31 dezembro 2007

Os votos serão os mesmos?

Já aqui fui escrevendo sobre os meus colegas de grupo. Do Jony várias vezes disse que se trata do mais tímido, o mais calado, por vezes até sorumbático. Também já contei histórias em que ele é o protagonista que desmentem por completo esta ideia.
O filmezinho que se segue é mais uma prova de que, de quem menos se espera, surgem as mais inesperadas reacções. Tudo se passou no início do ano passado (dia 8 ou 9 de Janeiro) no Portugal no Coração. A Merche e o Malato tinham como convidada a Marta Crawford, que fala sobre sexo de forma aberta e clara, e o Jony passou o tempo antes de entrarmos em palco a escutá-la com atenção. O resto pode ser visto aqui. Não sei se os votos do Jony foram cumpridos, nunca falamos da nossa vida privada em grupo, mas mesmo que tenham sido espero que se prolonguem per seculum seculorum... se não para ele, para mim...
Um bom ano!

Mais recordações de 2007

O ano foi rico em fornecer-nos imagens de aventuras. Ponho aqui mais algumas naquilo que se pode chamar de retrospectiva do ano que acaba. Este foi o ano em que lançámos o Sete e Pico, em que estivemos duas vezes no Maxime, em que regressámos às Caldas da Raínha, em que fizemos todas as Fnacs do país (com excepção do Funchal), em que participámos em eventos culturais como o almoço com a Tuna Meliches, em que colaborámos com quem merece e precisa como a Operação Nariz Vermelho. Animámos inúmeros jantares privados, alguns dos quais foram aqui comentados (o caso do jantar da Desigual) e outros que ainda serão (como o jantar de Natal do Futebol Clube do Porto, onde o profissionalismo deste vosso amigo se sobrepôs a outras paixões, de tal forma que a meio da actuação eu próprio já pedia aos jogadores, que estavam à minha frente, mais um título!)
Viva a máquina digital! Moura. Como gostamos do Alentejo! O auditório é lindo, o público foi fantástico e ainda tivemos a companhia do nosso amigo alentejano João Monge. Esta fotografia, tirada depois do jantar e antes do concerto, foi acima de tudo uma tentativa de negócio com sites especializados como o weloveboys.com ou o begay.com. Infelizmente nenhum deles se mostrou interessado em adquirir o retrato.Julho, às portas de Coimbra deu-se o já mítico encontro com a Tuna Meliches. Pecou por curto... Aqui se prova que há troca de prendas mesmo nos meses quentes. Prova-se também que do miserável bácoro nada sobrou. As mesas estão limpas!Fim das gravações do Sete e Pico. Jantar de reunião com o Sr. Fernando, do restaurante Novo Rumo, e com o Vítor, cúmplice de todo este disco. Nas minhas mãos uma oferta particularmente tocante que o Jony me fez: um teclado Casio dos anos 80, uma das minhas perdições. Prometido ficou um disco onde irei usar todas as preciosidades tecnológicas que tenho vindo a colecionar.Serra da Estrela. Seia. Um anfiteatro ao ar livre, como devem ser todos os anfiteatros. A noite, apesar de ser Julho, estava fria, mas ainda assim o público apareceu. Matei saudades do Hotel Camelo e o jantar que lá fizemos foi memorável. No fim do concerto ainda fomos beber uns copos a um bar muito simpático, com amigos locais. Um deles, é o speaker do Estádio da Luz (e isto é sempre digno de registo)

30 dezembro 2007

Último dia de palco

Hoje, por volta da uma da tarde, saímos de palco pela última vez este ano. Foi no Concerto Promenade do Coliseu, e tivemos o privilégio de actuar com o Circo Mundial e a Orquestra Clássica de Espinho. Não foi a nossa estreia absoluta de partilha de palco com orquestra (já estivemos num concerto de São João com a orquestra Musicare há muitos anos atrás e depois disso com a Orquestra das Beiras numa convenção da TMN onde também cantámos com a Sara Tavares e o Nuno Guerreiro), mas foi a primeira vez que cantámos numa arena de circo e estivemos na parada final. Foi a melhor maneira para fechar este ano, disso não temos dúvidas. Quanto à parte musical, em breve estarão aqui as imagens e o som.
Chegados a esta altura fazemos o balanço de 2007. O desemprego subiu, perdeu-se poder de compra, estamos cada vez mais no fim da Europa, mas para nós Vozes o balanço é positivo. Funcionamos em contra ciclo! Fizemos mais de 30 actuações, estivemos pela primeira vez em sítios como Lagoa, Seia, Moura, Lousada, Trofa, Lemede, Madrid, andámos de barco, de avião, muito de carrinha, fizemos uma temporada no Casino Lisboa, apresentámo-nos na Casa da Música, gravámos um disco, participámos no dos Trabalhadores do Comércio, criaram-se t-shirts VdR. Fomos um sem número de vezes à televisão, virámos referência no livro Tascas do Porto e até fomos fonte de inspiração para uma pergunta no concurso Herança!
Resta neste momento recordar alguns desses momentos com fotos da época e esperar por 2008. Para já, e mesmo sem ainda ter começado, as perspectivas são animadoras: só o facto de já termos mais de dez datas marcadas, dá-nos ganas para continuar a criar e a animar os bailes populares das diversas paróquias por onde passamos.
Fica aqui a primeira série de recordações fotográficas com as respectivas indicações. Trofa. As Vozes no Centro Cultural apreciam uma exposição que nos tocou profundamente. O concerto, que decorreu no âmbito da Feira do Livro infanto-juvenil, foi muito bom. Eu pelo menos gostei muito do leitão que comemos ao jantar.A primeira noite a bordo do Princess Danae. Da aventura em alto-mar já aqui fomos dando conta, havendo ainda bastante material para revelar. Fotos exclusivas do Vilhas, por exemplo.Madrid. Vozes da Rádio passam a ser o mais internacional conjunto a cappella de sempre. Além de duas digressões de sucesso ao Oriente, conquistam a Galiza e depois Madrid. Seremos nós que em breve questionaremos Olivença e daremos início à soberania lusitana daquela terra. Isto é uma profecia à la Nostradamus, já que o Zandinga há muito não as faz...Ecletismo! Só um grupo como o nosso está um dia em Madrid e no seguinte em Lemede, perto de Cantanhede, nas festas em honra de São Jorge (grande Santo que espetou no Dragão!). Como podem ver na foto, partilhámos o palco com grupos como os TV5, os Contraste ou ainda os TGV. Para vocês, colegas de estrada um feliz 2008.

28 dezembro 2007

Deolinda, ai cara linda

Esta é uma canção tão imoral que, apesar de eu a já ter escrito há mais de um ano, nunca tivemos coragem de a estrear. O arranjo a cappella está feito e ensaiado, mas o conteúdo lírico (assinado por um primo que padece da mesma deformação mental que eu sofro) tem-nos inibido de fazer a apresentação pública a vozes da canção.
Quando o Márvio Fisz, da Desigual, nos desafiou para fazer algo diferente e (cito) “soltar a franga”, avançámos para o projecto paralelo RenasSer, inspirado também no tema da festa da Desigual “Life Party”. Nessa altura achámos que este Deolinda, Cara Linda seria perfeito, pois no fundo, trata-se de uma positiva mensagem de vida. Por ser interpretado pelo nosso alter-ego Boys Band de inspiração espiritual e bissexual, optámos pela versão instrumental. A coreografia inteiramente desenvolvida por nós tem raízes nos Kraftwerk, em Gene Kelly e nos rituais tupinambás da Amazónia.
Para poderem beber toda a riqueza da mensagem fica aqui o texto. E fica também a moral: O amor ainda é possível! Basta procurá-lo.


Refrão
Deolinda, ai cara linda,
Menina tão sensível.

Veio de muito longe
De uma aldeia lá de cima
Foi prós têxteis trabalhar
Era Deolinda uma menina.

Num dia muito triste
Malhas que o Diabo teceu
Sobre a infeliz mocinha
Uma desgraça se abateu,

O peso de um fardo de roupa
Nas frágeis costas trazia
Quando caiu nas escadas
E fracturou a coluna e a bacia.

Refrão

Ao cair a pobre garota
Numa panela foi embater
Acabou por ser atingida
Por água que estava a ferver.

Com feias queimaduras,
E a face toda marcada.
Deixou de andar Deolinda,
Na cama ficou entrevada.

Sobre aquela casa humilde
Abateu-se o sofrimento.
Sem dinheiro e aleijada
Vivia Deolinda seu tormento.

Refrão

Na hora da novela
Toda a dor se mitigava.
Os artistas apaixonados,
E a menina sonhava.

Deolinda queria o Amor
Ser como qualquer pessoa.
Mas não há amor impossível
Ainda que isso nos doa.

A crueldade do destino
Voltou para a castigar.
Num mês a ruim doença,
Seus pais lhe veio roubar.

Refrão

Ao colo dos vizinhos
Junto de uma campa rasa
Despediu-se Deolinda
Voltando triste para casa.

Voltou também aos sonhos
Aos desejos de ser amada.
Ter um homem nos braços
Sentir-se mulher desejada.

Se o bem não dura sempre
Quis o destino que um dia
Todo mal se acabasse
Num prémio de lotaria.

Refrão

Deolinda tinha apostado
Os seus últimos tostões
E transformou o seu sonho
Em mais de três milhões.

E a pobre menina aleijada
Uma cadeira de rodas comprou
Foi a Espanha comer marisco
E a sua vida mudou....

Deolinda ai cara linda
Menina tão sensível
Deolinda ai cara linda
O Amor ainda é possível.

27 dezembro 2007

E hoje... há ensaio!

Hoje voltamos aos ensaios, depois de um período alargado de férias (desde segunda-feira da semana passada!), para uma actuação surpresa que decorrerá brevemente… como é surpresa, não posso dizer que domingo de manhã actuaremos algures na cidade do Porto. E mais não posso dizer… a não ser que… o lugar dos palhaços é no circo!
Hoje, no entanto, já estive com o Jony e o Miúdo num encontro que tivemos os três com o Nuno Costa Santos, associado das Produções Fictícias. É lógico que o humor foi um dos temas durante o almoço e contei ao Nuno que desde a primeira passagem na tv do Monty Python Flying Circus que sou um fanático pelo humor deles. Ele disse-me que a RTP estreou a série em 75, pelo que eu seria muito novo. Aí fiz um pouco de auto-hipnotismo regressivo e descobri que sim! É verdade! Nessa altura, e com 6 anos, era fortemente influenciado pelos meus primos, todos mais velhos do que eu. E eles incutiram-me o gosto pelo humor britânico, de tal forma que ainda me lembro de alguns sketchs a preto e branco! Obrigado primos.
Assim, e porque me apetece, aqui fica o Sit On My Face conforme foi apresentado em 2002, no concerto de homenagem a George Harrison. O Beatle além de grande fã, foi dono da produtora que lançou vários filmes dos Monty Python. Ele próprio apareceu em alguns.
A letra e as imagens ficam aqui. Divirtam-se.

Sit on my face and tell me that you love me
I'll sit on your face and tell you I love you too
I love to hear you oralize
When I'm between your thighs
You blow me away.

Sit on my face and let my lips embrace you
I'll sit on your face and then I'll love you truly
Life can be fine if we both sixty nine
If we sit on our faces
In all sorts of places
And play till we're blown away.


26 dezembro 2007

Contra a ASAE, marchar, marchar!

Há algum tempo que andava para escrever aqui no tasco sobre isto, sobretudo depois de ter lido que a ASAE tinha fechado esses santuários de toxicidade legal de Lisboa que são os balcões de venda da ginginha. Ainda este verão lá fui eu e o meu amigo lisboeta João Silva beber umas (com elas, é claro) no largo de São Domingos, onde todos os dias se fazem cimeiras União Europeia-África sem Mugabes, nem Merkls.
Mas quem será a ASAE? Terá rosto? Julgo que ninguém sabe. A única informação que tenho é que estando a ASAE dependente do ministério da economia, local onde reconhecidamente se congregam as maiores alimárias do actual consulado, deverá ser por lá que se decidem os raids higiénicos em nome do bem comum que ultimamente têm vindo a fazer. António Barreto, numa excelente crónica que vinha no Público, escreveu sobre este seguidismo parolo e provinciano dos “bons alunos” de Bruxelas, que mata aos poucos usos e costumes em nome de uma falsa qualidade. A identidade nacional que devemos preservar passa pela colher de pau, pelo chouriço caseiro, pela castanha em papel de lista telefónica. Alguém acredita que os ingleses vão deixar de comer fish & chips à mão e embrulhado em papel de jornal só porque um punhado de burocratas acha que se trata de um atentado à saúde pública? É claro que não! É nojento? É! Mas se é assim que sabe bem, haja jornal e fritos. A verdade é que estas políticas nos querem à imagem e semelhança dos seus responsáveis: assépticos e agâmicos, umas verdadeiras amebas.

Na noite de Natal fui presenteado com o livro “As Tascas do Porto” de Raul Simões Pinto. Este extraordinário guia que a minha irmã me deu, foi devorado ontem, com a mesma rapidez com que se come um pratinho de moelas ou umas pataniscas. Ao lê-lo, passei por sítios onde já várias vezes entrei como é o caso da Adega o Papagaio, Adega do Olho, o Buraquinho dos Poveiros, a Casa Amaro, ali mesmo à beira da casa do Isaac, o meu eterno amigo de infância, ou a mais conhecida das tascas, a Badalhoca, onde se comem as melhores sandes de presunto do mundo. Li a história da casa Rei dos Galos de Amarante, onde as Vozes têm comido e onde fizemos amizade com o Sr. Rodrigo e a D. Rosa. Nas paredes estão testemunhos nossos, para quem lá for comer.
A maior surpresa, para mim, está na página 120, quando o proprietário do Retiro da Lixa, na Rua das Fontaínhas, fala no hábito de se cantar a cappella no tasco dele. Passo a citar: “Tempos bons esses do “cantar a cappella” – estilo “Vozes da Rádio”, sem instrumentos –, alguns clientes tinham voz de tenor, outros imitavam o falecido Neca Rafael, fadista da Afurada, e cantávamos até às 2, 3 da manhã.” Sr. Fernando! Obrigado, esta é a melhor prenda de Natal para as Vozes! Sermos referência neste meio, vale mais que mil imagens em revistas cor-de-rosa.
Infelizmente em todo o livro há um horizonte cinzento, um medo do futuro, com estas cruzadas em nome da saúde pública. A isto se junta uma cidade que vai lentamente morrendo e que leva a que as cerca de 100 tascas do Porto tenham os dias contados. Isto, é claro, se não fizermos nada. Por isso sugiro que daqui para a frente tomemos um traçadinho ou um pinochet pelo menos uma vez por dia, num tasco da cidade. Que os lanches deixem de ser no “pão quente” e passem a ser no tasco mais próximo. E que à chegada das brigadas da ASAE haja paus e punhos, para, quais padeiras de Aljubarrota, expulsarmos o Satanás. Contra a ASAE, marchar, marchar… e para quem nela manda, cito Caetano: “Dona das divinas tetas/ La leche buena toda en mi garganta/ La mala leche para los puretas”.

24 dezembro 2007

Finalmente... Feliz Natal!

Eis chegada a hora do último esgalhanço antes da consoada. É este escrito que vos vai desejar um Feliz Natal, com muita alegria, calor familiar e já agora prendas VdR, que são as mais bonitas de receber.
A melhor forma de enviarmos os votos natalícios é cantar. Por isso mesmo aqui fica mais uma vez o Boas Festas. Só que esta gravação tem de ser muito bem explicada.
Quem tem seguido a nossa vida aqui no blog, sabe que neste mês de Dezembro, além da actividade normal do grupo, com ensaios e concertos, tivemos dias de gravação vídeo que serviram de suporte ao lançamento do RenasSer e também à apresentação na Casa da Música do H de Harmonia. As imagens da Casa da Música já estão prometidas para aqui aparecerem em breve. O vídeo dos RenasSer já aqui passou e tornou-se em pouco tempo, num dos nossos vídeos mais vistos!
O que aqui se vê foi gravado durante a preparação do H de Harmonia e é a realização de um dos meus sonhos desde há muito. A verdade é que nunca participei numa festa de pijama. Homens não fazem esse tipo de coisas. Seria até de muito mau gosto ver corpos masculinos revestidos com flanelas ou pior, com aqueles pijamas 100% poliéster e que cheiram a fibra. Visão do Inferno! Isso é coisa mais de meninas, que vestidas com sedas vaporosas ou túnicas transparentes aguçam o mais cândido dos sentidos. Talvez por eu ter sentido aguçado, nunca fui convidado para nenhuma festinha... Estive há muitos anos em festas mistas que poderiam ser festas de pijama, mas recordando esses tempos, chego facilmente à conclusão que pijama ali no meio seria no mínimo um empecilho. Coisas animadas, sim, mas infelizmente sem pijama.
Desta vez o guião deu-me a hipótese de concretizar o sonho, mesmo antes dos 40! (ou não tivesse eu contribuído para a escrita do mesmo). Todos de pijama, uns de mulher, outros de homem. Todos deitadinhos num chão gelado e eu de camisa de noite! E ainda por cima de totós! Bem percebi a mensagem que me enviaram depois da apresentação na Casa da Música: “depois de te ver de totós e camisa de noite, nunca mais serei a mesma”. Falta-me ainda descobrir se isto é positivo ou não…
Eu também não serei o mesmo. O frio que rapei neste dia deu-me cabo da saúde. As costinhas pousadas no frio do chão nunca mais foram as mesmas. Por outro lado percebi porque é que os cantores habitualmente actuam de pé. Dá mais jeito para cantar e a coisa sai mais afinada. Outro inconveniente: dar o tom de ouvido, sem diapasão e estando deitado, faz tudo ficar mais agudo. Deve ser da excitação. São experiências destas que nos fazem crescer.
Um Feliz Natal a todos!

El Gordo

Continuando a decoração aqui do sítio com memórias de Natal, não posso deixar de colocar aqui este momento lindo à porta da histórica catedral de Santiago de Compostela.
A manhã estava gélida. Nós por ali andávamos à espera que o comércio abrisse, porque como é sabido, a preguiça também passa a fronteira, não é só produto nacional, e por aquelas bandas a manhã começa no pino do sol, ou seja onde em locais civilizados começa a tarde.
Para passar o tempo, andámos a cantar pelas redondezas e comprámos El Gordo. Ao nosso vendedor da putativa sorte grande, o Sr. Xoaquin (cujo nome foi por nós posto, por ter ar de Joaquim) dedicámos o Boas Festas que aqui se ouve e vê. É claro que de El Gordo nada tivemos. Apenas contámos com a afincada participação do Sr. Xoaquin que, ou pelo frio, ou pela indominável vontade de cantar, lá tremia a placa cada vez que cantávamos “Papai Noel”.
De registo fica igualmente a prestação do camera-man, o nosso Manuel Leitão, que para transformar o filme em algo mais apetecível (e não apenas numa fila de seis monos masculinos), desviava a objectiva cada vez que uma moçoila, galega ou não, cruzava o nosso espaço. É assim mesmo, tio Manel!

23 dezembro 2007

Jingle Bells

Enquanto o Natal se vai aproximando, nós vamos apresentando aqui no nosso cantinho canções de Natal cantadas por nós.
Este Jingle Bells foi das primeiras a ser cantada a 5 vozes. No Natal de 1991 andámos ao som deste arranjo nas diversas apresentações que tivemos. Curiosamente quando em 2003 lançámos o disco Natal, deixámos o Jingle Bells de fora. Na reedição de 2006 já não houve esquecimento e incluímos este clássico de Natal.
Esta gravação tem dias. Foi feita na Casa da Música, no dia 15 deste mês, aquando da nossa passagem por lá para explicarmos o que é harmonia. Essa explicação irá subir aqui ao tasco um destes dias. Para já fica aqui o Jingle Bells para ir animando os preparativos para a festa.

Eu imPORTO-me

No passado dia 4 de Dezembro estivemos na escadaria do Palácio da Bolsa a cantar para um Porto encolhido de frio, a Canção da Viela Património Mundial. O motivo foi o décimo primeiro aniversário de tal distinção para a nossa cidade. Além de nós esteve o Rui Veloso com o seu Porto Sentido, os Mafras com o Coração com Coração, a Ana Deus, os Gambuzinos e o Abrunhosa. Depois ainda esteve o Burmester a interpretar o 4’33’’ do John Cage.
Um dos lemas dessa noite foi exactamente eu imPORTO-me e esta preocupação é a daqueles que nados e criados por aqui, sentem a cidade aos poucos a transformar-se numa cidade fantasma, sem vida, sem habitantes… e sem música.
Por isso mesmo aproveitei estes dois dias para me infiltrar no centro da cidade e esbanjar a fortuna amealhada nestas duas últimas semanas. Foi gastar à grande no comércio tradicional, não evitando o pulo ao Via Catarina, à Fnac, ao novo centro… O dinheiro felizmente é muito e chega para tudo (e ainda o que sobrou, amigos…).
Para marcar este esgalhanço fica a Canção da Viela conforme saiu, não no dia 4, mas no dia 5 no jantar da Desigual.
Sobre esta canção, para quem não sabe, ela foi escrita para um disco de nome “Voz e Guitarra”, que saiu em 1997 com produção do nosso amigo Manuel Paulo. O título, irónico, foi posto exactamente porque por essa altura a cidade tinha sido distinguida. Os fa-la-la-las do meio apenas foram estreados no Coliseu de Lisboa em 98, num concerto que reuniu os participantes do disco. A inspiração de tal incrustação renascentista veio de um filme do Mel Brooks, que penso que se chama Robin Hood herói em collants (??). Nesse filme apareciam uns trovadores rappers que no meio usavam incrustações de música antiga… A ideia agradou e nós também resolvemos adornar a nossa Viela com uns fa-la-la-las dignos de um qualquer madrigal do século XVI.
Duas chamadas de atenção: o Vilhas antecipa a guitarra numa das paragens, provavelmente por ter pressa em regressar a casa. A segunda, o meu grito quase final, foi mal calculado… na véspera tínhamos cantado com um frio aterrador, a coisa pelo lado da garganta já não estava muito famosa e naquele meu ipiranguismo desnecessário senti mesmo uma coisinha má… que se foi estendendo praticamente até agora, não só com a garganta inflamada, mas também com uma terrível rouquidão. É o que se chama de ossos do ofício.

Nós em performance no dia 4, no Palácio da Bolsa. A nossa incendiária performance não deu para aquecer ninguém... nem a nós. Valeu-nos o jantar no Farol.

22 dezembro 2007

Joy na Coruña

Ao arrancar para este esgalhanço senti que a memória começa a fraquejar. Puxei bem por ela, para saber ao certo o número de natais em que as Vozes visitaram a Galiza. À partida lembro-me de dois, não estando certo que não tenham havido mais. Num deles cantámos em Santiago com as Malvela e a Uxía Senlle. Noutro, passámos 2 dias para gravar o programa de Natal da Tv Galicia, ou como eles dizem o programa de Nadal.
Dessa vez estivemos demasiado tempo sem fazer nada, de tal modo que pegámos no carro e fomos passear uma tarde para a Coruña. Também dessa vez, fizemos as compras de natal no comércio tradicional de Santiago, tendo havido uma cena inesquecível para os meus colegas que me acusam de, nessa altura, ter tido um acesso de arrogância e prepotência. Como achei (e ainda acho) a cena normal, obviamente não vos vou maçar com ela. Eles se quiserem que contem…
O que aqui se vê é um trio maravilha de cantores à solta na Maria Pita, a praça principal da Coruña. A praça convida ao canto e eu tenho a experiência de ter assistido num verão, a uma apresentação dos Carmina Burana do Carl Orff, feita pela orquestra da Galiza, mesmo no meio da praça. Coisa em grande como a própria Maria Pita merece.
É uma apresentação descontraída e em ritmo de passeio, aquela que aqui se pode ver, ainda que se sinta um certo deslumbramento pela grandiosidade da Maria Pita. Para alguns dos meus colegas aquela foi a primeira vez que por ali passaram.
Em breve lá voltaremos, pois em 2008 temos vários concertos agendados para a Galiza. E além da Maria Pita iremos repetir as empanadas de bonito, o pulpo à galega e o licor de ervas, que tão bem dispõe o Sr. Manuel Leitão!

18 dezembro 2007

Video Killed The Radio Star

Não estamos propriamente mortos. Sentimo-nos muito cansados depois de 4 dias bastante intensos, com viagens pelo meio, concertos, televisões e rouquidões. Ainda assim e apesar das aparições televisivas dos últimos dias, nunca o vídeo nos há-de aniquilar.
Este introito lança o vídeo e a história de hoje. Esta nossa versão do Vídeo killed the radio star, tem uma história curiosa.
Quando resolvi fazer este arranjo, contactei a SPA para junto dos autores desta música ter autorização para o fazer. É um procedimento normal e até à data nunca nenhuma autorização nos foi negada. Desta vez, no entanto, os Bugles, grupo que escreveu este tema em 1979 e que tinha lá no meio nomes conhecidos como o do Trevor Horn ou Geoffrey Downes, disse Não! Que não davam autorizações para versões deste tema. Nem para ser tocada/cantada ao vivo, nem, muito menos, para ser alguma vez gravada. A SPA sugeriu que a coisa não ficasse por aqui e pediu-me para fazer um mp3 da versão para depois ser enviado para o representante dos autores. Assim fizemos. Gravámos na sala de ensaio a nossa versão da canção que inaugurou a MTV e lá enviei.
Os senhores pelos vistos gostaram, pois na volta do correio, estava a autorização para tudo: cantar ao vivo e gravar. E já agora, ficaram a saber quem são as Vozes da Rádio!
Esta apresentação que aqui vos deixo (à Aleixo!), foi gravada a 5 de Outubro deste ano. A festa da Desigual, que teve logo a abrir a estreia mundial dos RenasSer, e que já foi aqui falado. Desse nosso alter-ego, guardo vídeos para depois do Natal.


16 dezembro 2007

Manda-me um postal...

É assim que começa o nosso original de Natal, gravado para a reedição do disco feita o ano passado. A canção tem sido cantada por nós diariamente nestes últimos dias e houve até dias em que a repetimos. Viva o Natal!
Serve isto para dizer que já está disponível nas Fnac's o nosso disco de Natal. Quem quiser é só ir lá e pedir. Quem não quiser de todo ir lá, pode também pedi-lo através aqui do tasco. Quem não quiser ir à Fnac, nem pedir por aqui, não compra!
Para ilustrar este postal, fica aqui o nosso postal do ano passado (mal aceite pelos mais radicais, a avaliar pelos comentários que foram aqui postos) e fica também o "À espera do Natal" gravado o ano passado em Viseu durante o ensaio de som, com o moderno sistema de traveling camera, inspirado nas Pombinhas da Cat'rina, que andaram de mão em mão.

14 dezembro 2007

CASA DA MÚSICA- Será que vão aparecer????

Pois é...

é já amanhã e os bilhetes estão quase esgotados...
H de Harmonia é o tema e as Vozes da Rádio vão lá estar numa Aventura pedagógica de nos mostrar o que é a Harmonia!
16h na Sala de Ensaio 1 da Casa da Música... APARECE!


Mas será que eles vão Aparecer???

Three of a kind

São três os compromissos para amanhã: de manhã a abrir, o Natal dos Hospitais, directamente do Hospital de São João. Este ano a nossa apresentação será substancialmente diferentes da do ano passado: vamos estar todos! Saída logo após o almoço (paragem obrigatória para leitura das revistas no estação de serviço de Leiria por volta das 15h30m) e show-case na Fnac de Alfragide às 18h.
Às 23 horas, a monumental apresentação das Vozes da Rádio no Maxime. O regresso à maravilhosa sala de entretenimento da capital.
Apareçam. Nós mesmo coxos, lá estaremos.À espera de entrar no Natal dos Hospitais do ano passado. Este ano voltaremos a estar à espera de entrar e à espera do Natal. Porque quem espera, sempre alcança!

13 dezembro 2007

Horários para os próximos dias

Como as perguntas se vão sucedendo aqui no blog, aqui ficam os horários para os próximos dias:

Dia 14, Sexta-Feira

9h - Natal dos Hospitais (quem quiser passar pelo São João...)
18 h - Fnac Alfragide
A partir das 23h - Maxime

Dia 15, Sábado

16h - Casa da Música, Breve Dicionário de Ouvir - H de Harmonia

Dia 16, Domingo

Lá para as 13h - Pavilhão de Congressos de Braga... qualquer coisa para a RTP Internacional.

Dia 17, Segunda-Feira

Evento particular que não posso dizer.

Tudo isto com o branquinho Barnabé de pé de gesso... Espectáculo a não perder.

12 dezembro 2007

Balanço do dia


Chega tarde um homem a casa e é presenteado com alegrias destas! Com que então o nosso Miúdo voltou às canadianas? Pois digo-te Miúdo, que se eu fosse canadiana, gostava de estar sempre em uso (não soa bem, mas entendam como quiserem).
Esta história que se repete do Miúdo de muletas faz-me lembrar uma mais antiga.
Certa noite, vindos não sei de onde e a horas tardias, deixámos o Vilhas em casa dele (ternamente chamada por nós de cubata), entoando cânticos pouco edificantes e sobretudo impróprios para aquela hora. O Vilhas exibia aquele ar de terrivelmente aborrecido (portanto só um pouquinho mais carregado do que o ar normal dele) e perante o barulho e as incessantes brincadeiras, deu meia volta tão bem dada, que ficou a coxear, seriamente magoado no joelho. O último olhar dele para nós foi de ódio... Nessa altura, na carrinha, alguém cantava já, perante o esgar de dor do nosso baixo, a singela canção "o pretinho Barnabé, tiroliroliro/a saltar partiu um pé, trirolirolé".
Durante ensaios a fio e enquanto o mais velho coxeava, o mais novo lá ia saltitante para o piano fazer tema e variações sobre o pretinho Barnabé. Uma festa pegada...
A hora da vingança do africano chegou, e no espaço de menos de seis meses, o benjamim anda de perna à banda.
Cumpre-se uma etapa para o fim do racismo e atinge-se o ideal que certa vez ouvi pela boca de um africano, num debate sobre racismo na rtp: "enquanto houver memória, e os pretos não fizerem aos brancos, o que os brancos fizeram aos pretos, vai haver racismo!" (por favor leiam com sotaque de Luanda, Maputo ou Buraca).

11 dezembro 2007

6a feira, 14 (que bem poderia ser 13!)

Acompanhamento musical proposto para audição enquanto faz a leitura do post: O Pretinho Barnabé

Como já foi aqui escrito, a próxima 6a feira vai ser de grande actividade. Já foi anunciada a nossa presença no Maxime. Vamos também estar no Natal dos Hospitais. Vamos também a Alfragide provar os bolos e sumos que o Sr. Fnac faz para a sua nova loja (ah, sim, e para além de comer, penso que também vamos seringar algo...). Por isso, num só dia, estaremos em várias frentes. Isto até pode parecer relativamente normal. Em condições normais, seria...

Quem acompanha as andanças deste tasco há uns tempos, sabe que já estivemos no Maxime. Sabe também que nesse concerto a minha mobilidade esteve bastante limitada... Pois bem, coincidência ou não, 6a feira nem sei se chegarei a pisar o palco do Maxime ou se fico pelo hospital que vai acolher o Natal dos Hospitais. Ontem à noite lesionei-me, precisamente no mesmo pé (the left one)... Os meus amigos cantantes ainda não sabem. Vão rejubilar, eles gostam destes acontecimentos. Portanto, se quiserem assistir a um grupo vocal de excepção, com pessoas humanas tão singulares como 3 brancos, 1 preto e 1 manco, apareçam, ou liguem a televisão...


Sim, é a mesma foto do post de Junho... Mas porquê uma nova foto?! O pé é o mesmo, está no mesmo estado miserável, as canadianas são as mesmas... O verdadeiro Déjà Vu.

Magyar Bicskei Enek

O título da canção é singelo: Bicskei Enek. A letra também: fala de como os habitantes de uma aldeia magiar tratariam bem o Menino Jesus se ele, em vez de resolver nascer em terras longínquas, nascesse lá na aldeia.
Esta é mais uma das nossas cançonetas de Natal, do disco com o mesmo nome. Só foi possível porque uma nossa amiga húngara, a Emeche, nos fez chegar esta canção e ao mesmo tempo instruiu o Tomi a cantar no seu melhor húngaro. E se dúvidas tiverem sobre a competência do Tomi na lingua de Béla Bartók, é ver o facies do meu colega com a densidade das palavras. O homem transfigura-se!
É, para os menos atentos, mais uma canção alusionista: tem incrustados pedacinhos da Missão Impossível e mesmo do 007. É que é cantar em húngaro, não é nada fácil. Mas é bonito!
Kellemes karàcsonyi ünnepeket és boldog uj évet

09 dezembro 2007

Desigual rima com Amor Plural

Aos poucos fomos sendo aqui apresentados ora como monges, ora como arrumadores. Foi igualmente prometida uma explicação. Está na hora de a dar.
No dia 5 de Dezembro a Desigual, empresa de publicidade, celebrou o seu décimo aniversário e celebrou a vida, fazendo um jantar-festa de título Life Party. O seu proprietário, um carioca de nome Márvio Fisz, falou connosco e explicou que a ideia da nossa apresentação passaria por surpreender os convidados. Depois de vários brainstorms chegámos ao ponto final: antes das Vozes da Rádio iria haver a apresentação do grupo Renascer (que melhor forma de celebrar a vida do que voltar a viver…). Para este Renascer (que ainda se transmutou para RenasSer, numa clara homenagem ao Rudolfo do nariz vermelho) criámos história, criámos enquadramento, por forma a torná-lo um projecto credível e, quem sabe, de futuro na música portuguesa. É um alter-ego das Vozes, porque no fundo cada um de nós tem um Pessoa cá dentro.

RenasSer não é mais que uma boys band de inspiração cristã e com orientação sexual plural. Foi criado pelo Pe. Armando Possante, que recuperou jovens, tirando-os da vida promíscua e dissoluta e incutindo-lhes sentimentos de vida. Fê-los olhar a vida de outra forma, libertou-os dos vícios. Hoje estes jovens agradecem ao Pe. Armando, a vida que este agora lhes proporciona. A música foi elo de ligação. À música podemos igualmente atribuir um papel redentor. Foi ela que os fez chegar ao caminho da salvação.
Assumimos tudo. Particularmente, assumo a bela melodia e a não menos importante mensagem incluída na letra. Assumo igualmente a paternidade da criança que no fim clama: “Pai, nunca mais faças essas coisas feias, sim?”.
Fiquem com o vídeo dos RenasSer e do tema Amor Plural, que foi exibido durante o jantar, para preparar a triunfal entrada dos artistas … e desta festa da Desigual contem com mais imagens e mais músicas.

Maxime de Natal!

Será já no próximo dia 14, sexta-feira, que regressaremos ao Maxime para cantarmos o Natal. Todos aqueles que seguem os nossos esgalhanços e reparam na decoração das nossas paredes, sabem que temos um disco (lindo, por sinal) dedicado à música de Natal. Música sacra, música profana, música tradicional e música original, como é o caso deste Lucas e o Pai Natal. Quem ainda não tem esta preciosidade na sua estante da sala, só tem de esgalhar aqui ao lado e pedir. Ele, bem mandado, segue o seu caminho. Outra forma de garantir um Natal musical de qualidade é passar no Maxime, pois por lá entre outras coisas, haverá cd’s para transaccionar.
Este Lucas e o Pai Natal insere-se numa corrente que chamamos alusionista, pois contém várias alusões a outras músicas de Natal (Jingle Bells, Noite Feliz, Joy to the World), a músicas que nada têm a ver com o Natal (A Night in Tunísia, no início ou a Marcha Fúnebre a meio), a claques de futebol e ao PREC. Se encontrarem mais alguma alusão, não hesitem em contactar-nos. Nós esclareceremos.
Voltando ao âmago do esgalhanço: dia 14, sexta à noite, Maxime! Povo de Lisboa e arredores: apareçam! Ajudem-nos a divulgar! Passem a palavra e com sorte até o Mugabe vai lá estar.

08 dezembro 2007

Michael Jackson?

Sou um devorador de notícias. Algumas delas serviram já de argumento para canções nossas. Todas as manhãs é ver-me correr de semáforo em semáforo à cata do Destak, do Metro, do Global, do OJE, seja lá o que for que tenha letras, e que não custe dinheiro. Ainda assim o top dos tops é esse semanário de referência do nosso país, a Dica. Não há a nível de informação, jornal que se compare com este. O Expresso já era e o Sol nunca foi. É a Dica que nos dá as melhores notícias sobre economia, poupança, investimento. E depois tem uma completíssima secção de lazer o que o torna presença indispensável nas casas de banho do nosso país.
Ora numa incursão pela casa de banho reparei que a capa desta semana apresenta uma entrevista com RUI VILHENA, o nosso Vilhas. Antes mesmo de saltar para a página 5, reparo na foto: o nosso Vilhas padece do mesmo mal de tez que o Michael Jackson! Não pode ser, é o desatino da melanina! Além disso está substancialmente mais magro e com fortes parecenças com o Jorge Costa, conhecido atleta de artes marciais e que por vezes também jogava futebol. Não quis acreditar, saltei à 5, e li que este Vilhas não é o nosso… é um bem sucedido (pelo que diz a notícia) escritor de telenovelas portuguesas. Êxitos da TVI, que o povo gosta, mas que eu infelizmente não tenho tempo para ver, por a essa hora ainda estar a ler os diários gratuitos recolhidos de manhã.
Equívoco resolvido fixei-me noutras leituras e não posso deixar de vos sugerir o tampo para sanita marca Wenko que só custa 14,99€ e é de montagem fácil. Tudo no Lidl!
Quantos aos Vilhenas, pois nós ficamos com o nosso. Pela leitura este outro parece ser bom moço, mas não lhe conhecemos a voz. Além disso usa uma camisola com tantas letras que iríamos passar o ensaio a decifrar o que tem lá escrito…

Vistos mais de perto

Outra fotografia enigmática... quem são estes três? Que metamorfose se deu nestes filhos de Deus? Porque aparecem um dia de hábito e outro como arrumadores? São perguntas para responder brevemente no sítio do costume... aqui. Agora vou dormir.

07 dezembro 2007

Vistos ao longe

Temos estado mais ausentes por motivos de trabalho... muito mesmo. Aliás, temos andado desaparecidos e a última vez que fomos vistos foi em plena Marechal Gomes da Costa. Como estávamos? É só ver... Haverá salvação para estas almas? Duvido.

02 dezembro 2007

Totós

Há uns meses fomos entrevistados pelo nosso conterrâneo e verdadeira voz da rádio Aurélio Gomes, no Rádio Clube Português. Quando questionados sobre a forma como nos juntámos, como nos conhecemos, o Jony explicou que o Miúdo tinha sido indicado por um amigo comum de ambos, o Zé Manel Pinheiro, e que é simultaneamente um grande amigo das Vozes. Para quem não sabe ou não ouviu a história, em 2000 tivemos a necessidade de encontrar alguém que substituísse o Mário Alves ocasionalmente e o Miúdo prestou-se a provas exigentíssimas. Dois anos mais tarde entrou definitivamente nas Vozes. O Jony contou isto e acrescentou que até já conhecia de vista o Miúdo e (sic) “o achava um totó”. Perante o riso desbragado e achincalhamento público, o Miúdo sorriu e ainda ouviu do mesmo Jony “e ainda o acho!”
Não estou aqui para alimentar a polémica, nem muito menos para discordar do Jony (quando muito concordaria plenamente, só que pode parecer mal e eu sei que o Miúdo pode deprimir. Ele deprime com facilidade, diga-se de passagem), mas para dar alguns argumentos ao Miúdo. Por isso publico este deprimente momento de televisão de 1994. Quantos totós podem ver? Muitos, eu sei… o público (que só se vê no fim), os concorrentes (que acho que nem aparecem), o apresentador, ainda assim menos dourado e menos decadente do que está agora, e os cantores, que por baixo das roupas Nuno Gama escondem a essência do Totó. É ver bem a entrevista e o ar dos efebos. Neste particular, o Jony brilha a todos os níveis.
Deste dia (ou noite) recordo igualmente os milhares de totós que fizeram o histórico buzinão na ponte sobre o Tejo. Um dos momentos mais barulhentos da nossa história e que de positivo nada trouxe: as portagens subiram (muitas vezes desde lá, diga-se) e ainda alguém guarda desse dia as mais péssimas recordações, ao apanhar com uma bala perdida. Não esquecer que os irmãos Faustino, lideres de uma das claques beligerantes, acabaram por ser capa de jornal, anos mais tarde, por outros motivos... totós...
Por outro lado a prestação artística não foi a melhor. Os totós que estavam em palco tinham andado nas vésperas em grandes festejos de São João e alguns estão ali sem terem dormido nada nas noites anteriores. É a inconsciência normal de totós. Cereja no topo do bolo, foi mesmo a qualidade do som do programa. Desde o totó do som, até aos totós dos assistentes que puseram dois mini-monitores para nós os seis, tudo ajudou à festa
Se eu mandasse, instituiria este dia 25 de Junho de 1994 como dia nacional do Totó…

01 dezembro 2007

A trabalhar a esta hora...

A esta hora um pré-quarentão já deve estar a dormir, ou então a divertir-se e nunca a trabalhar. Mas a verdade é que o dever chama e estive até agora a trabalhar em material de altíssima qualidade que em breve será desvendado. Tudo para as Vozes, é claro.
Como não sobra tempo para escrever aqui no tasco, com mais substância, recorro a um vídeo que revi há dias. A minha amiga Lúcia mandou-me o link para esta pequena maravilha.
Aqui se prova que tamanho não conta e que nada há de melhor do que o humor. A música do Michel Petrucciani chama-se Looking up, que foi o que ele andou a fazer na sua (infelizmente) curta vida.
Este enorme pianista e músico foi mais um dos que me impressionou naquela fase em que nos estamos a formar. Ainda hoje impressiona pelo som e pela musicalidade.
E pronto, divirtam-se. Eu é só desentupir a caixa do correio e vou dormir.