada… não vi o Pepe. De Abel Xavier ainda vi traços no Pelado Chinês, com o seu penteado espetado, e com um bocadinho de boa-vontade lá liguei o João Moutinho ao Akita Inu, uma raça onde a ideia de grande porte não existe.
Teimoso como sou, mudei de enciclopédia. Passei para o reino animal. Além de todas as raças, tenho neste livro, todos os animais mamíferos. Virei-me para os símios e… cá está: macaco-esquilo, com o seu pelo rapado no cocuruto. Respondo assim à curiosidade do Sr. Prof. e com certeza ao problema existencial das últimas 24 horas. Afinal até o Pepe tem raça.
A nossa raça, a das Vozes, é discutível. Pelo facto de usarmos a voz, somos conotados com as aves canoras e com todo o universo Messiaenico (de Messiaen). Seremos rouxinóis, melros, canários, cotovias? Pois não sei. Tenho agora que analisar o meu guia de aves e se possível arranjar sons gravados de cada uma para identificar a nossa raça. O Vilhas parece-me claramente ser um Mocho-Galego.
E já que falo em Galegos, aqui fica o vídeo do dia. Gravado precisamente há dois meses, em Ferrol, no Centro Cultural Torrente Ballester, apresenta-nos a cantar a Berta, dos nossos amigos Mafra. Os galegos são de raça porreira! Recebem e tratam-nos bem. Têm boa comida e bebida, e gostam de festa! A canção, num português com sotaque do Porto, mostra a maior riqueza da nossa raça: a nossa língua!
Do serôdio Professor de História, pois que não encontrei enquadramento canídeo para ele. Haverá, com certeza canis lupus que lhe sirvam, mas neste momento mais do que identificar a raça, julgo precisar urgentemente de uma anti-rábica. E de aproveitar o feriado para fumar o seu cachimbo e relaxar…

07 Junho 2008

Prémios Talento

Pelo título pode parecer que vamos falar de nós. Mas não...
Acabadinhos de chegar de Vigo, onde estivemos ontem no nosso Rock in Ria (de Vigo, por supuesto) juntamente com a Socorro Lira do Brasil e os Luar na Lubre da Corunha, preparamo-nos já para amanhã zarpar até sul, mais propriamente ao Convento do Beato onde decorrerá a gala Prémios Talento, que distingue os tugas que lá por fora mais deram nas vistas. Toda a informação sobre esta gala está no site da RTP.
Nós vamos para abrilhantar a festa com o nosso novo tema galaico-português e quem nos quiser ver e ouvir só tem de ligar o televisor no canal 1.
Agora vou para estágio que o jogo começa dentro de momentos.
(a foto, já antiga mostra um clássico das nossas viagens: as paragens nas estações de serviço, para abastecer o estômago.Quanto aos carros, desta vez não levam nada... já vieram com o depósito cheio de Espanha)

06 Junho 2008

Nas ondas do mar de Vigo

Daqui a poucas horas estaremos a sair para Vigo onde cantamos no Polo Universitário pelas 12 horas locais, integrados no dia do Ponte... nas ondas! Quem quiser pode aceder ao site e ver-nos e ouvir-nos em directo. Depois à noite, às 10horas, estaremos em Samil, Vigo para um concerto aberto, ao ar livre junto com Socorro Lira (Brasil) e Luar na Lubre (Galiza).
Agora vou dormir, que se faz tarde.