12 dezembro 2007

Balanço do dia


Chega tarde um homem a casa e é presenteado com alegrias destas! Com que então o nosso Miúdo voltou às canadianas? Pois digo-te Miúdo, que se eu fosse canadiana, gostava de estar sempre em uso (não soa bem, mas entendam como quiserem).
Esta história que se repete do Miúdo de muletas faz-me lembrar uma mais antiga.
Certa noite, vindos não sei de onde e a horas tardias, deixámos o Vilhas em casa dele (ternamente chamada por nós de cubata), entoando cânticos pouco edificantes e sobretudo impróprios para aquela hora. O Vilhas exibia aquele ar de terrivelmente aborrecido (portanto só um pouquinho mais carregado do que o ar normal dele) e perante o barulho e as incessantes brincadeiras, deu meia volta tão bem dada, que ficou a coxear, seriamente magoado no joelho. O último olhar dele para nós foi de ódio... Nessa altura, na carrinha, alguém cantava já, perante o esgar de dor do nosso baixo, a singela canção "o pretinho Barnabé, tiroliroliro/a saltar partiu um pé, trirolirolé".
Durante ensaios a fio e enquanto o mais velho coxeava, o mais novo lá ia saltitante para o piano fazer tema e variações sobre o pretinho Barnabé. Uma festa pegada...
A hora da vingança do africano chegou, e no espaço de menos de seis meses, o benjamim anda de perna à banda.
Cumpre-se uma etapa para o fim do racismo e atinge-se o ideal que certa vez ouvi pela boca de um africano, num debate sobre racismo na rtp: "enquanto houver memória, e os pretos não fizerem aos brancos, o que os brancos fizeram aos pretos, vai haver racismo!" (por favor leiam com sotaque de Luanda, Maputo ou Buraca).

2 comentários:

São Rosas disse...

Então também repito o meu comentário: "e ainda dizem que o desporto dá saúde"...

Anónimo disse...

Carissimas Vozes!!!
Será possível informar as horas do concertos que vão dar aqui em lisboa?
Grande Abraço